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Os canais do poder de Deus

Por Pra. Viviane  Adelar Coutinho

Na carta aos Filipenses, o apóstolo fala do propósito para o qual ele vivia e no verso 3, ele diz: “… para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte.” Assim como Paulo, cada um de nós foi chamado para conhecer o “poder da ressurreição”.

O que difere a igreja de outras instituições é o poder de Deus.
O que é o poder de Deus? Jesus experimentou a morte e então, experimentou o poder da ressurreição. Poder de Deus é fruto das pressões das circunstâncias que geram morte em nós. Morte de que? Do nosso eu, ego, da vida natural… O homem, por natureza, tem vida própria muito forte. E a manifestação da vida de Deus em mim será sempre proporcional à morte da minha própria vida: eu morro, Cristo vive…

Concluímos: Quem não tem pressão espiritual não conhece o poder de Deus.
Precisamos aprender a ter, a gerar pressão espiritual. Como o poder de Deus se manifesta? Quando você usa as pressões e as canaliza para Deus. Você precisa aprender a canalizar para Deus e não para sua própria alma. Qual é o problema da maioria dos cristãos? Dissipam as pressões, não sabem canalizar para Deus.

Ninguém gosta de pressões. Mas quem tem vidinha tranquila não experimenta o poder de Deus.

Qual é o problema da igreja? Vivemos o tempo em que a igreja tem fugido da pregação do genuíno evangelho de Cristo. Só se fala em ser feliz, estar bem e alegre, prosperar, ter saúde, comprar sua casa, fazer viagens de férias… Mas o alvo de Deus não é que estejamos sempre felizes, não! O alvo de Deus é formar Cristo em nós, sermos transformados e conformados à imagem do Senhor Jesus.

Vou explicar as fontes de pressão e como canalizar para Deus para gerar o poder da ressurreição. A pressão é gerada por basicamente 04 fontes.

1. Tribulação
Alvo de Deus com a tribulação: Você aprender a canalizá-la para Deus para gerar poder. Por exemplo: vêm circunstâncias que trazem tribulações no seu emprego, casamento, etc. A maioria dos crentes vai chorar, murmurar, fazer campanhas ou fica azedo, se deprime, amargura contra Deus, contra o líder, só vê o problema no outro e o culpa… Fica com o discurso: “o que eu fiz de errado? não mereço, o que eu fiz…”
Mas Deus permite a tribulação porque Ele quer manifestar o Seu poder!

Nas tribulações, precisamos aprender com Ana que se voltava para o Senhor, seu Deus e derramava sua alma com intensidade, sabendo que só de Deus viria seu socorro. Ana parecia bêbada de tanta intensidade diante de Deus. Assim, precisamos pegar a tribulação e entrar em Deus com intensidade e afirmar: “Eu quero ver o poder de Deus e vou até o fim com Deus.” é entrar em Deus com intensidade para ver o que Deus está querendo trabalhar na sua vida por meio daquela tribulação, o que Deus quer edificar na sua vida e não arredar até que Ele te mostre e você veja e seja transformado.

2.Desejos, sonhos, paixão.

Não falamos de desejos da carne, nem desejos pelas coisas do mundo, as desejos santos, em linha com o trono de Deus. Fruto de uma vida que ama Deus, confia no Seu amor e busca que Ele plante no seu coração os Seus desejos. Desejos de alcançar coisas em Deus na sua vida interior, no seu relacionamento com Deus num nível tal que te consuma! Mas o que vemos na igreja são vidas apáticas, acomodadas a participar de atividades religiosas.

O primeiro princípio da oração respondida é: Desejo ardente.

Eu pergunto: O que você deseja? Que desejos você tem em Deus?
Com o que você sonha? Casa mobiliada com um carro na garagem?

Precisamos ter sonhos espirituais: de um tipo de vida cristã de um relacionamento com Deus que nos consome… sonho com o mover de Deus restaurando vidas… mover de Deus não é pular, tremer somente é sonhar em ver a mão de Deus se movendo para tocar vidas, para curar, restaurar, curar, libertar… paixões em Deus e esta sonho produz uma pressão no nosso espírito que nos leva a orar, buscar, jejuar e isto vai gerar poder de Deus. O que conta não é ter cara de crente só, é ter sonhos em Deus, sonhos de Deus…

3. Compaixão
A compaixão é uma fonte enorme de pressão! Quem não tem compaixão não experimenta o poder de Deus.
Pelo que você chora? Doentes, ímpios, seus familiares…
Há uma relação íntima entre o poder de Deus e lágrimas.
Quando Jesus manifestava o seu poder, Ele tinha se compadecido antes, às vezes chorou… Com o leproso, Lázaro…

4.Indignação
Se o Espírito Santo está em você, você tem indignação por alguma coisa.
O que deixa você indignado? Você fica indignado em ver homens vivendo como bichos, jovens que mais parecem animais, igrejas frias, a exploração sexual de crianças, com o sofrimento de órfãos nos países africanos? Esta indignação vai mover você a buscar a Deus e o Seu poder vai se manifestar.

Mas tem crente que nada toca ele! Só suas próprias necessidades, suas dores…

Quantos têm indignação?

A igreja de Jesus foi chamada para desfazer as obras do diabo e manifestar o poder de Deus! Mas porque não tem o poder de Deus? Porque não aprendeu a canalizar o poder de Deus.

Só serão canais para manifestar o poder de Deus aqueles que canalizam para Deus a pressão das tribulações, os que têm desejos, sonhos e paixões em Deus, compaixão e indignação.

O que você quer da sua vida? Ser feliz, ter muito dinheiro e tranquilidade? Água de Coco e uma rede para balançar? Ou ter o caráter de Cristo formado em você e manifestar Deus onde está plantado?

Fonte: www.mcmpovos.com


Primeira semana no Quênia

Hi brothers and sisters of Brasil!!!

Tudo começou com um chamado: Ser uma bênção! Viemos para a África com essa expectativa de ser mesmo uma bênção pra esse continente. No dia 23 e 24 de agosto (saída BH/Brasil, destino Nairobi/Quenia) passamos praticamente dentro de aviões (na verdade só 3), foi uma viagem um pouco cansativa, mas proveitosa, e que viagem, durou cerca de 25 horas.

Ficamos todos impressionados com o tamanho da cidade. Muito linda, nem parecia “África”. Tudo muito grande, carros importados, roupas de grife, muitos celulares. Então descobri que Nairobi e Johenesburgo são as únicas exceções de toda a África. Nesse último fim de semana fizemos uma viagem a uma cidade vizinha para visitar a casa “Hers of God Home”, fica a 25 km da minha casa.

Essa pequena viagem foi muito interessante, fizemos todo o percurso através de vâns (pegamos 3 delas), é um transporte público comum chamado de Matato, é uma loucura, os motoristas vão costurando o trânsito, ultrapassam pelo acostamento, colocam o som no último volume e os cobradores ficam pendurado  na porta com a metade do corpo pra fora mostrando uma placa e gritando sem parar o destino da vân, interessante. No caminho já pudemos ver realmente que estávamos na África.  Casas mal construídas, pessoas vestidas com roupas muito velhas, açougues sem congeladores, tudo muito sujo, semelhante ao que vemos na TV.

Mesmo assim a expectativa era grande de reencontrar com os herdeiros de Deus que estiveram no Brasil nos meses de abril/maio de 2010. Quando chegamos lá  e fomos recebidos com muitos abraços e gritarias e muita alegria, foi realmente emocionante. Passamos sábado e domingo com eles, comendo, conversando, orando, compartilhando da Bíblia e, claro, dançando bastante. Nesses dias pudemos entender melhor o que Jesus disse quando citou o salmo “Da boca dos pequeninos e das criancinhas tiraste o perfeito louvor” (Mt 21.16), ali pudeemos perceber muito forte a presença de Deus e o perfeito louvor através das danças, dos louvores, das canções e de seus comportamento. Tremendo.

Tivemos mais algumas experiências conhecendo pessoas, fazendo compras sozinhos, impressões dos nativos, algumas mancadas, e vários aprendizado que com o tempo vamos compartilhando.

Paz  a todos e curtam algumas fotos:

Por favor, estejam orando continuamente pra que as portas se abram e os milagres continuem acontecendo. Pra que tudo dê certo em nossas visitas as cidades vizinhas e países vizinhos, com isso desempenharemos um papel para o Reino de Deus de forma mais eficaz e crescente.

Agradeço a todos que estão cooperando pra que a obra de Deus seja realizada seja através de contribuição financeira, informações ou orações.

Para aqueles que querem contribuir:

Banco do Brasil
Ag.: 0090-6
C/P.: 47354-5
Variação: 1

Fabrício Marra da Silva

fabriciomarra.web@gmail.com


Remadores do Último Porão

Por Pr. José Rodrigues, presidente da MCM

Os textos originais da Bíblia não utilizavam a palavra “servo” quando se referiam àquelas pessoas subjugadas ao esquema escravocrata. Ao invés disso, emprega-se de fato a palavra: escravo. A língua grega apresenta pelo menos três variantes da palavra escravo. Uma delas é a palavra upêdêtê.
Os “upêdêtês” faziam parte de uma classe de escravos condenados à morte pelo Império Romano. A sentença desses condenados era de que deveriam remar até a morte. Até que esse sofrível destino se cumprisse, eles deveriam viver acorrentados nos últimos porões das embarcações romanas, empilhados em caixas e faziam ali mesmo todas as necessidades fisiológicas. A única fuga era a morte. À medida que se descia as apertadas escadas daqueles portões, maior se tornavam o calor, as trevas e o mau cheiro que vinham do último porão. Ali podia-se ver um dos mais deploráveis quadros de escravidão humana, um cenário simplesmente miserável e desumano.
Em I Coríntios 4:9 Paulo diz: “Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens”. Interessante observar que a palavra utilizada para empregar o termo “último lugar” é exatamente  a palavra upêdêtê, “escravo do último porão”.
Parece um tanto contraditório comparar a vida cristã a um bando de condenados acorrentados no fundo de um navio malcheiroso. E para ser sincero, também resisti durante algum tempo para aceitar tal idéia como verdadeira. Paulo, como cidadão romano, conhecia muito bem quem eram e como viviam aqueles escravos, e por isso, não cometeria nenhum tipo de engano ao usar a palavra upêdêtê para dizer que somos escravos de Cristo.
Um obreiro aprovado está pronto para ser colocado em último lugar. Pronto para ser esquecido e para momentos de humilhação. Em tempos difíceis, tempos em que a maioria decide murmurar e criticar, esse obreiro silenciosamente desce as escadarias que levam ao último porão.
Você já ouviu alguma vez alguém condoído, choramingar:
-”Ah! Ninguém se lembrou de mim! No final da conferência, o pastor subiu ao púlpito carregando uma lista com mais de 20 nomes. Você acredita que ele citou o nome de todo o mundo, mas não citou o meu? É muita ingratidão depois de tudo que eu fiz”!
Manifestações desse tipo revelam o anseio por reconhecimento e evidenciam o despreparo ministerial de quem as faz. Um verdadeiro escravo não espera recompensa por seus serviços. Seu trabalho é feito em silêncio e não visa autopromoção. Esse é um trabalho que ecoará na eternidade: “um trabalho fabricado no escuro do derradeiro portão, onde não há sons de elogios e nem aplausos de multidões.
Lamentavelmente temos presenciado um tempo de estrelismo no cristianismo moderno. Julgamos possuir a teologia mais refinada de todos os tempos, nossos seminários são os mais respeitados; no entanto, é estranho que diante de uma bagagem tão ampla não tenhamos aprendido quase nada a respeito da importante lei do “crescer para baixo”, lei vivida e lecionada por João Batista.
É certo que ele nunca freqüentou uma sinagoga que pelo menos refletisse um pouco da estrutura que temos hoje. Contudo, ao olharmos para a vida desse homem rude, eu descubro que poucos de nós possuímos a teologia que ele aprendeu no deserto: “importa que eu diminua e Ele cresça”, João 3:30. A glória de Cristo em mim deve, de alguma forma, continuar me empurrando para algum canto escuro do palco, enquanto o círculo de luz acompanha centralmente a Pessoa de Cristo no cenário.
Que Deus abençoe os “remadores” que têm sido erguidos ao longo dos séculos em Sua Igreja.

“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória”. Salmo 115:1

Fonte: MCM Povos


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