“Levai as cargas uns dos outros”.
Existe duas palavras usaas para “suportar”. A primeira é anechomai que significa “sustentar, suportar ou resistir contra algo”. Em Cl 3.13 3 Ef 4.2 “suportar” está no sentido de “aturar o irmão” mesmo, mas também no sentido de “escorar uns aos outros” não deixando que o mais fraco venha a cair. A segunda palavra é bastazo que quer dizer “suportar, erguer ou levar” alguma coisa, no sentido de remover (Rm 15:1-3; Gl 6.2). Quando compreendemos a obra de intercessão de Jesus nos ajuda a entender o caminho da nossa obra. Jesus levou sobre si. Jesus não apenas suportou a nossa carga, mas a rancou fora. Em Is 53:6,12 a palavra paga é traduzida como “lançar sobre” e como “interceder”, no N.T. identifico o que Ele fez por nós em IICo 5.21. Jesus levou embora nosso pecado e pronto, não os carrega até hoje, isso se extende a nós:
“É imperativo saber que nós não simplesmente levamos as cargas de alguém; suportamos (anechomai) a outra pessoa e levamos a carga embora (bastazo), ajudando-a a livrar-se de seus fardos!”
A obra redentora (expiatória) de Cristo no A.T. era representada pelo “bode expiatório”. Basicamente, o bode expiatório toma o lugar de um homem. O sacerdote coloca a mão na cabeça do bode e o solta no deserto para nunca mais voltar levando sobre si o pecado. Jesus foi crucificado fora da cidade levando embora toda nossa maldição. Nós estávamos com Jesus lá na cruz compartilhando da Sua morte (Rm 6.4,6). “Ao implementar o ministério sacerdotal de intercessão de Cristo, nós não devemos simplesmente carregar os fardos pelos outros, mas devemos levá-los embora dos outros, exatamente como Jesus fez”. Isso nao quer dizer que temos que “re-fazer” o que Ele já fez, mas re-apresentá-Lo. O grande Mèdico “cura” através de nós, Ele faz tudo através de nós.
Josué é um tipo de Cristo. Um texto que mostra o que Jesus fez representado por Josué encontra-se em Josué 10:22-27. Para entender o que aconteceu, antes é preciso saber sobre um ábito comum nas vitórias na época. Todo rei ou general vitorioso pisavam no percoço do rei derrotado numa atitude de exibir sua vitória humilhando o inimigo. Jesus humilhou satanás (Cl 2.15). Só que Josué fez diferente, em vez de colocar seu pé no percoço do inimigo, ele chamou alguns soldados e os mandou colocarem os pés nos pescoços dos reis. De forma profética o cumprimento desse ato foi de Jesus tendo derrotado Satanás e seus principados e potestades chamou Seu exército pra pisar na cabeça de Satanás:
“E o Deus de paz em breve esmagará debaixo de vossos pés a Satanás” Rm 16.29
“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano” Lc 10.19
Executamos e pisamos. Às vezes um “lançar sobre” requer um “pisar em”. No Sl 110 mostra essa relação profética entre Cristo e a Igreja. Os inimigos estão debaixo dos pés de Jesus legalmente, estarão literalmente quando nós fazemos a nossa parte. No v.2,3 de Sl 110 a palavra “poder” é chayil também traduzida como “exército”. Nós somos esse exército que estenderá o cetro de Sua autoridade dominando e executando Sua vitória. Jesus colocou as autoridades sob Seus pés, nós executamos. Dutch Sheets diz:
“Em outras palvras, às vezes Cristo lança uma missão ou fardo de oração sobre nós (paga), para que possamos levar o fardo embora (bastazo). A tarefa envolve guerra. Nenhum estudioso sério da Bíblia poderia estudar a palavra intercessão (paga) e, ao mesmo tempo, separá-la do conceito de guerra”
As palavras usadas para “pisar”, darak (hebraica) e pateo (grega), envolve um conceito de guerra. A palavra darak era usada, também no sentido do brado “carragar armas”. As palavras descreve Is 63.3 e Ap 19.15 (“…pessoalmente pisa o lagar do vinho da ira de Deus Todo-Poderoso”). Em Js 1.3 (um versículo tão comum em que muitas vezes temos um entendimento muito superficial), usa a palavra darak, esse verso não diz sobed um perímetro que conquistamos quando caminhamos por ele, mas, numa paráfrase, quer dizer “Todo lugar em que vocês quiserem carregar suas armas e tomar, eu a darei a vocês”. Temos que tomar as armas da nossa milícia (IICo 10.4) e barak! Isto sim é intercessão, através de Cristo e de nós. Cristo pode viver através de nós.
É tão tremendo o que Jesus fez, tudo muito perfeito. Tudo que ele conquistou na Cruz repartiu conosco simplesmente por amor. Que amor exagerado é esse? O amor sim deve ser a nossa motivação, afinal eu O amo porque me amou primeiro e através desse amor aprendo a amar o que Ele ama: vidas. E com esse entendimento de Sua obra expiatória perfeita, toda vitória do Calvário, a derrota e o pisar de Sua ira, o re-apresenta-Lo, a consumação de Sua obra o ter tudo que Ele fez não posso omitir em não fazer nada pelos povos não-alcançados, em Cristo tempos as chaves das prisões para libertar todo cativo, Jesus já fez tudo, agora é hora de executarmos o que Ele fez para glória e honra do Senhor dos Exércitos. Sem amor jamais “suportaríamos” uns aos outros, sem amor jamais nos colocaríamos na brecha pelo outro, sem amor jamais nos gastaríamos e desgastaríamos em prol do Reino. Que Ele não seja envergonhado e sim exaltado entre as nações. Nós o amamos, que possamos amar não apenas de palavras, mas em ato e de verdade nos envolvendo com os perdidos:
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens” II Tm 2.1




