Saímos por volta das 9:30h rumo as tribos Turkanas. As distâncias das cidades de Lodwar são 16, 22, 28 e 41km. Fomos apenas nas três primeiras, pois na última teríamos que andar cerca de 20km a pé, carro não consegue chegar lá.
Entramos deserto a dentro, uma paisagem muito branca com vegetação baixa totalmente seca. Imos dois redemoinhos de areia muito alto. Avistamos a primeira tribo. Estavam todos reunidos debaixo de uma grande árvore, ali era o templo deles, o culto havia começado, de longe conseguimos ouvir o barulho de tambor e vozes cantando.
Na medida que aproximamos as cores iam ficando mais vivas e a música mais bonita. O pr Francis disse que eles estavam adorando a Deus. Uma emoção muito forte tomou conta de mim, tentei conter as lágrimas. Como eles são lindos, tudo muito colorido, olhos brilhantes. Olhava em volta só deserto, me perguntei muitas vezes como eles conseguem adorar a Deus com tanta alegria sendo que lá não tinha nada. A resposta veio imediatamnete quando pude ver que Deus estava ali se deliciando com aquela adoração.
Não importa quão seco e quão inóspito seja um lugar, se Deus está ali, há vida.
Depois de algumas danças o pr Francis nos apresentou, então tivemos a oportunidade de nos apresentar. Muito interessante, eles são muito pentecostais, eles vibram, dão glória a Deus (Kipra Yessu, em turkana), realmente tremendo. Deram alguns testemunhos. Nos apresentaram o ex-feiticeiro e o ex-curandeiro da tribo que se converteram a Jesus, alías, toda a tribo havia se convertido. Também mudaram um dos costumes que era dos velhos se casarem com as moças, agora as moças só casam com os jovens moços mais ou menos da mesma idade.
Foram todos muito amáveis e receptíveis, partimos então para a próxima tribo. Essa segunda é a que tem a igreja mais antiga, cerca de 11 anos. Quando chegamos também coseguimos ouvir os tambores e canções a longa distância. Já era uma tribo com mais estrutura, vimos inclusive a escola primária que eles tem. Entramos na igreja (construção de barro) e tudo aconteceu muito parecido com a primeira tribo. Fomos também impactados por eles, pela beleza e alegria. Jesus estava lá. Nessa ficamos menos tempo e partimos para a outra.
Ficamos sabendo que os irmãos e irmãs da última tribo viria se ajuntar com a terceira, ou seja, várias pessoas andariam a pé cerca de 20 km só para se encontrarem conosco. Ficamos lisonjeados. De longe vimos aquelas pessoas debaixo de uma grande árvore, deveria ter mais de 60 pessoas contando com as crianças.
Ali passamos um tempo a mais com eles. São muito simples e amáveis. Deu vontade de ficar ali com eeles e de abraçar um minininho que saiu correndo e chorando de medo de mim, afinal um homem de cor esquisita, alto e segurando uma coisa estranha (minha câmara) até eu ficaria com medo! Ficaram todos surpresos quando mostrávamos as fotos que tiramos deles, acredito que nunca tinham visto antes.
Na despedida, quando entramos no carro, muitas crianças nos rodearam, rindo e brincando, achamos que era conosco até que percebemos que era com o reflexo deles na lataria do carro, imagina se tivéssemos um espelho ai?
Missão cumprida, fomos embora. Sem saber de nada fomos levado a uma outra tribo, já perto da cdade. Quando chegamos lá estava tendo um culto, entramos e umas crianças vieram apresentar uma dança. Depois o pr Francis pregou e falou do desafio que ele precisa vencer, que é de comprar 2 motos para os 4 pastores, pois até então eles andam a pé de Lodwar até seus destinos duas vezes por semana, um deles anda 41km pra ir e 41 pra voltar, estive lá, vi como é duro o caminho. Espero que alguns brasileiros se mobilizem e os ajudem na compra dessas motos, bicicleta não aguentaria o tranco.
Agora sim fomos embora. Almoçamos já quase as 16h. Comprei um típico banquinho e cajado turkana e fui descansar. O banquinho deve ter 20 cm apenas e é bem leve. Eles carregam pra todo lado. Bom esse foi o penúltimo dia da viagem, nem fui embora e já estava com saudades de tudo que vi.

























































