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O nome Jesus, nossa esperança!

Em nossa igreja aqui em Ikotos algumas crianças apresentaram um drama contando o dia-a-dia do ímpio (bêbados, malandros, feiticeiros e assassinos, e outros) e dos cristãos, todos riam muito inclusive os pequenos atores. Enquanto eu assistia meu coração queimava e não consegui me alegrar com a peça, nem por um momento. Foi quando me levantei (após o término da peça) e derramei meu coração. Tentarei escrever o que foi falado e, claro, mais coisas que me vier ao coração:

Esse drama que nos faz tanto rir é a drama da vida real, é a realidade de muitos que estão perecendo e hoje mesmo podem ir para o inferno. Esse drama mostra a realidade daqueles que estão lá fora, mas que alguns de vocês podem estar entre eles. Enquanto você ri do bêbado cambaleando pela rua esquece-se do lugar para onde ele está indo: o inferno. E o que torna menos engraçado é que você que aponta o dedo e ri pode estar indo para o mesmo lugar.

Um dia pedi para Deus me mostrar o Seu sentimento em relação aquele povo que passa o dia inteiro bebendo e jogando na rua do mercado e também pelos feiticeiros. Depois dessa oração apenas chorei copiosamente. Enquanto você ri da desgraça do ímpio, Deus chora por eles. Tenho certeza que se você pedir para Deus compartilhar os Seus sentimentos você também irá chorar.

Talvez essa distinção aconteça por se achar bom e aqueles lá maus. Que engano, não há diferença entre você e o bêbado e nem entre você e o feiticeiro, ambos são maus e merecem o inferno. O que não nos deixa ir imediatamente para lá é a misericórdia de Deus. A diferença que precisa ter é “eu sou mau, mas em arrependimento”, pois se não se arrepender da sua iniqüidade todos irão para o mesmo lugar.

Somos todos maus (Rm 3.23), digo “somos” porque eu estou incluso na lista, gostamos dos melhores lugares e quando fazemos uma boa ação logo tocamos a trombeta para que todos saibam. Gostamos de aplausos, de elogios. Quando alguém vem nos agradecer ou dizer o quanto somos bons ficamos sem graça e dizemos “que isso, não foi nada”, mas no coração “é, eu sou bom mesmo”. Hipócrita, isso que nós somos. Vamos para Jesus:

“Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas. E recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem” Mt 12:15,16

Como sempre, as atitudes de Jesus são sempre opostas, enquanto muitos querem a fama, Jesus quer o anonimato. Jesus tinha todo direito de ser coroado com honrarias e muita pompa, mas preferiu uma coroa de espinho e um manto de sangue. Somos todos indesculpáveis, preferimos carregar a cruz em nosso pescoço como ornamento ou estampada em camisetas do que carregar a cruz nas costas e tomar rumo para o Monte da Caveira para ali morrer.

O texto de Mateus 12 não acaba ali, ele continua dizendo:

“Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz; não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega; até que faça triunfar o juízo; e no seu nome os gentios esperarão”. Mt 12:17-21

Jesus não era um homem qualquer, pois foi Deus quem o escolheu e nele colocou o Seu espírito. Jesus, o amado de Seu Pai, se mostrou como servo de todos, enquanto nós desejamos ser servidos. E eis o juízo que Jesus veio anunciar:

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus” Jo 3.18

Não importa se você é bom, ou se você não faz parte daqueles que estão do lado de fora. Importa se você crê no nome de Jesus. É por causa do nome de Jesus que nós estamos aqui, essa profecia se cumpriu em nós. Eu, lá de longe, do outro continente ouvi sobre Jesus e coloquei minha esperança nesse nome. Pois o nome de Jesus é poder, é salvação, é sustento, é libertação, nesse nome não há engano e nem falha. Nele nós esperamos. Jesus é a esperança para aquele bêbado cambaleante e também para aquela frenética feiticeira.

“… no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” Jo 16.33b

“E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja” Jo 17.26


A vida cheia do Espírito Santo

por A. W. Tozer

Todo Cristão pode Receber um Derramamento Abundante do Espírito Santo

Enchei-vos do Espírito. Efésios 5.18

Que todo cristão pode e deve ser cheio do Espírito Santo dificilmente parece ser tema de um debate entre cristãos. No entanto, alguns argumentam que o Espírito Santo não é para simples cristãos, mas apenas para ministros e missionários. Outros sustentam que a porção do Espírito recebida na regeneração é idêntica àquela re­cebida pelos discípulos no Pentecostes e qual­quer esperança de uma plenitude adicional após a conversão simplesmente está baseada no erro. Alguns expressarão uma vaga espe­rança de que algum dia poderão ser cheios do Espírito, e ainda outros evitarão o assunto alegando que pouco sabem a respeito e que este tema só pode causar confusão.

Gostaria de afirmar com ousadia que te­nho a fé convicta de que todo cristão pode receber um derramamento abundante do Es­pírito Santo em uma porção muito além da­quela recebida na conversão, e também diria que esta seria muito além daquela desfrutada pela posição e lugar de destaque de alguns cristãos ortodoxos de hoje. É importante que entendamos bem esta verdade, pois enquan­to existirem dúvidas é impossível ter fé. Deus não surpreenderá um coração duvidoso com uma efusão do Espírito Santo, nem visitará alguém que tenha dúvidas doutrinárias sobre a possibilidade de ser cheio do Espírito.

Para cessar as dúvidas e criar uma ex­pectativa segura, recomendo um estudo re­verente da Palavra de Deus. Estou pronto para basear minha conjectura nos ensinos do Novo Testamento. Se um exame cuida­doso e modesto das palavras de Cristo e de Seus apóstolos não levar à convicção de que podemos ser cheios do Espírito Santo neste momento, então não vejo razão para pes­quisas em outra fonte, uma vez que pouco importa o que este ou aquele educador reli­gioso disse a favor ou contra esta proposição. Se a doutrina não é ensinada nas Escrituras, logo não pode ser sustentada por nenhum argumento, e todas as exortações a serem consideradas não têm valor.

Não apresentarei aqui um caso para a afir­mativa. Que aquele que tem dúvidas exa­mine a evidência por si mesmo, e se chegar à conclusão de que não há justificativa no Novo Testamento para crer que pode ser pleno do Espírito, que ele feche este livro e poupe-se do transtorno de continuar a lê-lo. O que digo daqui para frente diz respeito a homens e mulheres que superaram suas dúvidas e estão convictos de que, quando cumprem as condições, podem, de fato, ser cheios do Espírito Santo.

O Homem deve ter Certeza de que Deseja ser Cheio do Espírito

Antes de ser pleno do Espírito, o homem deve ter certeza de que deseja que isto aconteça. E esta questão deve ser levada a sério. Muitos cristãos querem ser cheios do Espírito, mas seu desejo é um tipo de sentimento român­tico e indistinto que dificilmente merece ser chamado de desejo. Eles quase não têm idéia do quanto lhes custaria se dar conta desta verdade.

Imagine que estamos conversando com uma pessoa que tem dúvidas, algum jovem cristão impulsivo, digamos, que nos procurou para aprender sobre a vida cheia do Espírito. Da maneira mais gentil possível, consideran­do a natureza intencional das perguntas, son­daríamos sua alma da seguinte forma: “Você tem certeza de que deseja ser cheio de um Espírito que, embora seja como Jesus em Sua bondade e amor, pedirá que seja Senhor de sua vida? Você está disposto a deixar que sua personalidade seja controlada por outra, mesmo que esta seja o Espírito do próprio Deus? Se assumir o controle de sua vida, o Espírito esperará uma obediência incondi­cional em tudo. Ele não tolerará em você os pecados do ego mesmo que estes sejam permitidos e perdoados pela maioria dos cris­tãos. Quando digo pecados do ego refiro-me a amor-próprio, autocomiseração, egoísmo, autoconfiança, farisaísmo, auto-exaltação, autodefesa. Você descobrirá que o Espírito faz firme oposição às maneiras fáceis do mundo e da massa heterogênea que estão dentro dos limites da religião. Ele terá ciúmes de você para seu próprio bem. Jamais permitirá que você se comporte com ostentação, vangló­ria ou exibicionismo. Colocará o controle de sua vida longe de seu alcance. Fará com que os justos o provem, o disciplinem, o casti­guem por amor à sua alma. Poderá privá-lo de muitos daqueles prazeres incertos que outros cristãos desfrutam, mas que lhe são uma fonte de mal requintado. Por tudo isso, Ele irá envolvê-lo em um amor tão imenso, tão poderoso, tão abrangente, tão maravi­lhoso que suas perdas parecerão ganhos, e suas pequenas dores, alegrias. Contudo, a carne protestará sob o fardo do Espírito e irá censurá-lo como um jugo muito pesado para ser carregado. E você terá permissão para desfrutar do solene privilégio de sofrer para encher-se daquilo que está por trás das aflições de Cristo em sua carne por amor do corpo de Cristo, que é a Igreja. Diante dessas condições, você ainda quer ser cheio do Espírito Santo?” Se isso parecer sério, lembremo-nos de que o caminho da cruz nunca é fácil. O bri­lho e a fascinação que acompanham os mo­vimentos religiosos populares são tão falsos quanto o resplendor nas asas do anjo das trevas quando ele, por um instante, se trans­forma em anjo de luz. A timidez espiritual que teme mostrar a cruz em seu verdadeiro caráter não deve ser justificada sob nenhuma razão. Ela pode resultar apenas em frustração e tragédia no final.

O Desejo de ser Cheio do Espírito deve ser Extremamente Profundo

Antes que sejamos cheios do Espírito, o dese­jo de ser cheio deve ser extremamente profundo. Deve ser, por ora, a coisa mais importante da vida, tão intensa, a ponto de impedir a entrada de qualquer outra coisa. O grau de plenitude em qualquer ser concorda perfei­tamente com a intensidade do verdadeiro desejo. Temos tanto de Deus quanto, na verdade, gostaríamos de ter. Um dos maio­res impedimentos para uma vida cheia do Espírito é a teologia da complacência tão amplamente aceita entre os evangélicos dos nossos dias. De acordo com esta visão, o desejo intenso é uma evidência de incredu­lidade e prova da falta de conhecimento das Escrituras. Uma refutação suficiente desta posição é fornecida pela própria Palavra de Deus e pelo fato de que ela sempre deixa de produzir a verdadeira santidade entre aqueles que a defendem.

Portanto, duvido que uma pessoa que já recebeu aquela inspiração divina com a qual nos preocupamos aqui não tenha primeiro ex­perimentado um momento de profunda ansiedade e agitação interior. O contentamento religioso sempre é o inimigo da vida espiritual. As bio­grafias dos santos ensinam que o caminho para a grandeza espiritual sempre foi por meio de muito sofrimento e dor no íntimo. A fra­se “o caminho da cruz”, embora apareça em determinados grupos com o sentido de algo muito belo e até agradável, ainda significa para o verdadeiro cristão o que sempre significou: o caminho da rejeição e da perda. Ninguém jamais gostou de uma cruz, assim como nin­guém jamais gostou de uma forca. O cristão que está à procura de coisas melhores e que, para seu temor, se viu em um estado de total desespero consigo mesmo não precisa se sentir desanimado. O desespe­ro com o ego, quando acompanhado da fé, é um bom aliado, pois destrói um dos inimigos mais poderosos do coração e prepara a alma para a ministração do Consolador. Uma sen­sação de completo vazio, de frustração e de trevas pode (se estivermos atentos e cientes do que está acontecendo) ser o fantasma no vale das sombras que leva àqueles campos frutíferos ao longe. Se não entendermos bem este princípio e resistirmos a esta visitação de Deus, podemos perder por completo todos os benefícios que um Pai celeste e bondoso tem em mente para nós. Se cooperarmos com Deus, Ele levará os auxílios naturais que nos serviram, como a figura da mãe ou de uma enfermeira, por tanto tempo e nos colocará em um lugar onde não poderemos receber outra ajuda senão a do próprio Con­solador. Ele arrancará aquela coisa falsa que os chineses chamam de “face” e nos mostra­rá o quanto arduamente somos realmente pequenos. Quando tiver acabado Sua obra em nós, saberemos o que nosso Senhor quis dizer quando disse: “Bem-aventurados os hu­mildes de espírito” (Mt 5.3).

Não se esqueça, no entanto, de que nestas disciplinas árduas não seremos abandonados pelo nosso Deus. Ele nunca nos deixará nem nos desamparará, nem ficará irado conosco nem nos reprovará. Não quebrará Sua aliança nem mudará as palavras que saíram de Seus lábios. Ele nos guardará como a menina de Seus olhos e zelará por nós como uma mãe a cuidar de seu filho. Seu amor não falhará ainda que esteja nos conduzindo a esta expe­riência tão real e tão terrível de crucificação do nosso ego, de modo que só podemos expressá-la por meio do pranto: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22.1; Mt 27.46).

O Valor da Experiência de Privação

Neste momento, procuremos manter nossa teologia neste sentido no que diz respeito a tudo isso. Não há nesta difícil privação um remoto pensamento de mérito humano.

A “noite escura da alma” não conhece um raio turvo da luz enganosa do farisaísmo. Não merecemos a unção que anelamos por meio do sofrimento, nem esta devastação da alma faz com que sejamos pessoas estimadas por Deus nem nos dá outro favor aos Seus olhos. O valor da experiência de privação está em seu poder de nos desvincular dos interesses passageiros da vida e nos lançar de volta à eternidade. Serve para esvaziar nossos vasos terrenos e preparar-nos para o infundir do Espírito Santo.

O encher-se do Espírito, portanto, exige que abramos mão do nosso ser como um todo, que nos submetamos a uma morte in­terior, que libertemos nosso coração daquele refugo adâmico que se acumulou ao longo dos séculos e abramos todos os compartimen­tos do nosso ser para o Convidado celestial.

O Espírito Santo é uma Pessoa viva e deve ser tratado como tal. Nunca devemos pensar Nele como uma energia cega nem como uma força impessoal. Ele ouve, vê e sente como qualquer outra pessoa. Ele fala e ouve quando falamos. Podemos agradar-Lhe, entristecê-Lo ou calá-Lo como podemos fazê-lo com qualquer outra pessoa. Ele responderá ao nosso tímido esforço por conhecê-Lo e virá ao nos­so encontro no meio do caminho.

Por mais maravilhosa que seja esta expe­riência ou a crise de ser cheio do Espírito, devemos nos lembrar de que isso é apenas um meio para alcançarmos algo maior: que é o andar no Espírito durante uma vida, sen­do habitado, dirigido, ensinado e fortalecido por Sua poderosa Pessoa. E para continuar, portanto, a andar no Espírito é preciso que, cumpramos certas condições. Estas nos são apresentadas nas Sagradas Escrituras e estão descritas ali para que todos vejam.

Uma Vida Cheia do Espírito

O andar cheio do Espírito requer, por exem­plo, que vivamos de acordo com a Palavra de Deus como um peixe que vive no mar. Com isso não quero dizer que devemos simples­mente estudar a Bíblia, nem que façamos um “curso” sobre a doutrina bíblica. Quero dizer que devemos “meditar de dia e de noite” na Santa Palavra, que devemos amá-la, nos deleitar com ela e digeri-la o tempo todo. Quando as atividades da vida exigem nossa atenção, podemos, todavia, com um tipo de reflexão abençoada, manter sempre a Palavra da Verdade na nossa mente.

Portanto, se agradamos o Espírito que habita em nós, todos devemos ter um bom relaciona­mento com Cristo. A obra presente do Espírito é honrar a Cristo, e tudo que Ele faz tem esta tarefa como seu principal propósito. Devemos fazer com que nossos pensamentos sejam um santuário limpo para Sua santa habitação. Ele habita em nossos pensamentos, e pensamentos desonrosos Lhe são tão repulsivos quanto uma veste suja para um rei. Sobretudo, devemos ter a disposição de fé que continuará firme por mais radical que possa ser a instabilidade de nossos estados emocionais.

A vida em que o Espírito habita não é uma edição de luxo do cristianismo que deve ser desfrutada por determinados cris­tãos extraordinários e privilegiados que, por acaso, são melhores e mais sensíveis do que o restante. Ao contrário, é o estado normal para todo homem e mulher remido em todo o mundo. E “o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1.26-27). Faber, em um de seus belos e re­verentes hinos, dedicou estas maravilhosas palavras ao Espírito Santo:

Oceano, imenso Oceano que flui, Tu és

Do Amor que não teve princípio;

Estremeço em minha alma

Sinto o mover de Tuas águas.

Tu és um mar sem praia;

Tremendo e infinito Tu és;

Um mar que pode se limitar

Dentro do meu pequeno coração

Fonte: Livro “Cincos votos para obter poder espiritual”


Os canais do poder de Deus

Por Pra. Viviane  Adelar Coutinho

Na carta aos Filipenses, o apóstolo fala do propósito para o qual ele vivia e no verso 3, ele diz: “… para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte.” Assim como Paulo, cada um de nós foi chamado para conhecer o “poder da ressurreição”.

O que difere a igreja de outras instituições é o poder de Deus.
O que é o poder de Deus? Jesus experimentou a morte e então, experimentou o poder da ressurreição. Poder de Deus é fruto das pressões das circunstâncias que geram morte em nós. Morte de que? Do nosso eu, ego, da vida natural… O homem, por natureza, tem vida própria muito forte. E a manifestação da vida de Deus em mim será sempre proporcional à morte da minha própria vida: eu morro, Cristo vive…

Concluímos: Quem não tem pressão espiritual não conhece o poder de Deus.
Precisamos aprender a ter, a gerar pressão espiritual. Como o poder de Deus se manifesta? Quando você usa as pressões e as canaliza para Deus. Você precisa aprender a canalizar para Deus e não para sua própria alma. Qual é o problema da maioria dos cristãos? Dissipam as pressões, não sabem canalizar para Deus.

Ninguém gosta de pressões. Mas quem tem vidinha tranquila não experimenta o poder de Deus.

Qual é o problema da igreja? Vivemos o tempo em que a igreja tem fugido da pregação do genuíno evangelho de Cristo. Só se fala em ser feliz, estar bem e alegre, prosperar, ter saúde, comprar sua casa, fazer viagens de férias… Mas o alvo de Deus não é que estejamos sempre felizes, não! O alvo de Deus é formar Cristo em nós, sermos transformados e conformados à imagem do Senhor Jesus.

Vou explicar as fontes de pressão e como canalizar para Deus para gerar o poder da ressurreição. A pressão é gerada por basicamente 04 fontes.

1. Tribulação
Alvo de Deus com a tribulação: Você aprender a canalizá-la para Deus para gerar poder. Por exemplo: vêm circunstâncias que trazem tribulações no seu emprego, casamento, etc. A maioria dos crentes vai chorar, murmurar, fazer campanhas ou fica azedo, se deprime, amargura contra Deus, contra o líder, só vê o problema no outro e o culpa… Fica com o discurso: “o que eu fiz de errado? não mereço, o que eu fiz…”
Mas Deus permite a tribulação porque Ele quer manifestar o Seu poder!

Nas tribulações, precisamos aprender com Ana que se voltava para o Senhor, seu Deus e derramava sua alma com intensidade, sabendo que só de Deus viria seu socorro. Ana parecia bêbada de tanta intensidade diante de Deus. Assim, precisamos pegar a tribulação e entrar em Deus com intensidade e afirmar: “Eu quero ver o poder de Deus e vou até o fim com Deus.” é entrar em Deus com intensidade para ver o que Deus está querendo trabalhar na sua vida por meio daquela tribulação, o que Deus quer edificar na sua vida e não arredar até que Ele te mostre e você veja e seja transformado.

2.Desejos, sonhos, paixão.

Não falamos de desejos da carne, nem desejos pelas coisas do mundo, as desejos santos, em linha com o trono de Deus. Fruto de uma vida que ama Deus, confia no Seu amor e busca que Ele plante no seu coração os Seus desejos. Desejos de alcançar coisas em Deus na sua vida interior, no seu relacionamento com Deus num nível tal que te consuma! Mas o que vemos na igreja são vidas apáticas, acomodadas a participar de atividades religiosas.

O primeiro princípio da oração respondida é: Desejo ardente.

Eu pergunto: O que você deseja? Que desejos você tem em Deus?
Com o que você sonha? Casa mobiliada com um carro na garagem?

Precisamos ter sonhos espirituais: de um tipo de vida cristã de um relacionamento com Deus que nos consome… sonho com o mover de Deus restaurando vidas… mover de Deus não é pular, tremer somente é sonhar em ver a mão de Deus se movendo para tocar vidas, para curar, restaurar, curar, libertar… paixões em Deus e esta sonho produz uma pressão no nosso espírito que nos leva a orar, buscar, jejuar e isto vai gerar poder de Deus. O que conta não é ter cara de crente só, é ter sonhos em Deus, sonhos de Deus…

3. Compaixão
A compaixão é uma fonte enorme de pressão! Quem não tem compaixão não experimenta o poder de Deus.
Pelo que você chora? Doentes, ímpios, seus familiares…
Há uma relação íntima entre o poder de Deus e lágrimas.
Quando Jesus manifestava o seu poder, Ele tinha se compadecido antes, às vezes chorou… Com o leproso, Lázaro…

4.Indignação
Se o Espírito Santo está em você, você tem indignação por alguma coisa.
O que deixa você indignado? Você fica indignado em ver homens vivendo como bichos, jovens que mais parecem animais, igrejas frias, a exploração sexual de crianças, com o sofrimento de órfãos nos países africanos? Esta indignação vai mover você a buscar a Deus e o Seu poder vai se manifestar.

Mas tem crente que nada toca ele! Só suas próprias necessidades, suas dores…

Quantos têm indignação?

A igreja de Jesus foi chamada para desfazer as obras do diabo e manifestar o poder de Deus! Mas porque não tem o poder de Deus? Porque não aprendeu a canalizar o poder de Deus.

Só serão canais para manifestar o poder de Deus aqueles que canalizam para Deus a pressão das tribulações, os que têm desejos, sonhos e paixões em Deus, compaixão e indignação.

O que você quer da sua vida? Ser feliz, ter muito dinheiro e tranquilidade? Água de Coco e uma rede para balançar? Ou ter o caráter de Cristo formado em você e manifestar Deus onde está plantado?

Fonte: www.mcmpovos.com


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