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O Arquiteto do Universo (parte 3)

Por Myer Pearlman

A. J. Pace, cartunista do periódico evangélico Sunday School Times, fala de sua entrevista com o já falecido Wilson J. Bentley, perito em microfotografia (fotografias do que se vê pelo microscópio). Por mais de um terço de século, esse senhor fotografou cristais de neve. Depois de haver fotografado milhares desses cristais, ele observou três fatos determinantes: primeiro, que não havia dois flocos iguais; segundo: todos tinham um padrão harmonioso e belo; terceiro: todos, invariavelmente, eram hexagonais. Quando inquirido sobre como se explicava essa simetria hexagonal, ele respondeu:

“Decerto ninguém, a não ser Deus, sabe, mas minha teoria é a seguinte: como é do conhecimento de todos, os cristais de neve são formados de vapor de água a temperaturas abaixo de zero, e a água se compõe de três moléculas, duas de hidrogênio que se combinam com uma de oxigênio. Cada molécula é polarizar-se nos lados opostos. O algarismo três, portanto, figura desde o iníco”.

Como podemos explicar estes pontinhos tão interessantes, as voltas e as curvas graciosas e estas quinas chanfradas tão delicadamente cinzeladas, todas elas dispostas com perfeita simetria ao redor do ponto central?”, perguntou Pace.

Bentley encolheu os ombros e respondeu: “Somente o artista que os desenhou e os modelou conhece esse processo”.

Sua declaração acerca do “algarismo três que figura desde o início” fez-me meditar. Não seria o caso, portanto, de o Deus trino que modelou toda a formosura da criação ter rubricado a própria marca da Trindade nessas frágeis estrelas de cristal de gelo como quem assina o nome em sua obra-prima? Ao examinar os flocos de neve ao microscópio, vê-se instantaneamente que o princípio básico da estrutura do floco de neve é o hexágono ou a figura de seis lados, o único exemplo em todo o reino da geometria em que o raio do círculo circunscritivo é exatamente igual ao comprimento de cada um dos seis lados do hexágono. Portanto, resultam seis triângulos eqüiláteros reunidos em um núcleo central, em que todos os ângulos são de 60 graus, a terça parte de toda a área num lado de uma linha reta. Que símbolo sugestivo do Deus trino é o triângulo! Aqui temos unidade: um triângulo, formado de três linhas, em que cada parte é indispensável à integridade do conjunto.

A curiosidade impeliu-me agora a examinar as referências bíblicas sobre a palavra “neve”, e descobri, com grande prazer, esse mesmo “triângulo” inerente na Bíblia. Por exemplo, há 21 (3 x 7) referências que contêm o substantivo “neve” no AT, e três no NT, 24 ao todo. Depois achei três referências que falam da “lepra tão branca como a neve”. Três vezes compara-se a purificação do pecado à neve. Achei mais três que falam de roupas “tão brancas como a neve”. Três vezes compara-se a aparência do Filho de Deus à neve. Mas a maior surpresa foi quando descobri que a palavra hebraica para “neve” é composta totalmente de algarismo “3”! Embora isso não seja geralmente conhecido, o fato é que tanto os hebreus quanto os gregos, por não terem algarismo, usavam as letras do seu alfabeto como algarismos. Bastava um olhar casual de um hebreu à palavra sheleg (palavra hebraica para “neve” para ele perceber que ela poderia ser lida tanto como 333 quanto como “neve”. No hebraico, a primeira letra, que corresponde ao som “sh”, vale 300; a segunda consoante, o “l”, vale 30; e a consoante final, o nosso “g”, vale 3. Somando-as, temos 333, três algarismos “3”. Curioso, não é verdade? Mas por que não esperar exatidão matemática de um livro plenamente inspirado, tão maravilhoso quanto o mundo que Deus criou?

Muito se fala a respeito de Deus: “Ele [Deus] faz coisas grandiosas, acima do nosso entendimento. Ele diz à neve: ‘Caia sobre a terra’, e à chuva: ‘Seja um forte aguaceiro’” (Jó 37:5,6). Estou aqui, há dois dias inteiros, empenhando na tentativa de copiar à mão o desenho que Deus fez, a saber, os seis cristais de neve, e fiquei bastante fatigado. E como é fácil para ele fazê-lo! “Ele diz à neve” – e com uma palavra, pronto, está feito.

Imagine quantos milhões de cristais de neve caem sobre um hectare de terra durante uma hora; e imagine, se puder, o fato surpreendente de que cada cristal tem sua individualidade própria, um desenho e modelo sem duplicata, nessa ou em qualquer outra tempestade. “Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o possa atingir” (Sl 139.6). Como pode uma pessoa sensata, diante de tal evidência de desígnios, multiplicados por um sem-número de variedades, duvidar da existência e da obra do desenhista, cuja capacidade é imensurável? Um Deus capaz de criar tantas belezas é capaz de tudo, até mesmo de moldar nossa vida dando-lhe beleza e simetria.


O Arquiteto do Universo (parte 2)

Por Myer Pearlman

Tomemos como ilustração a vida dos insetos. Há uma espécie de escaravelho cujo macho tem chifres magníficos, duas vezes mais compridos que o seu corpo; a fêmea não tem chifres. No estágio larval, eles enterram-se a si mesmos na terra e, silenciosamente, esperam na escuridão por sua metamorfose. São sem dúvida meros insetos, sem nenhuma diferença aparente e, no entanto, um deles escava para si um buraco duas vezes mais profundo que o outro. Para quê? Para que haja espaço para os chifres do macho se desenvolverem com perfeição. Por que essas larvas, aparentemente iguais, diferem assim em seus hábitos? Quem ensinou o macho a cavar um buraco duas vezes mais profundo que a fêmea? É o resultado de um processo racional? Não, foi Deus, o Criador, quem pôs naquelas criaturas a percepção instintiva que lhes seria útil.

De onde esse inseto recebeu sua sabedoria? Alguém talvez pense que ele a herdou de seus pais. Mas um cão ensinado, por exemplo, transmite à sua descendência sua astúcia e agilidade? Não. Mesmo que admitamos que o instinto seja herdado, ainda deparamos com o fato de que alguém teria instruído o primeiro escaravelho chifrudo. A explicação do maravilhoso instinto dos animais acha-se nas palavras do primeiro capítulo de Gênesis: “Disse Deus”- isto é, a vontade de Deus. Quem observa o funcionamento de um relógio sabe que a inteligência não está no relógio, mas sim no relojoeiro. E quem observa o instinto maravilhoso das menores criaturas concluirá que a primeira inteligência não era a delas, mas sim de seu Criador, e, portanto, existe uma mente que controla os menores detalhes da vida.

O doutor Whitney, ex-presidente da Sociedade Americana e membro da Academia Americana de Artes e Ciências, disse certa vez que “um ímã atrai o outro pela vontade de Deus, e ninguém pode dar explicação melhor que essa”. O que o senhor quer dizer com a expressão ‘vontade de Deus’?”, alguém lhe perguntou. O doutor Whitney replicou: “Como o senhor define a luz? [...] Existe a teoria corpuscular, a teoria de ondas e, agora, a teoria do quantum; e nenhuma das teorias passa de uma conjectura dos estudiosos. Com explicações tão boas como essas, podemos dizer que a luz caminha pela vontade de Deus [...] A vontade de Deus, essa lei que descobrimos sem que a possamos explicar, é a única palavra final”.


O Arquiteto do Universo

Por Myer Pearlman

O grande relógio de Estrasburgo tem, além das funções normais de um relógio, uma combinação de luas e planetas que se movem ao longo dos dias e meses com a exatidão dos corpos celestes, com seus grupos de representações que aparecem e desaparecem com regularidade igual ao soar das horas no grande cronômetro.

Declarar não ter havido um engenheiro que construiu o relógio e que o objeto “surgiu por acaso” seria insultar a inteligência e a razão humanas. É insensatez presumir que o Universo “surgiu por acaso”, ou, em linguagem científica, que surgiu “da confluência fortuita dos átomos”.

Suponhamos que o livro O Peregrino fosse descrito da seguinte maneira: O autor tomou um vagão com tipos de imprensa e, com uma pá, os atirou no ar. Quando caíram no chão, naturalmente e gradualmente se ajuntaram, de maneira que formaram a famosa história de Bunyan. O homem mais incrédulo diria: que absurdo! E a mesma coisa dizemos nós a respeito das suposições do ateísmo em relação à criação do Universo.

O exame de um relógio revela que ele tem os sinais de desígnio, porque as diversas peças são reunidas com um propósito prévio. Elas são colocadas de tal modo que produzem movimentos, e esses movimentos são regulados de tal maneira que marcam as horas. Disso inferimos duas coisas: primeiramente, que o relógio teve alguém que o fez e, em segundo lugar, que o seu fabricante compreendeu sua construção e o projetou com o propósito de marcar as horas. Da mesma maneira, observamos o desígnio e a operação de um plano no mundo e, naturalmente, concluímos que houve alguém que o fez e que sabiamente o preparou para o propósito ao qual serve.

O fato de nunca termos observado a fabricação de um relógio não afetaria essas conclusões, mesmo que jamais conhecêssemos um relojoeiro ou que jamais tivéssemos idéia do processo desse trabalho. Igualmente, nossa convicção de que o Universo teve um arquiteto de forma nenhuma sofre alteração pelo fato de jamais termos observado sua construção ou de nunca termos visto o arquiteto.

Do mesmo modo, nossa conclusão não se alteraria se alguém nos informasse que “o relógio é resultado da operação das leis da mecânica e que é possível explicá-lo pelas propriedades da matéria”. Ainda sim, teremos de considerá-lo uma obra de um hábil relojoeiro que soube aproveitar essas leis da física e suas propriedades para fazer funcionar o relógio. Da mesma forma, quando alguém nos informa que o Universo é simplesmente o resultado da operação das leis da natureza, somos constrangidos a perguntas: “Quem projetou, estabeleceu e usou essas leis?”, pois uma lei implica um legislador.


Deus e a montanha!

Quando olhamos de longe uma montanha cheia de árvores parece tudo muito pequeno até escalarmos ela. Quando chegamos no topo percebemos quão grande são as árvores e quão alto é a montanha, e quando olhamos para baixo tudo que vemos parece brinquedos em miniatura de tão pequeno que ficam.

Em relação a Deus não é tão diferente. Olhamos para Ele de longe, parece grande, chegamos a afirmar “Deus é grande” (talvez no fundo não tanto), mas quando decidimos “escalar” n’Ele através da oração até chegar as alturas percebemos que Ele chega a ser um Deus Temível e terrível de tão grande e majestoso Ele é. E quando estamos lá no topo, n’Ele, e olhamos para baixo, tudo fia tão pequeno e insignificante que o único lugar que passaremos a desejar é estar n’Ele.


Fogo consumidor

Sempre que leio o livro de Atos ou leio histórias sobre a igreja primitiva e igrejas mais recentes que mudaram toda uma história, igrejas que impactaram sociedades, transformaram culturas e que deixaram legado para outras gerações, eu acabo entrando em crise comigo mesmo. Pergunto a Deus se algum dia verei essas tão grandes manifestações do Espírito Santo que glorificaram a Deus de tal modo.

Olhando para a vida desses irmãos que o mundo não foi digno de recebê-los, eu vejo uma paixão, um fogo, uma chama que os consumiam, fazendo juz ao texto de Hebreus 12:29: “Porque Deus é um fogo consumidor”, foram homens e mulheres que se deixaram ser consumidos pelo fogo de Deus.

Com Jesus não foi diferente. Quando ele limpou o templo com tanta intensidade derrubando mesas, expulsando os comerciantes ladrões, soltando as pombas e tudo aqui o mais, os discípulos vendo a reação de Jesus lembraram o que estava escrito: “O zelo por tua casa me consome” (Jo 2.17), esse zelo consumidor acompanhou todo o ministério de Jesus custando-lhe a própria vida. Jesus foi todo consumido.

Veja o que está em Filipenses 2:5-11:

Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,

o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar,

mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;

e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.

Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome;

para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

 

Paulo nos exorta a ter a mesma atitude de Jesus, que foi de se deixar ser consumido por Deus, pelo fogo de Deus. Isso lhe custou sua divindade, sua reputação, seu livre arbítrio, tudo, lhe custou tudo, tudo foi-lhe consumido sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Sendo consumido, Jesus venceu o mundo, venceu o pecado, rompeu todo sistema religioso, deu-nos a Sua vida, trouxe libertação aos cativos, trouxe a esperança da salvação, nos justificou, nos lavou, nos santificou, nos remiu e ainda nos deu a promessa que se nós crermos faremos coisas ainda maiores, pois o Espírito Santo estará conosco até a consumação dos séculos.

O que a igreja primitiva fez e também esses homens que trouxeram grandes avivamentos? Eles creram e deixaram ser consumidos pelo fogo consumidor, foram consumidos por Deus até que Ele se tornou tudo em todos.

Em Isaías 53:10 diz que Deus agradou moer o Seu único filho. E no verso 11 diz que Ele verá o fruto do seu penoso trabalho no qual justificará a muitos. Que Deus se agrade em moer-me e moer a Sua igreja para que Ele se sacie com a recompensa de Seu penoso trabalho.


Com tudo que possuis, adquire a Unção – Leonard Ravenhill

“Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloqüência, mais simpática sua aparência, nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobe aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração.”
E. M. Bounds

“Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus.”
João Wesley

“Antes de ocorrer o grande avivamento de Gallneukirchen, Martin Boos passava horas e horas, dias e dias, e até noites em oração, intercedendo sozinho, agonizando perante Deus. Mas quando ele pregava, sua palavra era como fogo, e o coração dos ouvintes, como capim seco.”
D. M. McIntyre, D. D.

Na igreja moderna, a reunião de oração é uma espécie de Cinderela. Essa serva do Senhor é desprezada e desdenhada porque não se adorna com as pérolas do intelectualismo, nem se veste com as sedas da Filosofia, nem se acha ataviada com o diadema da Psicologia. Mas se apresenta com a roupagem simples da sinceridade e da humildade, e por isso não tem receio de se ajoelhar.
O “mal” da oração é que ela não se acha necessariamente associada a grandes façanhas mentais. (Não quero dizer, porém, que se confunda com preguiça mental.) A oração só exige um requisito: a espiritualidade. Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a preparação e pregação de um sermão perfeito segundo as regras da homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade. Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. A pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito pode ser uma vitrine onde expomos nossos talentos; o aposento da oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.
A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que ocorre até mesmo em igrejas conservadoras: a pregação sem unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la. Se o pregador não estiver ungido, a Palavra não tem vida. Pregador, com tudo que possuis, adquire a unção.
Irmão, nós poderíamos ter a metade da capacidade intelectual que possuímos se fôssemos duas vezes mais espirituais. A pregação é uma tarefa espiritual. Um sermão gerado na mente só atinge a mente de quem o ouve. Mas gerado no coração, chega ao coração. Um pregador espiritual, sob o poder de Deus, produz mentalidade espiritual em seus ouvintes. A unção não é uma pombinha mansa esvoaçando à janela da alma do pregador; não. Pelo contrário; temos de batalhar por ela e conquistá-la. Também não é algo que se aprenda; é bênção que se obtém pela oração. Ela é o prêmio que Deus concede ao combatente da fé, que luta em oração, e consegue a vitória. E não é com piadinhas e tiradas intelectuais que se chega à vitória no púlpito, não. Essa batalha é ganha ou perdida antes mesmo de o pregador pôr os pés lá. A unção é como dinamite. Não é recebida pela imposição de mãos, nem tampouco cria mofo se o pregador for lançado numa prisão. Ela penetra e permeia a alma; abranda-a e tempera-a. E se o martelo da lógica e o fogo do zelo humano não conseguirem quebrar o coração de pedra, a unção o fará.
Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje. No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais moderno equipamento que existe para o exercício deste ofício, mas retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam dar para tal fracasso? No entanto é isso que acontece nas igrejas. Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não vêem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade interpretando textos bíblicos a seu bel-prazer. Mas a Bíblia diz: “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia…”
E o mais triste em tudo isso é que o fogo que devia haver nesses altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por mais títulos que possua.
A igreja hoje se acha como que postada na calçada assistindo, entre aflita e frustrada, à parada dos maus espíritos (…) que marcham pomposamente no meio da rua respirando ameaças contra “tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama”. Além disso, no lugar da regeneração, o diabo colocou a reencarnação; no lugar do Espírito Santo, os espíritos-guias; no lugar do verdadeiro Cristo, o anticristo.
E o que a igreja tem para contrapor aos males da pós-modernidade? Onde está o poder espiritual? A impressão que se tem é que, ultimamente, uma forte sonolência tomou o lugar da oposição religiosa, nos púlpitos e também nas publicações evangélicas. Quem hoje batalha “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”? Onde estão os combatentes divinamente ungidos de nossos púlpitos? Os pregadores, que deviam estar “pescando homens”, parecem estar pescando mais é o elogio deles. Os que costumavam espalhar a semente, agora estão colecionando pérolas intelectuais. (Imagine só, semear pérolas num campo!)
Chega dessa pregação estéril, espiritualmente vazia, que é ineficaz, porque foi gerada num túmulo e não num ventre, e se desenvolveu numa alma sem oração, sem fogo espiritual! É possível alguém pregar e ainda assim se perder; mas é impossível orar e perecer. Se Deus nos chamou para o seu ministério, então, prezados irmãos, insisto em que precisamos de unção. Com tudo que possuis, adquire a unção, senão os altares vazios de nossas igrejas serão exemplos vivos de nosso intelectualismo ressequido.

Artigo adaptado do livro Por que Tarda o Pleno Avivamento?, publicado pela Editora Betânia.


Pecado

por Wilford Reidt

O pecado é uma violação da vontade de Deus. Usamos a palavra pecado no seu sentido amplo, que inclui a iniqüidade e a transgressão (1Jo 3:4;5:17). O pecado leva à morte (Tg 1.15). A morte é a separação de Deus. Não estamos falando da morte física.

O pecado é hediondo. Alguns homens de Deus já expressaram seus sentimentos a respeito, com linguagem enfática. Crisóstomo (347-407 d.C) disse: “Prego e creio que é mais amargo pecar contra Cristo do que sofrer os tormentos do inferno”. Anselmo (no século XI) disse: “Se o inferno estivesse de um lado, e o pecado de outro, preferia pular para dentro do inferno do que deliberadamente pecar contra meu Deus”.

Onde estão os heróis, que na sua luta contra o pecado, resistem até ao sangue? (Hb 12.4). Só sabemos a estimativa que Deus fez do pecado pela grandeza do sacrifício que Ele forneceu para fazer a expiação por Ele: Seu próprio Filho!


A bênção de Deus

por Watchman Nee

Certamente, a necessidade fundamental de nossa vida e obra para Deus é a bênção de Deus sobre elas. Não existe outra necessidade.

A que nos referimos quando usamos o termo “bênção”?

Bênção é a obra de Deus quando não existe nada que justifique Sua atuação. Por exemplo, calcula-se que um centavo compra apenas o que vale um centavo. Entretanto, se você não paga este um centavo e Deus lhe concede dez mil coisas que valem um centavo, logo, você não tem base para seus cálculos.

Quando cinco pães alimentam cinco mil homens e enchem doze cestos de migalhas, ou seja, quando o fruto de nosso serviço é desproporcional àquilo que temos, isso é bênção. Ou, para ser mais exagerado, quando, levando em conta nossas falhas e fraquezas, não deveria haver nenhum fruto decorrente de nossas lidas, e, ainda assim, há fruto, isso é bênção.

Bênção é um fruto que não tem relação com aquilo que somos, conseqüências que não são apenas o trabalho de causa e efeito. A bênção vem quando Deus age completamente além daquilo que pensamos, por amor de Seu nome.


Soberania de Deus

Romanos 11

33  Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!

34  Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro?

35  Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?

36 Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

 

Em toda sua soberania Deus, apenas Ele poderia criar tudo que criou, fazer tudo o que fez e da maneira de como foi feito. Podemos até nos atraver a questionar alguma coisa. Somos livres, somos filhos, mas talvez nunca saberemos ao certo como tudo funciona (Eclesiastes 3:11 “ Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim”).

O evangelho de João começa nos dizendo que tudo foi criado por Deus e por meio da Sua Palavra que de modo extraordinário é Ele mesmo. Como vamos saber como os pássaros, cavalos, leões, elefantes e lesmas foram criados? Como saberemos como Ele criou o homem com toda sua complexidade de sistema venoso, células, ossos, cérebro e todos os mistérios ainda não descobertos do corpo? Vamos crer no que está escrito. Tudo foi criado através da Sua Palavra e o homem do pó da terra. É uma riqueza sem fim no que diz respeito aos segredos do universo se nos atentar apenas ao que está escrito em comparação ao que vemos ou sabemos. Quantas coisas Ele criou e como Ele as criou, tantas que até hoje cientistas, arqueólogos e pesquisadores tem achado novas formas de vida, umas já extintas e outras que vivem. Astrólogos até hoje descobrem novas estrelas e novas galáxias. Tudo foi criado por um ser tão poderoso que não podemos medir o tamanho de seu poder.

Particularmente eu não consigo crer diferente de que tudo, exatamente tudo foi feito por Deus. Entra então uma questão: para quê, por quê e para quem tudo foi criado? O apóstolo Paulo conseguiu em algumas palavras expressar a resposta dessa questão.

 

“Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36)

 

1) POR QUE D’ELE:

Deus é o criador de tudo, obviamente Ele é dono e Senhor de tudo, Senhor de toda a terra (Salmo 97:5  “Os montes, como cerca, se derretem na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra”; Josué 3:13; Miquéias 4:13; Zacarias 4:14; 6:5 ). Tudo é d’Ele e quando a bíblia diz tudo quer dizer que tudo sem exceção.

Meu animal doméstico pertence a Deus, meu gado, minha casa, minha família e, claro, minha vida. Facilmente entregamos coisas e bens e negócios nas mãos de Deus “oh Senhor toma conta da minha empresa”, “Deus, meu filho, ele é Seu e não abro mão disso” e até mesmo dizemos em lágrimas “Deus a minha vida é Sua”, talvez quando oramos assim realmente desejamos isso, mas que na prática não acontece. Muitos nem dizimam, que é apenas 10% do que recebe, quando mais entregar tudo a Ele. “Por que d’Ele… são todas as coisas”. É uma questão que não devemos lamentar ou, como poderia dizer, negar. Ele fez, a Ele pertence.

Jesus em um momento que tentaram prová-lo com a famosa pergunta se era necessário pagar as taxas a Cézar e com muita sabedoria respondeu: Dai a Cézar o que é de Cézar e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21). Agora meu irmão te pergunto: O que é de Deus? TUDO. Então o que devo dar a Ele? 10%? 38? 61? ah, já sei, devo dar 90%, acertei? Tudo é d’Ele. Por que será que não damos?

Isso não quer dizer que tenho que dar tudo que tenho justo agora e ir morar debaixo da ponte. O que estou querendo dizer é que preferimos poupar, guardar, reservar, não, não, a palavra usada hoje é economizar. Economizamos nosso dinheiro, economizamos nosso tempo, economizamos tudo, até na oração economizamos “opa, hoje vou orar 5 minutos, porque você sabe né, preciso economizar”. Todos os homens de Deus que não economizaram, que deram tudo que tinham, inclusive suas vidas alcançaram nações, transformaram gerações, alcançaram a herança. A bíblia diz que tais homens e mulheres andavam como peregrinos nessa terra esperando pela sua pátria no céu e que o mundo não era digno de ser pisado por eles. Meu desafio: vamos sair dos 10% dos dízimos e vamos dar tudo que temos, principalmente a nossa vida.

Quando reconhecemos que tudo é de Deus obedecemos. Cumprimos o que foi-nos dito e o nome de Jesus é glorificado. Obedecemos a grande comissão de ir, alcançamos os não alcançados. Investimos com todas as nossas forças nessa comissão não para que o homem seja engrandecido ou fortalecido, mas sim Deus, dono de tudo, Senhor da terra. Soberano sobre todas as coisas que Ele, Ele mesmo criou com a Sua Palavra, colocando a Sua excência dentro de cada coisa e de cada um.

Nós somos d’Ele, então que direito temos sobre nós mesmos? Temos direito a férias? ou a gastar todo o nosso dinheiro conosco mesmo? Será que é errado fazer essas coisas? Não, não é errado, mas será que ao menos perguntamos a Deus se podemos ou não fazer tal coisa. Que tudo seja como Deus quiser, pois é Ele dono de todas as coisas (Tiago 4:14,15 “No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece.  Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”). Por mais duro que seja essas palavras é a verdade, mas se reconhecermos que realemente tudo é de Deus, nada mais torna duro.

 

1Co_1:30; 1Co_8:6

2) POR ELE:

Deus criou todas as coisas por meio de Sua Palavra que segundo o evangelho de João é Ele mesmo (João 1:1-3). Se é por Ele isso nos fala sobre fé, sobre crer totalmente no que Ele nos falou, fala sobre o que pode acontecer quando nos movemos no nome de Jesus.

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” Marcos 16:15-18

“Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” Lucas 24:46-49

Jamais teremos o poder de fazer alguma coisa. Talvez por questão da ciência a impressão que nos foi passada pelos anos de que o homem é capaz de fazer tudo, mas essa é uma mentira de satanás disseminada através dos séculos. Principalmente para nós cristãos precisamos entender que quem faz alguma coisa é Deus e essas coisas que são feitas são através d’Elemesmo.

O apóstolo Paulo quando esteve em Atenas, na sua pregação ele mostra com muita clareza essa questão dizendo: “pois n’Ele vivemos, e nos movemos, e existimos…” (Atos 17:28 a). É n’Ele, é através d’Ele e somente de Deus que tudo acontece. Às vezes presenciamos fatalidades em nossa própria casa e não entendemos o que aconteceu, mas uma coisa me resta a dizer: Deus é soberano, não há um fio de cabelo que caia de sua cabeça que Deus não tenha permitido.

Quando passamos a entender que é através do nome de Jesus, que é através d’Ele mesmo que devemos fazer todas as coisas tudo torna diferente. Primeiro porque é tudo d’Ele e agora sabemos que é por Ele. Pra Deus há impossível? Com certeza que não, ou seja, se é através d’Ele que oramos obteremos resposta. Se é através d’Ele que obedecemos o ide e vamos, Ele estará conoscos nos testificando através dos sinais. Se é através d’Ele que ofertamos e dizimamos, tudo será multiplicado e jamais nos faltará alguma coisa sem que Deus permita.

“Por Ele… são todas as coisas”.

(I Co 15.28)

3) PARA ELE:

Heb 2:10 “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles”.

O comentarista Albert Barnes dá um significado muito próprio para essa expressão “para ele”:

Esta expressão denota a causa final, a razão ou finalidade para a qual todas as coisas foram formadas. Trata-se de promover a sua honra e glória. É para louvar o seu manifesto, ou para dar atributos apropriados da gloria de Deus, que a grandeza da bondade e a grandeza de seu caráter possa ser evidenciado. Não é para promover a sua felicidade, pois ele é eternamente feliz, não para acrescentar nada a ele, pois ele é infinito, mas que ele possa agir como Deus, e ter a honra e o louvor que é devido de Deus…

Já me disseram que o mundo, as estrelas e os animais foram criados para mim. Mas será que é verdade? Por um lado é verdade, mas por outro lado não. Segundo a própria Palavra tudo foi criado para Jesus. Deus criou tudo para Ele mesmo, para a manifestação de Sua glória e que através dessa glória toda a humanidade pudesse conhecê-lo e se renderem a Sua Majestade.

Realmente não merecemos nada. Matamos a Jesus. Por causa de nós Deus se fez carne, se humilhou, sangrou e morreu, não o contrário. Então se alguém merece alguma coisa e tem direito a isso é apenas Jesus. Para Ele são todas as coisas. Minha casa, meus filhos, meus bens, minha reputação, minha vida. Tudo aquilo que chamo de “meu” pertence a Jesus.

Jesus certa vez disse para não temermos aos homens que possam nos matar, mas sim àquele que tem poder para nos matar e nos lançar no inferno. Quem tem esse poder? Apenas Deus tem esse poder, pois nossa alma pertence a Ele. Tudo que temos e não temos pertencem a Deus.

Mas tomemos cuidado. Quando digo que tudo é d’Ele não quer dizer que Deus é criador do pecado, ou de nossa natureza pecaminosa, ou de coisas que nos leva ao pecado ou que nos levam a morte. Se estamos nessa condição de pecado ou escravidão fiquemos confiante e esperançoso em Deus, pois Ele faz novas todas as coisas (Apocalipse 21.5). Olha o que este texto diz:

I Timóteo 4:4pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças;

As coisas que não são boas que nós vemos por aí tem dois autores: ou o diabo, ou o próprio homem.

Quando se trata do diabo temos uma ferramenta pra mudar a situação: o nome de Jesus, que através d’Ele tudo se faz novo, tudo muda, tudo podemos. Jesus mesmo disse que aquilo que pedíssemos em Seu nome crendo receberemos. E quando a questão trata-se do homem tudo se faz novo a partir do momento que há o arrependimento de nossa parte. Deus entra em ação quando o buscamos em oração humildemente.

Tudo o que pedimos, tudo o que buscamos, tudo que já conquistamos tem apenas um dono (d’Ele), um autor (por Ele) e um digno (para Ele).

Mas quando entramos no centro da vontade de Deus, quando entregamos nossa vida a Ele, quando passamos de criaturas para filhos, algo diferente acontece. Passamos a ser herdeiros de Deus participantes de todas essas coisas maravilhosas que Ele criou:

1Ti 6:17 “manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;”.


Os canais do poder de Deus

Por Pra. Viviane  Adelar Coutinho

Na carta aos Filipenses, o apóstolo fala do propósito para o qual ele vivia e no verso 3, ele diz: “… para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte.” Assim como Paulo, cada um de nós foi chamado para conhecer o “poder da ressurreição”.

O que difere a igreja de outras instituições é o poder de Deus.
O que é o poder de Deus? Jesus experimentou a morte e então, experimentou o poder da ressurreição. Poder de Deus é fruto das pressões das circunstâncias que geram morte em nós. Morte de que? Do nosso eu, ego, da vida natural… O homem, por natureza, tem vida própria muito forte. E a manifestação da vida de Deus em mim será sempre proporcional à morte da minha própria vida: eu morro, Cristo vive…

Concluímos: Quem não tem pressão espiritual não conhece o poder de Deus.
Precisamos aprender a ter, a gerar pressão espiritual. Como o poder de Deus se manifesta? Quando você usa as pressões e as canaliza para Deus. Você precisa aprender a canalizar para Deus e não para sua própria alma. Qual é o problema da maioria dos cristãos? Dissipam as pressões, não sabem canalizar para Deus.

Ninguém gosta de pressões. Mas quem tem vidinha tranquila não experimenta o poder de Deus.

Qual é o problema da igreja? Vivemos o tempo em que a igreja tem fugido da pregação do genuíno evangelho de Cristo. Só se fala em ser feliz, estar bem e alegre, prosperar, ter saúde, comprar sua casa, fazer viagens de férias… Mas o alvo de Deus não é que estejamos sempre felizes, não! O alvo de Deus é formar Cristo em nós, sermos transformados e conformados à imagem do Senhor Jesus.

Vou explicar as fontes de pressão e como canalizar para Deus para gerar o poder da ressurreição. A pressão é gerada por basicamente 04 fontes.

1. Tribulação
Alvo de Deus com a tribulação: Você aprender a canalizá-la para Deus para gerar poder. Por exemplo: vêm circunstâncias que trazem tribulações no seu emprego, casamento, etc. A maioria dos crentes vai chorar, murmurar, fazer campanhas ou fica azedo, se deprime, amargura contra Deus, contra o líder, só vê o problema no outro e o culpa… Fica com o discurso: “o que eu fiz de errado? não mereço, o que eu fiz…”
Mas Deus permite a tribulação porque Ele quer manifestar o Seu poder!

Nas tribulações, precisamos aprender com Ana que se voltava para o Senhor, seu Deus e derramava sua alma com intensidade, sabendo que só de Deus viria seu socorro. Ana parecia bêbada de tanta intensidade diante de Deus. Assim, precisamos pegar a tribulação e entrar em Deus com intensidade e afirmar: “Eu quero ver o poder de Deus e vou até o fim com Deus.” é entrar em Deus com intensidade para ver o que Deus está querendo trabalhar na sua vida por meio daquela tribulação, o que Deus quer edificar na sua vida e não arredar até que Ele te mostre e você veja e seja transformado.

2.Desejos, sonhos, paixão.

Não falamos de desejos da carne, nem desejos pelas coisas do mundo, as desejos santos, em linha com o trono de Deus. Fruto de uma vida que ama Deus, confia no Seu amor e busca que Ele plante no seu coração os Seus desejos. Desejos de alcançar coisas em Deus na sua vida interior, no seu relacionamento com Deus num nível tal que te consuma! Mas o que vemos na igreja são vidas apáticas, acomodadas a participar de atividades religiosas.

O primeiro princípio da oração respondida é: Desejo ardente.

Eu pergunto: O que você deseja? Que desejos você tem em Deus?
Com o que você sonha? Casa mobiliada com um carro na garagem?

Precisamos ter sonhos espirituais: de um tipo de vida cristã de um relacionamento com Deus que nos consome… sonho com o mover de Deus restaurando vidas… mover de Deus não é pular, tremer somente é sonhar em ver a mão de Deus se movendo para tocar vidas, para curar, restaurar, curar, libertar… paixões em Deus e esta sonho produz uma pressão no nosso espírito que nos leva a orar, buscar, jejuar e isto vai gerar poder de Deus. O que conta não é ter cara de crente só, é ter sonhos em Deus, sonhos de Deus…

3. Compaixão
A compaixão é uma fonte enorme de pressão! Quem não tem compaixão não experimenta o poder de Deus.
Pelo que você chora? Doentes, ímpios, seus familiares…
Há uma relação íntima entre o poder de Deus e lágrimas.
Quando Jesus manifestava o seu poder, Ele tinha se compadecido antes, às vezes chorou… Com o leproso, Lázaro…

4.Indignação
Se o Espírito Santo está em você, você tem indignação por alguma coisa.
O que deixa você indignado? Você fica indignado em ver homens vivendo como bichos, jovens que mais parecem animais, igrejas frias, a exploração sexual de crianças, com o sofrimento de órfãos nos países africanos? Esta indignação vai mover você a buscar a Deus e o Seu poder vai se manifestar.

Mas tem crente que nada toca ele! Só suas próprias necessidades, suas dores…

Quantos têm indignação?

A igreja de Jesus foi chamada para desfazer as obras do diabo e manifestar o poder de Deus! Mas porque não tem o poder de Deus? Porque não aprendeu a canalizar o poder de Deus.

Só serão canais para manifestar o poder de Deus aqueles que canalizam para Deus a pressão das tribulações, os que têm desejos, sonhos e paixões em Deus, compaixão e indignação.

O que você quer da sua vida? Ser feliz, ter muito dinheiro e tranquilidade? Água de Coco e uma rede para balançar? Ou ter o caráter de Cristo formado em você e manifestar Deus onde está plantado?

Fonte: www.mcmpovos.com


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