Arquivo da categoria: Viagem Índia

27-02-2011 – Último dia missionário na Índia

Desde que chegamos na Índia, esse foi o dia mais agitado. Primeiro fomos a um vilarejo perto da cidade no estado de Haryana. Ficamos surpresos pelo lugar e a quantidade de gente. O culto foi em cima do telhado da casa de um obreiro, fomos recebidos com comida e segundo a cultura desse estado nós temos que comer o que eles ofereceme toda vez que recebe uma visita eles devem dar algo para comer, ou seja, se você visitar 10 casas num dia, vai ter que comer as 10 vezes.

O culto foi em céu aberto por se tratar de uma região onde não há tanta perseguição (a primeira vez que fomos num lugar assim até agora), mas percebemos que as pessoas eram mais frias em relação onde a perseguição é algo grave e forte. Enfim, pudemos ministrar com liberdade, oramos pelos enfermos, expulsamos demônios e glorificamos o nome de Jesus. Fomos para outro vilarejo.

No vilarejo seguinte fomos recebidos com muita honra como nunca antes. Famíliares, amigos e vizinhos estávam nos aguardando com tapete vermelho, confetes e muita alegria. O anfitrião, um homem muito humilde e especial, se convertera a apenas 3 meses atrás. Deixa eu contar a sua história: Hindú seguidor de Shiva, bancário, casado e com quatro filhos. A mulher depois de ter sido liberta de demônios entregou a vida pra Jesus e desde então orava para que o marido tivesse uma experiência forte com Jesus. Atéque 3 meses atrás Jesus apareceu em pessoa pra ele e disse “Eu sou o Verdadeiro Deus, é a mim que você vai seguir e essa situação em sua vida vai mudar”, aconteceu como Jesus disse a ele e a partir de então está servindo a Ele fervorosamente.

Lá tivemos que comer 2 vezes, assim que chegamos e no almoço. Comi demais. Logo fomos para o culto, ali no quintal do irmão. Tinha praticamente só crianças, umas 30, aos poucos os adultos foram aparecendo e mais crianças. A maioria estava ouvindo o evangelho pela primeira vez e todos eles sem exceção nunca tinha visto um extrangeiro pessoalmente. Nos sentimos honrados, ministramos uma palavra de salvação, oramos por todos eles, mais de 100, vimos milagres no físico de alguns deles, Jesus foi exaltado, todos eles entregaram suas vidas pra Jesus, do menor ao maior. Ali vimos uma igreja, que já estava sendo gerada, nascer.

Fomos para casa do pastor, o mais novo obreiro do pastor Marcelo, e adivinha? Comemos mais, já não aguentava mais, estava muito cheio. Então oramos com sua família e vimos a avó da esposa dele de 100 anos, cega, sendo guiada por um bebê de menos de 2 anos ao banheiro, pode acreditar, e você tinha que ver a seriedade que aquela coisinha que nem anda direito coloca em sua função.

Após ali fomos em outra casa, sem muita supresa, comemos mais uma vez. Era uma família de sikhs. O assunto da roda foi por que a Bíblia fala pra comermos carne, pois eles, como 95% da Índia, são vegetarianos (e radicais), foi um papo não muito agradável, mas no fim deu tudo certo. Fomos embora e quando cheguei em casa fui direto pro banheiro e então descansar.

Esse foi o último dia da viagem missionária propriamente dito. Os próximos quatro dias é apenas as conexões que vamos pegar até chegar em Nairobe passando por Delhi, Mombai, Addis Ababa e enfim my home.


25-02-2011 – Himachal Pradesh

Direto de Himachal Pradesh, estado fronteirisso com o Tibet, após experimentar uma cura divina em meu corpo, escrevo essas palavras com louvores a Deus. Acordei como se nada tivesse acontecido comigo nesses últimos 2 dias; até consegui tomar meu café da manhã!

Logo cedo fomos visitar mais uma igreja “underground”. O nosso jovem obreiro é um ex-Sikh, sério e muito simples. Acredito que foi o culto mais cheio da presença de Deus até agora, tinha apenas 15 pessoas. Aqui é uma região de 65% hindu, 25% budista e 10% mulçumano, os cristãos não chegam a 1% (segundo eles nos informaram).

Acredito que por ser vizinho do Tibet, aqui a arquitetura e roupas são muito parecida com a de lá. Tivemos a oportunidade de visitar o monastério onde Dalai Lama mora (ele vive como exilado), parece realmente que estamos no Tibet. No fundo uma paisagem deslumbrante do pré-Himalaia, tibetanos e monges por todo lado, cada templo budista mais suntuoso que o outro e muito frio.

Aproveitamos para comprar roupas de frio para nós, pois a que trouxemos não era adequada e também aproveitamos para comprar para duas crianças que estávam conosco no culto, uma doente e a outra tremia de frio, pois não tinha nenhuma blusa.

Aqui foi um tempo muito curto, mas precioso, amanhã sairemos bem cedo daqui.


24-02-2011 – Nova viagem, novo estado

Hoje acordei muito ruim, na verdade nem dormi direito, quando levantei parece que alguém tinha me espancado. Pelos sintomas parecia febre tifóide. Logo íamos viajar, então tive que tomar um remédio senão seria muito difícil viajar.

Começamos nossa viagem por volta das 10h e chegamos no nosso destino às 18h, Himachal Pradesh. De onde estamos podemos ver o pré-Himaláia, esse estado faz fronteira com o Tibet. Tudo muito lindo e frio.

A noite tentei comer um pouco, mas consegui só uma colher de arroz. Fui pra cama cedo, e um pouco antes disso meus irmãos oraram comigo. Acho que por causa da fraqueza eu tremia de frio, mesmo debaixo de cobertas e edredons, foi preciso alugar um aquecedor aqui mesmo do hotel. Só assim consegui dormir. Espero acordar sarado.


23-02-2011 – Algumas surpresas

Hoje foi um dia de grandes surpresas. O dia mais frio desde que chegamos na Índia, não entendemos o porquê, pois o inverno já passou. Saímos do hotel por volta das 9:30h em direção a um vilareijo que fica a umas duas horas da cidade de carro mais uns 20 minutos de caminhada (nem carro nem moto chegam lá).

Durante o caminho nos deparamos com lindas paisagens de montanhas e muitas plantações de arroz no estilo chinês e nepalês, um clima muito gostoso e nebuloso. Estradas curtas e com muitas curvas. Chegamos num maravilhoso vale e ali o carro nos deixou. Entramos em corredores de terra entre as plantações subindo e descendo morros até chegar numa casa muito simples onde vive algumas famílias. Havia poucas pessoas, pois era muito cedo, estávam a maioria trabalhando. A nossa visita tinha um propósito específico: batizar 4 pessoas. Uma não pode, pois teve que ir ao hospital. E outra enquanto orávamos ficou endemoniada, achamos melhor batizar os outros dois equanto trabalhávamos na libertação daquela pobre moça. Por medidas de segurança foram só o pastor Marcelo e o pastor que nos levou lá com os dois que seriam batizados. Lá é uma região militar cercada por guarnições, e a todo momento passava um helicóptero da segurança do estado com uma câmera. No fim deu tudo certo, apesar do frio e do perigo. Apenas glorificamos a Deus. No outro dia tivemos a notícia que realmente as pessoas que trabalham na vigilância estavam nos assistindo, mas que pela graça de Deus não entenderam, só ficaram confuso do porque extrangeiros estavam ali naquela região que não tem nada de turístico e ainda mais num rio extremamente frio.

Almoçamos e fomos para o próximo destino. Numa região próxima onde há apenas um ponto turístico (já muito longe da vila onde estivemos), como entramos no país como turistas e especificamente nessa região muito controlada pelo exército tivemos que ter o nosso momento realmente como turistas, pois se estivéssemos ali com vistos de missionários ou já teríamos sido deportados para o Brasil ou deportados para o céu. O lugar é um monte a uns 70km da cidade. Por todo percurso vimos grandes maravilhas do Senhor entre montes e vales. A rodovia era em curvas subindo e montanhas e mais montanhas. Não sei quantos metros eram essas montanhas, mas foi mais de uma hora só de subida de carro. Quanto mais subíamos mais frio ficava, até o momento que vimos diante de nós a chuva virar flocos de neve. Estava muito frio, estávamos despreparados para tanto. Paramos num quiosque para pegar casaco e botas apropriadas para a neve (infelizmente apenas o casaco sim era apropriado). Minha primeira experiência com a neve.


22-02-2011 – Mais uma igreja

Acordamos cedo, tomamos um café da manhã e logo fomos para a casa do obreiro. Lá já tinha algumas pessoas nos esperando. Um lugar muito interessante, íamos subindo escadas que viram aqui e ali, que liga muitas casas até chegar na dele, parecia um labirinto o caminho. Fomos muito bem recebidos. Enquanto discutíamos como ia ser nosso tempo ali escutamos nossos irmãos darem início as orações no cômodo ao lado. Fomos até lá uma sala bem pequena quase cheia, talvez com umas 15 pessoas sentadas no chão.

Logo no fundo havia um homem muito estranho, era um mulçumano que estava indo pela primeira vez. Ficamos um pouco preocupado, pois se for um olheiro poderia por todos em risco e até mesmo um homem-bomba que é normal na Índia, ainda mais numa região de conflito entre hindus e mulçumanos como aquela. Bom, voltando ao culto, por ser uma igreja que chamamos de “underground” do tipo escondida, é uma igreja muito barulhenta, outro motivo que nos deixaram preocupados, vai que um vizinho nos escute e denuncie… Após os cânticos no estilo “curdu” (não sei se é assim que escreve) teve o momento das boas vindas e uma palavra tremenda do pastor Marcelo, oramos por eles, muitos vieram pedir oração, inclusive um senhorzinho cego. Nessa hora já havia mais de 30 pessoas naquela sala tão pequena.

Como é de costume, são os líderes religiosos que dão os nomes as crianças. O obreiro pediu para o pastor Marcelo dar o nome ao garoto, agora ele chama-se Isaac, mas na língua deles é algo mais ou menos Disaic. Aproveitaram para celebrar o aniversário do filho mais velho, 3 anos. Oramos com eles, almoçamos e por conta do risco tivemos que ir embora.

Segundo o pastor que nos levou lá, aquele lugar é só de cristãos liberado pelo governo para fazerem suas reuniãos, mas sem proselitismo, então fez sentido a barulheira. Chegamos em casa um pouco antes das cinco da tarde e aproveitamos o restante do dia para descansar, exceto o pastor Marcelo que teve reunião até a hora do jantar. O próximo dia haverá novas experiências no Senhor.


21-02-2011 – Um novo estado

A previsão para nossa viagem de trem era de 24 horas, gastamos apenas 30 minutos a mais. Em relação a viagem em si não tem nada de interessante pra contar, se resumiu em comer, ler, dormir, acordar e conversar. Pela cama ser muita estreita junto com o balanço e barulho do trem foi difícil dormir, na verdade só cochilos.

Chegamos na estação de trem em Jammu, capital da Kachimira, um dos estados mais radicais contra o cristianismo (na verdade é o segundo). É uma cidade totalmente diferente das outras que já visitamos, havia soldados e policiais pra todo lado, acredito que seja por conta dos frequentes conflitos militares com seus vizinhos Afeganistão e China.

Paramos numa praça para pegar o carro que algumas, mas o obreiro que o conseguiu cometeu um grave erro que colocou todos em risco, ele alugou um carro privado que segundo a lei do estado é proivido extrangeiros andar. Corremos para pegar um taxi e enquanto colocávamos as malas uma multidão nos cercaram e vimos o motorista do carro privado ser arrastado para uma sala aos tapas e pontapés, uma cena terrível, então entramos para o carro e esperamos o pastor nativo resolver a questão. Sentimos muito pressionados.

Logo continuamos a viagem, que os próximos destinos dentro desse Estado não poderei revelar os nomes das cidades e nem dos obreiros. Viajamos mais cerca de 70 quilômetro até chegar ao hotel onde comeríamos e descasaríamos. O que vimos no caminho foram belíssimas paisagens montanhosas e com árvores gigantescas e nas cidades muitos soldados, centros de treinamentos de exército, fortes, guaritas e mais guaritas. Agora faz sentido quando dizem que a Índia é um dos países com o maior contigente militar.

Chegamos no hotel, comemos um lanche e fomos andar na vizinhança. Entramos num lugar cheio de pequenos templos hindus, parecia mais uma cidadezinha de templos e bem no final deparamos com uma estátua de Shiva de bronze com aproximadamente 20 metros de altura… macabro. Voltamos para o hotel, precisávamos urgente de um banho e comidad de verdade. Pedimos para o jantar uma comida típica chamada Hawain Chicken Steak Sizzler, é um prato quente enfumaçado com saladas e frango, aproveitamos para celebrar o aniversário do Nicolau, um dos brasileiros da nossa equipe, 53 anos. Fomos logo cedo pra cama, os próximos dias serão puxados.


20-02-2011 – Batismo na Índia

Essa noite pudemos dormir mais, acordamos as 6:30h. As 7:30h fomos conhecer a igreja do pastor que nos recebeu.

Antes de continuar deixa eu apenas explicar um detalhe importante. O pastor Marcelo Belitardo quando morou na Índia, implantou cerca de 160 igrejas em vários estados onde grande parte deles há forte perseguição. Quando ele teve que ser enviado para a África, deixou um pastor responsável por todo o probrama que é o pastor que nos recebeu e está nos acompanhando em todas as viagens. A maioria das igrejas que serão citadas são de obreiros que estávam em treinamento e que com nossa visita estaremos oficializando essas igrejas. Por motivos de segurança não vou mencionar o nome dele e nem de alguns lugares onde há a igreja do Senhor Jesus.

Continuando. Aqui na índia as mulheres nunca se misturam com os homens, tanto é que só algumas entre as cristãs que geralmente pega na mão de um homem para cumprimentar. Na igreja de um lado as mulheres e de outro os homens, como sempre sentados em tapetes. Era um culto especial com os líderes e obreiros da região. Ali o pastor Marcelo deixou uma palavra de fortalecimento para os irmãos quanto as perseguições para que cada vez se tornem mais parecidos com Jesus. Nos apresentaram várias pessoas que iríamos batizar naquele dia.

Por questões do horário tivemos que sair antes de terminar o culta para o batismo que seria no fundo da casa do pastor. Aguardávamos os eunucos para serem batizados a tanto esperado, mas que por motivo de envermidade não puderam aparecer, ficamos muito tristes com essa notícia (oro para que em breve se recuperem e sejam batizados. Entretanto tivemos a oportunidade de batizar 13 pessoas (3 homens e 10 mulheres), em particular, me senti honrado por Deus de poder batizar pela minha primeira vez numa nação como a Índia. Foi tudo muito lindo e sem fazer barulho por conta dos vizinhos, caso contrário poderiam nos denunciar, daí seria muito problema. Tremendo foi quando uma senhora com problemas nas pernas entrou naquela água gelada (aqui o inverno acabou muito recente), creio que pela reação dela hoje foi a primeira vez que entrou num lugar com tanta água. Às vezes não nos contíamos daí saia um “aleluia” ou alguma palma.

Ao terminar saímos na correria, as 14h deixaríamos Varanasi. Apenas comemos alguma coisa rapidamente, pegamos nossas malas e fomos pra estação de trem. Chegamos em cima da hora, esperamos nem 5 minutos e o trem chegou, em poucos minutos partimos. Essa seria minha primeira viagem de trem. Os vagões de terceira classe estávam lotados, de longe sentíamos o mal cheiro. Quando digo lotado, realmente é lotado, talvez aquelas pessoas nem conseguem mexer direito, fazem suas necessidades ali mesmo. Fomos de segunda classe. A viagem estava programada para chegarmos ao destino em 24 horas. Enquanto isso pude realmente descansar pela primeira vez desde que chegamos na Índia e colocar o diário e minha leitura em dia.


19-02-2011 – Gaya e região

Acordamos cerca de 3h, nos arrumamos e as 3:40h deixamos o hotel rumo ao estado de Bihar, fronteira com o Nepal, região conhecida pelas “cidades sem lei”. A estrada estava tranquila até o dia amanhecer, e que ao invés de ver muita gente, nos deparamos com muitos caminhões ainda estacionados. Milhares e milhares de caminhões, foram mais de hora e a linha de caminhões não acabava. Cada hora que passava a estrada ficava mais movimentada.

Fizemos uma parada em Gaya, o segundo lugar mais importante para o budismo, uma cidade quase que toda tibetana. Fomos ao templo Mahabalhi Mahavihrev, o maior que vi até agora com mais gente. Monges fazendo seus mantras por todos os lados. Uma arquitetura fantástica cercada de túmulos (bom, pelo menos parecia túmulos). Na entrada lebrosos, deficientes, pessoas sem pernas e braços e muitas mulheres e crianças mendigando. Ficamos apenas meia hora.

Quanto mais nos aproximávamos do nosso destino, mais pobre ficavam as cidades. Chegamos lá 1:30h depois do esperado, a igreja nos esperávamos. Tudo muito simples, nos cederam o quarto do pastor como é de costume para fazerem uma “salinha” antes de irmos para o culto que seria na casa do visinho. Nos ofereceram água que consegui tomar só um gole, pois era muito amarga. Ouvimos os cânticos começarem, então fomos para lá. Era apenas uma salinha cheia de tapetes, colocaram cadeiras apenas para nós 5. O costume em toda Índia é de sentar no tapete. Após terminarem os cânticos de adoração a Jesus vieram nos dar as boas vindas com colares de flores amarelas para cada um de nós. Nos apresentamos e o pastor Marcelo deixou uma palavra forte sobre fé em Jesus, oramos pelos enfermos e então terminamos o culto.

Uma garotinha de talvez 10 aninhos nos chamou muito a a atenção de nós brasileiros. Desde o momento em que chegamos, ela se destacava em tudo, na beleza, no comportamento, na devoção a Deus, na autoridade e intensidade de como lia a Bíblia, realmente muito além do que se espera de uma criança daquela idade, até mesmo não se vê muitos jovens e adolescentes como ela. Em quanto almoçávamos (uma pequena porção de batata com um molho delicioso e picante servido com uns dois pãezinhos típico, era o melhor que podiam oferecer) ouvíamos a história dessa garota. Recentemente o pai quando ia para o trabalho foi atropelado por um trem e morreu na hora. Sua mãe não tem condições de bancar os estudos, por esse motivo ela teve que sairo da escola. Assim como ela, na Índia há milhares, talvez milhões com histórias parecida. Só das crianças das igrejas ligadas ao pastor Marcelo aqui na Índia são cerca de 250 que recebiam bolsa-escola, mas que por uma razão, que fomos descobrir apenas agora nessa visita, a bolsa foi retirada e elas tiveram que deixar suas escolas. Segundo o pastor que coordena as igrejas, com apenas 400 dólares mensais é o suficiente para colocá-las novamente na escola, estamos falando de menos que 3 reais por criança.

Não nos demoramos muito, pois já era tarde. Pegamos o carro e voltamos para casa. Chegamos já era mais de 20h muito cansados da viagem, mas felizes de ver o trabalho naquela vila funcionando, segundo informações, é uma vila dominado por feiticeiros, onde agora a luz do evangelho tem brilhado.


18-02-2011 – Conhecendo os templos

Hoje acordei com o telefone tocando, era o pr Marcelo querendo saber o que aconteceu, pois já tinha passado mais de 20 minutos do horário que havíamos combinado. Apressadamente nos arrumamos, tomamos um café da manhã e enquanto isso fizemos uma amizado com 3 mulheres que vieram jutnas para buscar uma direção espiritual para suas vidas. Uma era espanhola e duas argentinas, muito simpáticas combinamos de fazer um “tour” pela cidade juntos e com isso usando da sabedoria podermos apresentar-lhes um caminho espiritual sobremodo excelente através do amor de Jesus.

O primeiro lugar em que fomos foi em Sanath onde o budismo nasceu, esse foi o lugar onde Buda começou a ensinar seus primeiros discípulos. Entramos no templo Mulgandh Kutivihav com uma arquitetura bem oriental rosa, lá dentro toda a história da vida de Buda pintada nas paredes e no fundo uma estátua dele de ouro, e olha que ele não era gordo como vemos no Brasil. Do lado de fora a árvore em que Buda ficava na sombra ensinando, quatro estátuas enormes cercada com esculturas de mármore, tipo memoriais com o seu primeiro sermão em várias línguas e pequenas estátuas de todas as reencarnações do Buda. Como sempre muita gente, e por 5 minutos nós fomos a atração local, dezenas de crianças vieram para tirar fotos junto com alguns turistas, foi interessante. E por fim, ao lado desse templo fica o mausoléu gigantesco chamado Dhamek Stupa onde estão guardados as cinzas de Buda, mas por causa do tempo apenas vimos por fora.

Seguimos o tour, fomos para outro templo budista que é uma réplica exata de um templo no Tibet, extraordinariamente bonito, riquíssimo em detalhes em escuturas e pinturas. Lá dentro no centro uma estátua de aproximadamente 4 metros do Buda com a cabeça de ouro maciço. Lá também funciona um monastério e escola.

Em seguida fomos a maior universidade da Ásia, é um campus de quilômetros e quilômetros, nunca vi nada igual, na verdade aqui na Índia você não vê nada igual a qualquer outra parte do mundo, dizem que nesse campus tem todo e qualquer curso e especialização que você imaginar. Nesse mesmo lugar tem um templo de Shiva chamado Shree Vishwanath Temple (é o mesmo nome do fundador da universidade). É um templo gigantesco rosa e branco com muito mármore, provavelmente o único templo limpo. Exatamente no centro está a escultura de um dos deus mais adorados entre os 33 milhões de deuses do hinduísmo, acreditem, são os genitais de Shiva e Vishinu sua esposa, como se estivemes no ato sexual. Em cima deles um pote de ouro gotejando um líquido branco que escorre pela escultura e oferendas. Vi várias pessoas se ajoelhando, tocando, dando suas oferendas e orações para esses deuses. Segundo o costume as mulheres que estão para casar-se ou estéreis derramam leite de coco naquela estátua das genitálias como se fossem o esperma para que elas pudessem ser férteis. Uma mulher que não tem filhos aqui é considerada maldita. Por todos os lados há esculturas dos principais deuses do hinduísmo e muitas pessoas se prostrando, se benzendo e oferecendo suas oferendas para eles, muito macabro. AH, exatamente na mesma localização dessa estátua das genitálias, no andar de cima está uma grande estátua de Shiva, que em Indi significa Satanás e destruição. Em Varanasi é o deus mais adorado, tanto é que o que mais encontramos lá foi destruição.

Saindo de lá fomos para o último templo do dia, o Templo dos Macacos. Lá está o deus macaco que não me lembro o nome. Um lugar nojento, suo e fedido. Pessoas ajoelhadas rezando seus mantras. Os seus sacerdotes são um dos mais radicais grupos do hinduísmo, são extremamente violentos e matariam um cristão sem nenhum constrangimento. Fomos seriamente vigiados nesse tempo lá. É expressamente proibido entrar com celulares e câmeras. Bom, nunca vi tantos macacos na minha vida.

Depois almoçamos todos juntos, pudemos ver que as três mulheres estavão muito abertas para receber o evangelho, então a semente foi lançada. Duas horas mais tarde só nós brazileiros fomos jantar na casa do pastor nosso amigo. Tudo muito gostoso e apimentado, fomos embroa, pois às 3:30h da madruga iniciaríamos uma longa viagem para uma vila, cerca de 400km de Varanasi, a estimativa era de 6 horas de viagem por conta das condições de estrada e trânsito. Então nos veremos na viagem.


16 e 17/02 – Varanasi

Eram cerca de 3:30h da manhã quando dispertei. Não consegui dormir mais, então fui passar as próximas horas orando buscando uma palavra de Deus sobre a nossa viagem. De tempo em tempo eu parava para anotar alguma coisa que estava faltando para comprar, na sétima coisa me atentei ao que estava acontecendo, então anotei na lista “entrar no descanso de Deus”. Minha oração mudou o foco e após alguns minutos consegui entrar nesse descanso.

Documentos checados, mochilas prontas, às 14:30h deixamos nossas casas rumo ao aeroporto. Fizemos o check-in, tudo em paz fomos para o avião. Às 17:45 partipos de Nairobe/Quênia para Addis Abbaba/Etioópia para trocarmos de avião, poucas horas depois sem nenhuma dificuldade chegamos em Mombai cerca de 5:30h da madrugada (já com as 2:30h a mais do fuso-horário). Supostamente decolaríamos para Nova Delhi às 9:45h, mas por motivos que desconheço decolamos quase 11h rumo a Lucknow e de lá fomos para Varanasi, estado de Uttar Pradesh. Aterrizamos cerca de 13:30h bastante surpresos com o novo aeroporto que havia sido inaugurado a poucas semanas, um aeroporto de primeiro mundo cheirando a casa nova.

O pastor indiano (principal obreiro na Índia) que seria o nosso guia para os próximos dias já estava nos esperando. Pegamos um carro para o hotel. O percurso entre o aeroporto e o hotel foi de quase uma hora, e sabe a coisa que mais vi? Pessoas, por todos os lados muita gente. E a coisa que mais ouvi? Buzina. Aqui no trânsito o único sinal que existe é a buzina, você não vai encontrar semáforos que funcionam, faixas e pouquíssimos retrovisores que seriamente não sei para o que eles usam.

Chegamos no hotel, apenas tomamos um banho e já saímos para almoçar e conhecer o rio Ganges (que é um dos mais adorado deus dos hindús). A comida totalmente diferente no tempero que, mesmo pedindo para não colocarem nenhum tipo de pimenta, veio apimentado. Muito gostosa a coimda por sinal. Pegamos um taxi para o centro e adivinha o que vi e ouvi? Isso mesmo, muita gente, muita buzina, realmente o trânsito mais louco que eu já vi, essa é a palavra: “louco”, não consigo imaginar nada pior ou até mesmo igual em algum outro lugar. Numa certa parte o carro não podia ir mais, então pegamos um “bicycle-hikichó” (acho que é assim que escreve), isso é um carinha que puxa tipo uma charrete para duas ou 3 pessoas por uma bicicleta. O cara pedala naquela multidão por vários quilômetros cobrando uma micharia, um cara desse ganha em média 80 reais por mês.

Gente pra todo lado, e digo, é muita gente mesmo e fazendo um barulho de louco. Descemos do bicycle-hikichó e entramos numas ruas muito extreitas que pareciam labirintos, tipo um cortiço, tudo muito sujo, simples e com um cheiro muito particular de insenso e outros aromas que não consegui identificar. Passamos por vacas que mal cabiam nos corredores, mutios templos pequenos e dezenas e dezenas de mercadores de todos os tipos. Após meia hora de caminhada percebi que quanto mais descíamos, mais pesado ficava o clima. Logo chegamos nas Casas da Morte, onde literalmente os idosos e doentes vão para morrer. Na parte de traz pilhas e pilhas de madeiras sendo conrtadas pelos “Intocáveis” (que é a casta mais baixa do hinduísmo) e de criança a adulto. E do outro lado das casas, às margens do rio Ganges, várias fogueiras com corpos sendo cremados. E claro, uma grande multidão, gente e mais gente. Aquele cheiro que não identifiquei no princípio agora sei, é dos copors sendo creimados.

Quando os parentes dos falecidos tem dinheiro eles compram madeira o suficiente para creimar todo o copro, daí jogam apenas as cinzas no Ganges crendo que assim estará libertando e purificando aquela infeliz alma. O que não tem dinheiro, às vezes compram madeira suficiente apenas para dar uma leve queimada no corpo, então jogam o corpo no rio do jeito que tá. Nesse dia não tinha correnteza, então pudemos ver um corpo sendo disputado e comido por dois carrochos ali na marge do rio. Você quer ver as fotos né? Um dos que estavam comigo estava tentando tirar fotos meio que escondido até que veio um indiano chamando ele de louco e o entregou para a polícia, mas por sorte o pastor indiano conseguiu resolver tudo em paz com o policial.

Pegamos um barco e fomos conhecer a região central do hinduísmo onde acontece todos os dias do ano duas vezes ao dia uma cerimônia de adoração aos deuses e elementos chamado Puja. Devia ter milhares de pessoas nas escadarias da margem e em barcos no rio, um som extremamente alto ao rítmo compassado de tambores, pandeiros e sinos, muito insenso e em pouco tempo pudemos ver pessoas em transe. Ali mesmo travei uma guerra no espírito que me causou muito cansaço físico, por fim fiquei envergonhado de saber que aquelas pessoas tão cegas espiritualmente adoram com tanto mais fervor seus falsos deuses do que eu que conheço o Deus Todo-Poderoso. Esses milhões de hindús que vivem em Varanasi e em outras partes da Índia precisam ver a manifestação dos filhos de Deus.

Voltamos para o hotel depois de enfrentarmos mais uma grandíssima multidão no centro da cidade. Cansados nos retiramos, já eram mais de 22h.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.