Arquivo da tag: Espírito Santo

A vida cheia do Espírito Santo

por A. W. Tozer

Todo Cristão pode Receber um Derramamento Abundante do Espírito Santo

Enchei-vos do Espírito. Efésios 5.18

Que todo cristão pode e deve ser cheio do Espírito Santo dificilmente parece ser tema de um debate entre cristãos. No entanto, alguns argumentam que o Espírito Santo não é para simples cristãos, mas apenas para ministros e missionários. Outros sustentam que a porção do Espírito recebida na regeneração é idêntica àquela re­cebida pelos discípulos no Pentecostes e qual­quer esperança de uma plenitude adicional após a conversão simplesmente está baseada no erro. Alguns expressarão uma vaga espe­rança de que algum dia poderão ser cheios do Espírito, e ainda outros evitarão o assunto alegando que pouco sabem a respeito e que este tema só pode causar confusão.

Gostaria de afirmar com ousadia que te­nho a fé convicta de que todo cristão pode receber um derramamento abundante do Es­pírito Santo em uma porção muito além da­quela recebida na conversão, e também diria que esta seria muito além daquela desfrutada pela posição e lugar de destaque de alguns cristãos ortodoxos de hoje. É importante que entendamos bem esta verdade, pois enquan­to existirem dúvidas é impossível ter fé. Deus não surpreenderá um coração duvidoso com uma efusão do Espírito Santo, nem visitará alguém que tenha dúvidas doutrinárias sobre a possibilidade de ser cheio do Espírito.

Para cessar as dúvidas e criar uma ex­pectativa segura, recomendo um estudo re­verente da Palavra de Deus. Estou pronto para basear minha conjectura nos ensinos do Novo Testamento. Se um exame cuida­doso e modesto das palavras de Cristo e de Seus apóstolos não levar à convicção de que podemos ser cheios do Espírito Santo neste momento, então não vejo razão para pes­quisas em outra fonte, uma vez que pouco importa o que este ou aquele educador reli­gioso disse a favor ou contra esta proposição. Se a doutrina não é ensinada nas Escrituras, logo não pode ser sustentada por nenhum argumento, e todas as exortações a serem consideradas não têm valor.

Não apresentarei aqui um caso para a afir­mativa. Que aquele que tem dúvidas exa­mine a evidência por si mesmo, e se chegar à conclusão de que não há justificativa no Novo Testamento para crer que pode ser pleno do Espírito, que ele feche este livro e poupe-se do transtorno de continuar a lê-lo. O que digo daqui para frente diz respeito a homens e mulheres que superaram suas dúvidas e estão convictos de que, quando cumprem as condições, podem, de fato, ser cheios do Espírito Santo.

O Homem deve ter Certeza de que Deseja ser Cheio do Espírito

Antes de ser pleno do Espírito, o homem deve ter certeza de que deseja que isto aconteça. E esta questão deve ser levada a sério. Muitos cristãos querem ser cheios do Espírito, mas seu desejo é um tipo de sentimento român­tico e indistinto que dificilmente merece ser chamado de desejo. Eles quase não têm idéia do quanto lhes custaria se dar conta desta verdade.

Imagine que estamos conversando com uma pessoa que tem dúvidas, algum jovem cristão impulsivo, digamos, que nos procurou para aprender sobre a vida cheia do Espírito. Da maneira mais gentil possível, consideran­do a natureza intencional das perguntas, son­daríamos sua alma da seguinte forma: “Você tem certeza de que deseja ser cheio de um Espírito que, embora seja como Jesus em Sua bondade e amor, pedirá que seja Senhor de sua vida? Você está disposto a deixar que sua personalidade seja controlada por outra, mesmo que esta seja o Espírito do próprio Deus? Se assumir o controle de sua vida, o Espírito esperará uma obediência incondi­cional em tudo. Ele não tolerará em você os pecados do ego mesmo que estes sejam permitidos e perdoados pela maioria dos cris­tãos. Quando digo pecados do ego refiro-me a amor-próprio, autocomiseração, egoísmo, autoconfiança, farisaísmo, auto-exaltação, autodefesa. Você descobrirá que o Espírito faz firme oposição às maneiras fáceis do mundo e da massa heterogênea que estão dentro dos limites da religião. Ele terá ciúmes de você para seu próprio bem. Jamais permitirá que você se comporte com ostentação, vangló­ria ou exibicionismo. Colocará o controle de sua vida longe de seu alcance. Fará com que os justos o provem, o disciplinem, o casti­guem por amor à sua alma. Poderá privá-lo de muitos daqueles prazeres incertos que outros cristãos desfrutam, mas que lhe são uma fonte de mal requintado. Por tudo isso, Ele irá envolvê-lo em um amor tão imenso, tão poderoso, tão abrangente, tão maravi­lhoso que suas perdas parecerão ganhos, e suas pequenas dores, alegrias. Contudo, a carne protestará sob o fardo do Espírito e irá censurá-lo como um jugo muito pesado para ser carregado. E você terá permissão para desfrutar do solene privilégio de sofrer para encher-se daquilo que está por trás das aflições de Cristo em sua carne por amor do corpo de Cristo, que é a Igreja. Diante dessas condições, você ainda quer ser cheio do Espírito Santo?” Se isso parecer sério, lembremo-nos de que o caminho da cruz nunca é fácil. O bri­lho e a fascinação que acompanham os mo­vimentos religiosos populares são tão falsos quanto o resplendor nas asas do anjo das trevas quando ele, por um instante, se trans­forma em anjo de luz. A timidez espiritual que teme mostrar a cruz em seu verdadeiro caráter não deve ser justificada sob nenhuma razão. Ela pode resultar apenas em frustração e tragédia no final.

O Desejo de ser Cheio do Espírito deve ser Extremamente Profundo

Antes que sejamos cheios do Espírito, o dese­jo de ser cheio deve ser extremamente profundo. Deve ser, por ora, a coisa mais importante da vida, tão intensa, a ponto de impedir a entrada de qualquer outra coisa. O grau de plenitude em qualquer ser concorda perfei­tamente com a intensidade do verdadeiro desejo. Temos tanto de Deus quanto, na verdade, gostaríamos de ter. Um dos maio­res impedimentos para uma vida cheia do Espírito é a teologia da complacência tão amplamente aceita entre os evangélicos dos nossos dias. De acordo com esta visão, o desejo intenso é uma evidência de incredu­lidade e prova da falta de conhecimento das Escrituras. Uma refutação suficiente desta posição é fornecida pela própria Palavra de Deus e pelo fato de que ela sempre deixa de produzir a verdadeira santidade entre aqueles que a defendem.

Portanto, duvido que uma pessoa que já recebeu aquela inspiração divina com a qual nos preocupamos aqui não tenha primeiro ex­perimentado um momento de profunda ansiedade e agitação interior. O contentamento religioso sempre é o inimigo da vida espiritual. As bio­grafias dos santos ensinam que o caminho para a grandeza espiritual sempre foi por meio de muito sofrimento e dor no íntimo. A fra­se “o caminho da cruz”, embora apareça em determinados grupos com o sentido de algo muito belo e até agradável, ainda significa para o verdadeiro cristão o que sempre significou: o caminho da rejeição e da perda. Ninguém jamais gostou de uma cruz, assim como nin­guém jamais gostou de uma forca. O cristão que está à procura de coisas melhores e que, para seu temor, se viu em um estado de total desespero consigo mesmo não precisa se sentir desanimado. O desespe­ro com o ego, quando acompanhado da fé, é um bom aliado, pois destrói um dos inimigos mais poderosos do coração e prepara a alma para a ministração do Consolador. Uma sen­sação de completo vazio, de frustração e de trevas pode (se estivermos atentos e cientes do que está acontecendo) ser o fantasma no vale das sombras que leva àqueles campos frutíferos ao longe. Se não entendermos bem este princípio e resistirmos a esta visitação de Deus, podemos perder por completo todos os benefícios que um Pai celeste e bondoso tem em mente para nós. Se cooperarmos com Deus, Ele levará os auxílios naturais que nos serviram, como a figura da mãe ou de uma enfermeira, por tanto tempo e nos colocará em um lugar onde não poderemos receber outra ajuda senão a do próprio Con­solador. Ele arrancará aquela coisa falsa que os chineses chamam de “face” e nos mostra­rá o quanto arduamente somos realmente pequenos. Quando tiver acabado Sua obra em nós, saberemos o que nosso Senhor quis dizer quando disse: “Bem-aventurados os hu­mildes de espírito” (Mt 5.3).

Não se esqueça, no entanto, de que nestas disciplinas árduas não seremos abandonados pelo nosso Deus. Ele nunca nos deixará nem nos desamparará, nem ficará irado conosco nem nos reprovará. Não quebrará Sua aliança nem mudará as palavras que saíram de Seus lábios. Ele nos guardará como a menina de Seus olhos e zelará por nós como uma mãe a cuidar de seu filho. Seu amor não falhará ainda que esteja nos conduzindo a esta expe­riência tão real e tão terrível de crucificação do nosso ego, de modo que só podemos expressá-la por meio do pranto: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22.1; Mt 27.46).

O Valor da Experiência de Privação

Neste momento, procuremos manter nossa teologia neste sentido no que diz respeito a tudo isso. Não há nesta difícil privação um remoto pensamento de mérito humano.

A “noite escura da alma” não conhece um raio turvo da luz enganosa do farisaísmo. Não merecemos a unção que anelamos por meio do sofrimento, nem esta devastação da alma faz com que sejamos pessoas estimadas por Deus nem nos dá outro favor aos Seus olhos. O valor da experiência de privação está em seu poder de nos desvincular dos interesses passageiros da vida e nos lançar de volta à eternidade. Serve para esvaziar nossos vasos terrenos e preparar-nos para o infundir do Espírito Santo.

O encher-se do Espírito, portanto, exige que abramos mão do nosso ser como um todo, que nos submetamos a uma morte in­terior, que libertemos nosso coração daquele refugo adâmico que se acumulou ao longo dos séculos e abramos todos os compartimen­tos do nosso ser para o Convidado celestial.

O Espírito Santo é uma Pessoa viva e deve ser tratado como tal. Nunca devemos pensar Nele como uma energia cega nem como uma força impessoal. Ele ouve, vê e sente como qualquer outra pessoa. Ele fala e ouve quando falamos. Podemos agradar-Lhe, entristecê-Lo ou calá-Lo como podemos fazê-lo com qualquer outra pessoa. Ele responderá ao nosso tímido esforço por conhecê-Lo e virá ao nos­so encontro no meio do caminho.

Por mais maravilhosa que seja esta expe­riência ou a crise de ser cheio do Espírito, devemos nos lembrar de que isso é apenas um meio para alcançarmos algo maior: que é o andar no Espírito durante uma vida, sen­do habitado, dirigido, ensinado e fortalecido por Sua poderosa Pessoa. E para continuar, portanto, a andar no Espírito é preciso que, cumpramos certas condições. Estas nos são apresentadas nas Sagradas Escrituras e estão descritas ali para que todos vejam.

Uma Vida Cheia do Espírito

O andar cheio do Espírito requer, por exem­plo, que vivamos de acordo com a Palavra de Deus como um peixe que vive no mar. Com isso não quero dizer que devemos simples­mente estudar a Bíblia, nem que façamos um “curso” sobre a doutrina bíblica. Quero dizer que devemos “meditar de dia e de noite” na Santa Palavra, que devemos amá-la, nos deleitar com ela e digeri-la o tempo todo. Quando as atividades da vida exigem nossa atenção, podemos, todavia, com um tipo de reflexão abençoada, manter sempre a Palavra da Verdade na nossa mente.

Portanto, se agradamos o Espírito que habita em nós, todos devemos ter um bom relaciona­mento com Cristo. A obra presente do Espírito é honrar a Cristo, e tudo que Ele faz tem esta tarefa como seu principal propósito. Devemos fazer com que nossos pensamentos sejam um santuário limpo para Sua santa habitação. Ele habita em nossos pensamentos, e pensamentos desonrosos Lhe são tão repulsivos quanto uma veste suja para um rei. Sobretudo, devemos ter a disposição de fé que continuará firme por mais radical que possa ser a instabilidade de nossos estados emocionais.

A vida em que o Espírito habita não é uma edição de luxo do cristianismo que deve ser desfrutada por determinados cris­tãos extraordinários e privilegiados que, por acaso, são melhores e mais sensíveis do que o restante. Ao contrário, é o estado normal para todo homem e mulher remido em todo o mundo. E “o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1.26-27). Faber, em um de seus belos e re­verentes hinos, dedicou estas maravilhosas palavras ao Espírito Santo:

Oceano, imenso Oceano que flui, Tu és

Do Amor que não teve princípio;

Estremeço em minha alma

Sinto o mover de Tuas águas.

Tu és um mar sem praia;

Tremendo e infinito Tu és;

Um mar que pode se limitar

Dentro do meu pequeno coração

Fonte: Livro “Cincos votos para obter poder espiritual”


Intercessão: Espírito Santo através de nós!

A chave principal de uma intercessão eficaz é deixarmos o Espírito Santo ser tudo o que Ele veio para ser em nós e através de nós. O Espírito Santo é o nosso Ajudador em nossas fraquezas. Em Rm 8.26-28 aprendemos muito como o Espírito Santo age e Sua função como intercessor através de nós. No v.26 “fraquezas” é no grego astheneia que significa literalmente “sem forças” ou “sem capacidade”, é uma incapacidade de produzir resultados. Essa incapacidade é por não sabermos orar como convém, mas temos uma solução: deixar que o Espírito Santo ore através de nós quando oramos no Espírito. Orar no Espírito, não é só orar em línguas, mas como pentecostal não consigo separar orar no Espírito de oração em línguas (isso é outro assunto que em outra oportunidade podemos comentar). A palavra “convém” usada no v. 26 é dei, um termo legal que significa “aquilo que é necessário, certo ou adequado na natureza de uma causa; o que alguém deve fazer; aquilo que alguém é legalmente obrigado”. Em Lc 18.1 a palavra “deve” também é dei, em outras palavras Jesus está falando que somos obrigados a orar. Quando não oramos como convém é porque oramos pouco ou porque não sabemos as necessidades ou direitos, aí que entra o Espírito Santo que conhece e sonda todas as coisas. Quando oramos em línguas (ou no Espírito se preferir) oramos de fato, pois é o Espírito Santo orando através de nós. Há circunstância que na medida que oramos Ele nos traz revelações sobre o que está acontecendo, nos guia na Palavra pra orarmos corretamente e isso nos dá autoridade.

Em Gn 28:10-17 é usada a palavra paga que define “cair em” ou “encontrar por acaso“. Essa é a passagem de Jacó fugindo de Esaú, onde caindo a noite precisava de um lugar, foi onde encontrou por acaso Betel (Casa de Deus) onde Deus se revelou a Ele e afirmou as promessas que havia dado aos seus pais. Jacó não foi pra esse lugar premeditadamente, assim com ele, muitas vezes não sabemos onde vamos com nossa intercessão, mas haverá um encontro “por acaso” com Deus e com a pessoa em questão na hora certa e no lugar certo. Para figurar o que o Espírito Santo fez com Jacó e faz conosco quando oramos no Espírito usarei a borboleta. Observe uma borboleta, parece que está bêbada e sem destino certo, vão pra lá e pra cá, mas o interessante é que elas sabem o destino certo e conseguem chegar lá. O segredo é estar sensível ao sopro do Espírito.

O Espírito Santo nos assiste em nossas fraquezas. A palavra usada para “ajuda” é sunantilambanomai que é uma junção de três outras: sun quer dizer “junto com”, anti quer dizer “contra” e lambamo significa “segurar”, seu significado literal seria “segurar juntos contra”. O Espírito Santo não apenas nos ajuda a orar, mas Ele segura a situação conosco acrescentando a Sua força a nossa. É através de nós e em nós que Ele realizará algo, isso quer dizer que Ele não fará sozinho, mas conosco.

“De certo modo, isso me faz lembrar do ratinho e do elefante que eram bons amigos. Eles estavam sempre juntos, o ratinho nas costas do elefante. Um dia atravessaram uma ponte de madeira fazendo-a dobrar, ranger e balançar sob o peso de ambos. Depois de atravessarem, o ratinho, impressionado com a capacidade de causarem tamanho impacto, disse ao elefante: ‘Realmente sacudimos a ponte, heim?’ Faz me lebrar também de nossos anúncios e testemunhos. Você acha que Ele é o ratinho que nós somos o elefante (talvez seja por isso que não sacudimos muitas pontes)”

Deus deseja, através de nós, liberar a obra de Jesus sobre todas as nações. As nossas fraquezas não nos pode parar, tudo cooperará, tudo poderemos, é na fraqueza que seremos fortes. O princípio é deixar o Espírito Santo orar através de nós. Que toda honra e toda glória seja dada a Ele, pois é Ele que opera em nós tanto o querer e o realizar. Nada poderíamos fazer se não fosse Jesus. Te amamos Senhor.


Reservas de Azeite (parte 1)

Olá, farei aqui uma série de estudos sobre Reservas de Azeite com base na parábola das dez virgens (Mt 25:1-13). Essa parábola escatológica fala do encontro da Noiva com o Noivo. O que precisamos pra nos encontrar com Jesus, nosso Noivo?

INTRODUÇÃO

Texto Base: Mateus 25:1-13

A parábola das dez virgens aponta duas condições: Virgindade e Azeite. Virgindade fala de pureza, santidade. Em Ap 19.8 diz que a Noiva está vestida de linho finíssimo e puro. Essa deve ser a veste da Noiva. Virgindade fala também de quem nunca se contaminou ou se prostituiu com outros deuses, aponta pra uma verdadeira adoração. A noiva tem que ser guardada em santidade, separada para o Noivo.

O interessante da parábola é que eram 10 virgens, ou seja, 10 mulheres santas, guardadas, separadas e que não se contaminaram com o mundo ou diabo, mas mesmo assim só cinco entraram para as bodas. Aparentemente parece uma contradição, pois em Hb 12.14 diz que sem santidade ninguém verá o Senhor, aquelas cinco que não entraram estavam em santidade, então por quê não entraram para ver o Noivo? Não entraram por não terem reservas de azeite.

Hoje há um desperdício de azeite muito grande, Ct 5.5 narra isso muito bem: a noiva estava dormindo quando o Noivo chegou, e quando foi abrir a porta não conseguiu pois o azeite estava escorrendo por entre os dedos. A igreja tem dormido na Luz e tomando uma posição de passividade quanto as práticas espirituais. Antes de prosseguir vou mostrar o que é azeite.

Azeite é uma representação do Espírito Santo. Refere-se a uma porção do mesmo que adquirimos por práticas espirituais. Apenas vou conseguir adquirir reservas de azeite através de um relacionamento profundo com o Espírito Santo de Deus. Santidade e pureza é o ponto de partida para esse relacionamento. O Espírito Santo não habita em templo imundo. Uma pergunta: Quanto de azeite tenho que ter em reserva para poder chegar ao Noivo? A Bíblia não fala, então se relacione com Ele, muito, desesperadamente, pois assim como as virgens da parábola, você poderá ouvir o grito dizendo: “Eis que vem o noivo! Saí ao seu encontro!” O que fará? Sairá para comprar azeite? Não cometa esse engano, pois esse tipo de azeite não se compra, se conquista. Relacione com o Espírito Santo, senão poderá ser muito tarde. “Perto está o Senhor”.

ENCHENDO A BOTIJA DE AZEITE: Práticas Espirituais

Apenas através das práticas espirituais que encheremos nossas botijas de azeite. As práticas espirituais são basicamente essas: Oração, Jejum, Meditação na Palavra, Adoração e Ação de Graças. Como precisamos dessas práticas para adquirirmos reservas de azeite, precisamos nos esmerar, nos gastar e desgastar com elas. A Noiva conhece o Noivo. Como o conheceremos se não nos relacionamos com Ele?

Em cada parte desse estudo destacarei uma prática espiritual. Hoje falarei sobre Adoração.

ADORAÇÃO

Deus procura adoradores que O adore em espírito e em verdade (Jo 4:23,24). Em outras palavras, o texto está dizendo que precisamos adorar a Deus na revelação de quem somos na realidade de quem é Deus. O “em espírito” fala de nós, que somos um com Ele, e “em verdade” fala da realidade de Deus.

Essa verdadeira adoração só vem mediante uma revelação em nosso espírito. É impossível adorar a Deus sem conhecê-Lo, esse conhecimento não vem por meio do intelecto, pois é totalmente espiritual. Sabemos que Ele é Santo, Maravilhoso, Poderoso, Único, Senhor de toda a terra, Criador de todas as coisas, Pai, Soberano, Rei do universo, Senhor das batalhas e tantas outras coisas, mas até que ponto esse conhecimento é uma realidade em nossas vidas?

Êx 33:17.23; 34:1-9 e II Cr 5:12-14 mostra a atitude de Moisés de adorar segundo aquilo que Deus se revelou e os levitas também adorando segundo a maneira que Deus se revelou a Eles. Qual o resultado da adoração? A glória do Senhor vinha a ponto de não mais conseguirem ministrar. Moisés estava no monte santo do Senhor e os levitas estávam vestidos de linho fino (que fala de santidade).

Hoje podemos adorar aDeus quando quisermos e onde quisermos. O que nossa adoração tem manifestado? Dificilmente vemos a glória de Deus sendo manifestada e nunca na mesma escala que acontecia nos textos acima referidos. Isso mostra o quão pouco conhecemos a Deus de fato e verdade. A glória de Deus mudou Moisés. A glória de Deus transformou o reino de Salomão. Se a nossa adoração não tem gerado transformação é porque não temos atraído a glória de Deus.

Em II Co 3.18 fala que somos transformados de glória em glória. Sem uma verdadeira adoração não seremos jamais transformados. Sem uma verdadeira adoração não conseguiremos azeite para nossas botijas. Olha, Paulo tinha um conhecimento profundo de Deus e mesmo assim tinha grande temor em relação ao seu encontro com o Noivo pensando muitas vezes que não conseguiria alcança-Lo (por exemplo em Fl 3:10-14).

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração” Jr 19.13

“Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; e também ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” Lc 10.22

Precisamos achar graça diante do Filho. Como já foi dito antes, santidade é o ponto de partida. Temos que nos esvaziar. Na medida em que vamos O conhecendo, mais nos diminuimos, mais negamos a nós mesmos. A perfeita adoração só vem com a anulação completa do “eu”.

Através das músicas atuais, podemos diagnosticar um pouco onde estamos. Vemos uma grande exaltação do “eu” nas músicas. Raras as músicas que exalta apenas o Senhor. Citamos essa questão das músicas por se tratar da maior representação de adoração que temos hoje, e deixando claro que adoração com músicas é apenas uma das muitas formas de adorar a Deus.

Certa vez um pastor brasileiro levando o irmão Yun ao aeroporto perguntou qual foi a impressão que ele teve da igreja brasileira. Irmão Yun pensou, pensou e disse: “A igreja brasileira é como um passarinho”. Sem entender, o pastor brasileiro pediu pro irmão explicar: “A igreja brasileira canta muito, mas voa muito baixo”

Serviço é uma forma de adoração. Dança é outra forma. Podemos adorar com nosso corpo, com nossa mente, com nossas atitudes. Adoração é uma ação em relação aquilo que sabemos de Deus. É um estilo de vida na realidade de quem é Deus. Adoração é um relacionamento profundo com Deus sobre aquilo que Ele é.

Adoramos a Deus pelo que Ele é. Essa é uma diferença básica entre adoração e louvor. Louvamos a Deus pelos seus feitos.

CONCLUSÃO (sobre adoração)

Adoração produz azeite. Quanto precisamos adorar pra conseguirmos reservas de azeite? Vamos adorá-Lo. Ele é digno de toda adoração. Ele é digno porque Ele é bom e Sua misericórdia dura para sempre. Ele é poderoso. Pelo Seu poder somos sustentados. Ele é amor, sem esse amor jamais seríamos alcançados pela Cruz. Ele é Santo, Irrepreensível, Inocente, Justo. A Ti Senhor dedicamos nossas vidas. Nos prostramos diante da Tua Beleza. O Senhor é Bom. Inspiração, nossa Alegria. Digno de ser temido. Pela Tua mão criaste todas as coisas, do Teu seio trouxe a Luz para este mundo. Tu és o Alfa e o Ômega, meu princípio e o meu fim. Ah Senhor meu! Merece todas as coisas agora e sempre.

“Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os Seus caminhos! Pois, quem conheceu a mente do Senhor? Quem se tornou seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu alguma coisa, para que Ele lhe recompense? Portanto dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória perpetuamente! Amém.” Rm 11:33-36


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.