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Amor do Pai!

por Tábata Castro Constantino

Quanto mais me achego a Deus, mais reconheço que nada sou, sou “lixo, miserável, medíocre, pecadora”, pois a Sua luz revela quem realmente sou. Mas quando percebo isso, corro para JESUS, e como assim como um PAI amoroso e de graça (favor imerecido), ELE vem também correndo.

Exatamente como o pai na parábola do filho pródigo:

“Continuou (Jesus): Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me à parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente (devasso, corrupto). Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas (lavagem) que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.    

E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.”Luca15.11-32”.

DEUS nos abraça, trazendo a cura, libertação, a restauração, a transformação do nosso ser,  e então nos lava com o precioso Sangue de JESUS, nos purificando de toda sujeira, nos libertando do passado e curando toda ferida da nossa alma. Então ELE nos veste com vestes novas e limpas, aptas as estarem em SUA presença, vestes de santidade, de “justiça” e adoração, e a vestes também representa posição social, ou seja, extremo valor. E  faz uma aliança conosco colocando um anel em nosso dedo, e nos dá a identidade de filhos, e a autoridade também, pois o anel tipifica a aliança (confiança), a identidade e autoridade. E nos põe uma sandália em nossos pés (a preparação do Evangelho), firmando assim nossa caminha sobre a ROCHA que é JESUS, as sandálias também significam sinal de liberdade, a sandália diferencia o escravo do filho livre. E o PAI nos diz: - filho realmente tu não é nada, mas EU TEU PAI, lavo-te com o sangue do MEU FILHO JESUS, e te purifico, (isso se mostra quando o ai do filho pródigo que se arrepende e volta pro seu pai, ele se lança ao seu pescoço e assim DEUS faz conosco) e continua dizendo: -ME lanço seu pescoço te abraçando demonstrando o MEU amor por ti, te curando, tratando. EU TEU PAI troco as tuas vestes por vestes novas e limpas, vestes de santidade, justiça e adoração e  te digo tens muito valor MEU filho amado. EU TEU DEUS ponho um anel em teu dedo, confirmando e firmado a tua identidade de MEU filho, e faço assim a MINHA aliança contigo, EU TEU PAI coloco uma sandália em teus pés , que é a preparação do evangelho, te firmando sobre a MINHA PALAVRA e te diferencio dos escravos como MEU filho, comemoramos então com uma festa, essa ocasião especial e juntos alegremo-nos, EU com a tua presença filho e você com  MINHA  presença!

É JESUS que é tudo em nossas vidas, é ELE que nos sara, trata, quando nos arrependemos e resolvemos nos achegar a ELE , ELE também se achega a nós, e confirma a nossa identidade de salvos e filhos através do SEU sangue derramado na cruz, ELE troca nossas vestes, que são farrapo de imundícia,por vestes novas e limpas, de santidade , justiça e adoração pelo SEU SANTO ESPIRITO,  firma os nossos pés sobre a SUA palavra, e faz a festa por nosso arrependimento, volta e presença , que é a recompensa do SEU grande sacrifício.

Eu continuo sendo nada, mas vestes trocadas me purificação, me tornam aptos para estar diante de DEUS,e também mostram meu valor diante do meu PAI, as vestes da santidade, justiça e adoração, o anel me dá uma nova identidade à de filho, me da uma nova aliança com DEUS TODO-PODEROSO tornando-O meu PAI, e me dando autoridade, e as sandálias me firmam na caminha sobre a SUA palavra, e me dizem que sou filho e não mais escravo, me dizem que sou livre em CRISTO JESUS meu SENHOR e SALVADOR. Mas o abraço é um ato de amor do PAI quando vê que reconhecemos que sem ELE não somos nada e miseráveis e decidimos correr para SEUS braços, e quando ELE vê que estamos indo em SUA direção, JESUS também corre em nosso direção e nos aceita como somos, nos ama como estamos. E depois nos transforma: com o SEU abraço de amor, com as vestes, a sandálias e as vestes e faz uma festa pra comemorar o nosso retorno e que estaremos juntos por toda a eternidade!


Amarás o teu Deus (parte 2)

.O que vamos fazer?

Sinceramente não conheço ninguém que tenha amado ao Senhor dessa maneira, apenas na Bíblia e na história encontramos esse tipo de amor. Não posso esquecer daqueleas almas em brasa que são martirizadas no campo missionário ainda nos nossos dias.

Os cristãos ocidentais passam quinze minutos na presença de Deus por dia e no máximo uma hora e dizem que amam a Deus. Que amor é esse em que ficamos longe e sem mesmo pensar no ser amado durante um dia inteiro, às vezes uma semana inteira, vamos lembrar d’Ele apenas nos finais de semana, naquele período de igreja em que mais desejamos ter comunhão com os irmãos do que com Deus. O que está acontecendo com a gente?

Que vida cristã é essa em que não há relacionamento com Deus e Sua Palavra? Trabalhamos, trabalhamos e trabalhamos e nada acontece como deveria acontecer. Vamos lembrar de Rute que conquistou seu senhor passando a noite aos pés dele. Vamos lembrar de Marta e Maria. Marta foi repreendida por trabalhar demais e Maria achou graças diante de Jesus por estar a Seus pés. Mais uma vez vamos lembrar de Maria que desperdiçou tudo que tinha de mais valor para ungir os pés de Jesus. Vamos desperdiçar nossa vida, vamos lançar mão dela e vamos para os pés de Jesus!

Não vamos ser como os servos negligentes que não foram achados fazendo o que deviam ester fazendo. Não vamos ser como as cinco virgens que não tinham azeite em suas lâmpades. Não vamos ser como aqueles que dizem “Senhor, Senhor”, mas Ele não os conhece. Se há algum lugar onde nosso nome tem que ser lembrado é no Céu e no Inferno.

Vamos ser como Abraão que foi chamado amigo de Deus, ou como Davi conhecido como “homem segundo o coração de Deus”. Vamos ser como Daniel que orava três vezes ao dia e por isso foi para a cova dos leões, ou como Jeremias por falar o que Deus queria foi parar no fundo de uma sisterna, ou como Pedro, João e Paulo que foram presos, chicoteados e sofreram perseguição por amor a Jesus.

Mais do que tudo isso, vamos ser como Jesus que entregou sua vida por amor a humanidade, se humilhando, se fazendo como escravo, sangrando e morrendo para que a Palavra do Senhor se cumprisse.

Quem é o maior exemplo de oração e vida com Deus do que Jesus? Os seus discípulos não pediram para Ele ensinar a pregar ou a fazer milagres e sim como orar. Um homem que apesar de ter uma “agenda”cheia passava as madrugadas com o Pai. Um homem que fez literalmente tudo para agradar o Pai. Não buscou nome, honra ou reconhecimento, mas somente aquilo que o Pai queria. Por que? Porque Jesus amava o Pai com toda a Sua alma, com todo o Seu coração, com todo Seu entendimento e como toda a Sua força.

Jesus fez tudo que fez e da maneira que fez porque era um com Deus.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. Efésios 5:1,2

Jesus se entregou primeiramente a Deus. O amor consiste em “Deus primeiro nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” 1Jo 4.12. Jesus se entregou a Deus porque Deus nos amou primeiro. Um amor tal que talvez levaremos toda uma eternidade para conhecer.

Hoje temos acesso n’Ele pelo sangue de Jesus, podemos habitar n’Ele, sejamos ousados e confiantes para isso. Paulo escreveu “por esta causa me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo para… poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o cumprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” Efésios 3:14,18,19


Amarás o teu Deus (parte 1)

Não há dúvidas que aquele que nasceu de novo ama a Deus. Afinal, quem não ama a Deus? A grande questão não é essa, e sim com qual tipo de amor nós temos amado a Deus.

Deus, em seu imensurável amor deu tudo o que Ele tinha de mais valor: Seu Filho Unigênito. Foi de tal maneira, e importa que O amemos de tal maneira também. Deus fez tudo, deu tudo, não precisamos de mais nada, pois mesmo não merecendo nada Ele nos deu tudo. Éramos inimigos de Deus, lutávamos contra Ele, mas mesmo assim nos amou enviando seu filho único.

Estava reservado o inferno, a dor, trevas, uma escravidão eterna pela morte. Mas Deus em seu infinito amor nos amou e preparou um lugar onde há muitas moradas. Agora teremos acesso a uma glória eterna que ninguém jamais imaginou, pois é uma tarefa impossível.

Tudo o que Ele pede é que nós amemos no mesmo caminho. Jesus disse: “Amarás o teu Deus com toda sua alma, com todo seu coração, com todo seu entendimento e com toda a sua força” Mc 12:30, depois ele finaliza a conversa dizendo: “Faça isso e viverás”.

Em toda a Bíblia podemos ver um esforço incomum da parte de Deus para que o homem se aproxima d’Ele. Ele é o mais interessado em nós, porque será que nos interessamos tão pouco por Ele?

Vestimos camisetas escrito “Jesus eu te amo”, cantamos que amamos a Deus acima de todas as coisas e até em nossas orações dizemos que Ele é tudo pra nós. Mas por que na prática isso não acontece?  Por que é tão difícil nos relacionar com Deus intimamente?

.Amarás teu Deus com todo o seu coração:

A Palavra “coração”, no original significa “sentimentos” e “anelos”. É do tipo de uma noiva apaixonada perto do casamento. A única coisa que fala é do perfeito noivo e do perfeito casamento, e claro, é a única coisa que pensa e deseja.

Só alcançaremos esse amor se entregarmos todo o nosso coração (sentimentos). Precisamos suspirar por Ele ansiando para estar perto d’Ele, só com Ele, sem dividi-Lo com nada ou ninguém. Devemos chegar ao ponto de tão apaixonados esquecer de comer, amém?

“… se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor” Cantares 5:8b

.Amarár teu Deus com toda a sua alma:

Essa palavra “alma”, no original está ligado com “vida”. O que seria mais valioso do que a nossa própia vida?  É com essa vida que devemos amá-Lo prostrando-nos inteiramente a Ele.

Jesus disse que aquele que não negar-se a si mesmo e aquele que não aborrecer a própria vida por amor a Ele não é digno d’Ele.

Tudo que fizermos, tudo que buscarmos nessa vida se não for d’Ele, por Ele e para Ele não estaremos dentro do propósito de amá-Lo totalmente. Sempre  que tomamos decisões sem Ele, quer dizer que Ele não é o primeiro em nossas vidas.

.Amarás teu Deus com todo o seu entendimento:

A palavra “entendimento”, no original também quer dizer “pensamento profundo”. Não é só “ah, eu amo a Deus”, do tipo que às vezes pensamos n’Ele. Não, esse tipo de amor é acordamos pensando n’Ele, comemos pensando n’Ele, durante o dia é Ele que ocupa lugar de destaque em nossos pensamentos e quando nos deitamos desejamos sonhar com Ele, pois o que seria de nós se passasse uma noite sem o Amado?

Por conta desse amor meditamos dia e noite em Sua Palavra, a guardamos em nosso coração, a decoramos.

.Amarás teu Deus com toda a sua força:

No original, “força” tem quatro sentidos. Um é “abilidade”. Devemos usar nossas abilidades para amar a Deus. Seja na música, na dança, na arte, fotografia, empreendedorismo, seja qual for a nossa abilidade é apenas para manifestar o nosso amor por Ele.

“Tudo que fizeres, faça como ao Senhor”, exatamente tudo. Daí é onde entra um outro sentido para a palavra “força”: “intensidade”. Devemos fazet tudo com toda intensidade, pois é para o nosso Amado que estamos fazendo.


Sobre o amor

Existem tantas histórias bonitas de amor. Cachorros que salvaram seus donos da morte, mães que tiraram de si mesmas uma força sobrenatural pra salvar seus filhos, bombeiros que salvam centenas, crianças que ajudam crianças. Tantas e tantas histórias que nos fazem chorar e apenas isso. Essas histórias nos revelam duas coisas: ainda existe amor e amor não é apenas um sentimento, mas uma atitude.

Mesmo que eu leia e escute tantas histórias lindas sobre amor, não consigo achar nada tão mais belo e mais profundo do que o amor de Jesus pela humanidade, mesmo que ajunte todas as histórias do mundo não seria de tão grande valor como o amor de Jesus. Jesus é a expressão exata do amor de Deus.

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho único para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3.16

Quando olhamos para a vida de Jesus percebemos que existe um amor diferente dos demais. É um amor exagerado, desesperado, um amor que enfrenta a morte, que perdoa, que nega a si mesmo e não uma vez ou duas, mas todos os dias e em todo o momento. Jesus negou-se totalmente, não quis ser achado como Deus ou nem mesmo como Senhor, mas como servo de todos do tipo que lava os pés dos próprios discípulos. Jesus com seu amor teve atitudes das mais simples como assistir as necessidades de uma senhora que sofria com uma febre até ir  para uma cruz, lá abrir mão de seus direitos e clamar “Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem” e nessa mesma cruz morrer nú por amor a você.

Ouvimos com frequência que o amor é belo, mas deixa eu te explicar. Nunca vi ou li algo que mostrasse Jesus pedindo ou reivindicando alguma coisa. Sempre servindo, sempre abrindo mão de si. Um homem cheio de dores. Como pode haver beleza em um homem sangrando até a morte por amor. Onde há beleza em chicoteadas, espinhos, cravos e morte? Onde há beleza em passar necessidades para que outros sejam supridos? Onde há beleza em abrir mão de seus próprios sonhos para ver outros sonharem? Onde há beleza no amor? Apenas há beleza em uma coisa, em saber que esse amor é de Deus e que o próprio Deus é o amor.

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” 1João 4.10

É lindo esse texto, é vida pra quem lê, digno de ser decorado. Mas esse texto não para por aí, olha o que diz no verso 11:

“Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros” 1João 4.11

Deus amou dando tudo o que Ele tinha, tudo o que era mais precioso. Isso é lindo, isso é belo, mas quando nós pensamos e lemos que temos que fazer o mesmo não vemos mais beleza nisso. No mesmo livro de 1João diz que “quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”. Então faço uma pergunta: Você conhece a Deus? A resposta vai ser a maneira de como você tem amado as pessoas. Em que nível você tem amado? Quais são as suas atitudes e motivações? Se não há uma disposição de morte, esqueça, você não conhece a Deus. Se eu não posso lavar a louça sem me pedirem, ou ajudar alguém que realmente precisa, ou servir sem cobrar nada, ou até mesmo perdoar uma dívida por mais alta que ela seja, será que poderei dar a minha vida? Eu preciso conhecer a Deus, e você?

Talvez em falar que não há beleza no amor e que o amor é sofrimento e morte você fique desencorajado a amar. Mas deixe me te encorajar a amar, mas a amar ardentemente. Permita que a chama do amor te consuma por dentro até que você não consiga mais ficar parado do tipo “tenho que fazer algo por alguém”. Ore por isso, busque isso, peça pra que Deus te consuma em amor. O fogo queima, deixa marcas, dói. Deixe que as pessoas vejam as marcas do amor em você e que quando você falar desse amor seus olhos brilhem, seu coração dispare, suas mãos suem frio, pois tudo o que resta em você é apenas o amor.

“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras (atitudes) e em verdade (sem hipocrisia)” 1João 3:18 (em parênteses é comentário meu)

O amor é algo que não começa já morrendo pelo outro, mas é como uma semente que depois de plantado vai crescendo e crescendo e crescendo até os frutos começarem a nascer. Nesse processo de crescimento do amor é o processo de conhecimento de quem é Deus e o que Ele fez por nós naquela cruz. A beleza no amor estára quando descobrirmos que vale a pena sofrer, vale a pena perder, vale a pena ser perseguido e que vale a pena morrer assim como Jesus morreu.

Deixo mais esses textos para você meditar sobre:

“Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros” 1Pedro 1:22

tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados” 1Pedro 4:8


Não ame o dinheiro – Juliano Son


Amor culposo

“Se você fosse preso por ser cristão, haveria provas suficientes para condená-lo?” (David Otis Fuller)

David Fuller pergunta: “há provas para condená-lo por ser cristão?” Prova é aquilo que mostra uma verdade, um testemunho, um indício, uma justificativa. Paulo, o apóstolo escreveu: … “Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão” (1Tm 6.16). Não havia nenhum mal, dano, delito, crime, pecado, ou transgressão religiosa, para condenar Jesus Cristo. Pôncio Pilatos, governador da província romana da Judéia, declarou sobre Jesus: “Não acho culpa alguma neste homem” (Lc 23.4). Se fossemos preso por ser cristão, haveria provas suficientes para nos condenar? Um testemunho? Um indício? Uma justificativa? O que “prova” alguém ser cristão não é o que ele diz, mas o que ele faz (Mt 12.33/Lc 10.30-37). O que “prova” alguém ser cristão é a coerência de sua vida com o evangelho de Cristo (Lc 6.46). O que “prova” alguém ser cristão é seu autentico estilo de vida (Mt 23.3). Que o mundo encontre em nós a culpabilidade por ser cristão; que nos acuse por não amá-lo; que nos incrimine por amar a Deus e seu Cristo; que nos julgue por odiar o pecado e amar nossos inimigos. Que sejamos todos réus deste amor culposo. Que sejamos acusados pelo crime de servir a Deus de todo coração, chamados a juízo para responder por atos de misericórdia; culpados, acusados, incriminados, responsabilizados por ação prática contra o egoísmo do mundo. Que sejamos considerados como nosso o Amado Mestre: réu de morte; que incidiu em crime amar o pecador cuja pena foi a morte.

Por C. L. Costa


Renovais a vossa mente

A partir da década de 40, deparamos com jovens que de alguma forma se decepcionaram com o sistema sócio-político-religioso de sua época gerando várias dissidências chamadas de movimentos de contracultura.

Se adotarmos uma posição filosófica a respeito deste caso, diríamos que tais jovens descobriram que a sociedade era composta de “humanos, demasiados humanos”, título dado a uma das maiores obras da filosofia contemporânea escrita por Friedrich Nietzsche.

Em “Humano, demasiado humano”, Nietzsche coloca a prova verdades composta por toda noção de moral de uma sociedade, ou seja, não existe verdade absoluta, tudo depende do ponto de vista de quem a interpreta que por sinal a interpreta em seu próprio favor, criando a partir de então verdades individuais. Nietzsche não foi bem aceito em sua geração, ele mesmo dizia que seus escritos estavam muito além, e quase como um guru disse que escreveu para o ano 2000.

Não precisou chegar ano 2000 para seus escritos terem adeptos fieis. “Humano, demasiado humano – um livro para espíritos livres” tornou-se livro de cabeceira de toda uma geração de jovens intelectuais insatisfeitos.

O casamento perfeito entre uma juventude em busca da liberdade e uma vertente filosófica a favor da liberdade. Movimentos e mais movimentos surgiram a partir de então, sempre como protesto em busca de mudanças, ou melhor, em busca de liberdade perfeita. Temos a geração beat, os hippies, o início do rock’n roll, os punks, os black power, skinhead, movimentos feministas, e vários outros movimentos que tiveram o mesmo princípio: jovens insatisfeitos com alguma coisa. E por mais que a liderança de cada movimento não conhecesse o filósofo Nietsche, eram direta ou indiretamente influenciados por ele.

Uma vez um sábio chamado Salomão, escritor de milhares de provérbios e também grande filósofo, em sua velhice escreveu:

“Ele (Deus) fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.” (Eclesiastes 3.11 – NVI – grifo meu).

Na incompreensão de Deus, tanto Nietzsche quanto cada geração marcada pela contracultura buscaram em fontes que trouxeram o vazio. Existe no ser humano um desejo por algo eterno, o desejo por algo maior que ele mesmo. Nietzsche traduziu em sua teoria da “eternalização” de suas ações que traduzia basicamente uma ação que duraria por toda eternidade (logo, deveria realizar da melhor maneira e intensa seus desejos mais profanos, pois durariam por toda eternidade), gerando uma cadeia de pensamentos e contestações sobre a verdade em busca da transcendência da moral. Não muito diferente, os movimentos de contracultura buscaram satisfazer o vazio interior através de uma liberdade descoberta do sexo livre, do LSD e vários alucinógenos em busca de uma transcendência (um pouco diferente da de Nietzsche) dos sentidos, frustraram após alguns anos.

Hoje podemos ver uma alienação em relação a cada movimento ainda existente. Tudo perdeu a forma original tornando-se cultura de massa.

Existe um movimento de contracultura, que por séculos ficou obscurecido na alienação, onde hoje desempenha um papel importe: o de buscar a compreensão de Deus. Uma geração que não busca saciar seu desejo pela eternidade em vãs filosofias e desejos passageiros. Pois como poderemos satisfazer aquilo que é eterno com o passageiro? Esse movimento chama-se Cristianismo, no sentido mais profundo e puro da palavra.

É um movimento totalmente oposto ao sistema consumista, egoístas influenciados pela moda ou por “ditadores” que buscam seus próprios prazeres. O cristianismo na sua forma pura, busca o interesse do outro, é completamente altruísta, sem preconceito, sem reservas. A base deste movimento é o amor eterno descrito na 2ª carta aos Coríntios capítulo 13. É um movimento que não busca experiências com coisas artificiais, mas sim com aquilo que é eterno: Deus.

Na teoria é muito lindo e um pouco diferente do que realmente acontece. Mas antes precisamos renovar a nossa mente:

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da vossa mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2 – NVI – grifo meu).

Um dia o profeta Elias entrou em depressão por achar que estava sozinho na luta contra o sistema político e espiritual da época, mas pouco depois descobriu que havia milhares como ele que não se dobravam ao sistema. Hoje, apesar de tudo parecer estar tão fora do que é realmente o cristianismo puro, existem milhares de pessoas que não se dobram ao sistema e que fazem parte deste cristianismo, milhares de pessoas que não amoldaram aos padrões.

Jesus Cristo é o início deste movimento, n’Ele se completa as ações e por Ele são realizados, pois Ele é o Autor e Consumador da Vida. Em Jesus está a verdadeira sabedoria e revelação da Eternidade. É em Jesus que encontramos o verdadeiro caminho para Deus. E é através de Jesus que podemos ter um relacionamento com Deus de toda eternidade.

Quando experimentamos de fato o verdadeiro cristianismo, experimentamos o verdadeiro amor. Deus é amor e Jesus Cristo é a manifestação deste amor. Se Deus que é Deus, todo poderoso, criador de todas as coisas, santíssimo decidiu nos amar dando o melhor que tinha e nos aceitou do jeito que somos, então por que não amamos mais? Por que somos tão separatistas e dissidentes? Por que preocupamos mais conosco do que com o próximo? O que é a reputação?

Precisamos conhecer a Verdade. Jesus é a Verdade. Talvez Nietzsche não teve a oportunidade de conhecer a Verdade, talvez a liderança de cada movimento de contracultura não tiveram a oportunidade de conhecer a Verdade. Hoje nós temos. Jesus é a Verdade.

Quero encerrar com as palavras de São Paulo: “Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11

Não vamos nos amoldar aos padrões do sistema, é simples, basta amar mais. Basta renovar a sua mente.


E quem é o meu próximo?

Texto: “ ‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’ ” Lc 10.27 (NVI).

Muitos fariseus, escribas e doutores da Lei provaram Jesus com perguntas que, para nós hoje, seria fichinha responder por estarmos em Cristo. Mas mesmo as pergunta que parecem ser fáceis, precisamos prestar muita atenção nelas.

No livro de Lucas capítulo 10 entre os versículos 25 e 37, vemos uma prova que Jesus passou. Um perito na lei perguntou para Ele: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”. Pergunta simples? Aparentemente sim, é apenas um dos maiores questionamento da raça humana: “e o depois da morte?” Eu, no lugar de Jesus teria respondido mais ou menos assim: “entrega sua vida pra Jesus e será salvo tu e tua família” ou citaria o versículo “quem crer e for batizado será salvo”. Mas Jesus não respondeu isso, na verdade ele fez outra pergunta, onde o próprio perito respondeu sua própria pergunta que aquele versículo inicial (Lc 10.27).

Pasmem! Jesus não disse que a salvação estava n’Ele propriamente dito como costumamos ouvir e pregar. Jesus queria mostrar aquele perito na lei e para nós também que a salvação está no amor incondicional por Deus e pelo próximo.

Uma coisa é entregar a vida pra Jesus e receber uma salvação imediata, que de fato acontece. Outra coisa é permanecermos nesta salvação.

Sabemos tão bem disso, conhecemos tão bem essas palavras que me dá impressão de estar escrevendo uma simples anedota. Veja, sabemos que devemos amar a Deus incondicionalmente (Ele nos ama incondicionalmente), mas como peritos sempre nos justificamos “quem é o meu próximo?” (Lc 10.29).

Queridos, quantos de nós estão morrendo por não saber quem é o próximo? Quando o perito na lei terminou de falar “ame o seu próximo como a si mesmo” Jesus disse: “faça isso e viverá”.

A vida está intrínseca no amor. Não tem como separar Vida do Amor. E se de fato amamos a Deus, devemos amar nosso próximo. Mas afinal, quem é o nosso próximo?

A partir do verso 30 de Lucas 10, Jesus cita a parábola do Samaritano. Não irei transcrevê-la aqui, depois leia em sua bíblia. Existem 6 personagens: Assaltantes, a Vítima, o Sacerdote, o Levita, o Samaritano e por fim o Hospedeiro.

Vamos entender quem é quem:

Assaltantes: Jo 10.10a: “O Ladrão vem senão para matar, roubar e destruir”. Os assaltantes são representações de satanás e seus demônios.

Sacerdote e o Levita: Hoje, são cristãos que tomaram uma forma religiosa, seja por títulos ou por status que se preocupam com sua reputação, com seu cargo, com denominações. Diz que ama, mas age como hipócrita. Sem constrangimento, mas com muita tristeza digo que grande parte da igreja de minha cidade tem encaixado no padrão do sacerdote e do Levita. Tem visto vítimas (que logo saberá quem é) pelo caminho e não fazem nada.

Vítima: O próximo. O próximo pode ser o travesti, o viciado, o cara underground, o punk, o emo, o bêbado caído na sarjeta, o menor abandonado, o mendigo, aquele hippie fedorento que nós não agüentamos chegar perto. O próximo não é o irmão que anda comigo, mas segundo Jesus, aquele que foi vítima de satanás e seus demônios. São aqueles que estão enganados em suas filosofias vãs e estilos de vida desapegado da palavra de Deus, que um dia também fomos.

Samaritano: São cristãos comprometidos com a Palavra e que entenderam o que é o verdadeiro Amor. Jesus cita o Samaritano por tratar de uma “aberração” para os Judeus. Naquela época se quisessem xingar alguém, era só chama-lo de samaritano, como fizeram com Jesus em Jo 8.48, o chamaram de samaritano e endemoninhado. Hoje um cristão que anda contra a correnteza do sistema tradicional religioso (que são os sacerdotes e levitas citados acima) é chamado de endemoninhados e loucos, muito parecidos com os samaritanos daquela época.

Hospedeiro: Espírito Santo. É aquele ao qual devemos levar o próximo.

O samaritano conhecia o seu próximo.

Não devemos nos importar com “crentes” semelhantes aos sacerdotes e levitas da parábola e sim com o próximo.

No dia que se chama hoje, me responda: quem é o seu próximo? Você achar o seu próximo e usar de misericórdia para com ele está ligado com a sua salvação, lembra no início o que Jesus falou para o perito na lei.

Vamos amar mais.


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