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Uma Carta Sobre “Louvar a Homens” – John N. Darby

Carta escrita no século XIX por John Nelson Darby ao editor de um de seus livros
“Meu caro amigo e irmão em Jesus Cristo,
“Deu-me muita satisfação ver sua tradução de meu livro. Tive o grato prazer de lê-la, ou melhor dizendo, de ter alguém que a lesse para mim, naqueles momentos dos quais o Senhor nos diz, como disse aos apóstolos, “Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco” (Mc. 6:31). Mas não posso deixar de dizer-lhe, meu caro amigo, que o prazer que a aparência do seu trabalho me trouxe foi, em certa medida, abatido pela opinião demasiado favorável que você expressou a meu respeito no prefácio. Antes que tivesse lido uma palavra sequer de sua tradução, presenteei a um mui querido e sincero amigo com um exemplar, e ele mencionou o que você escreveu em seu prefácio louvando minha piedade. O texto produziu em meu amigo o mesmo efeito que viria a produzir em mim, mais tarde, quando o pude ler. Espero, entretanto, que você não leve a mal o que vou dizer a respeito do assunto, o que é fruto de uma experiência razoavelmente longa.

“O orgulho é o maior de todos os males que nos afligem, e de todos os nossos inimigos, não apenas é o mais difícil de morrer, como também o que tem a morte mais lenta; mesmo os filhos deste mundo são capazes de discernir isto. Madame De Stael disse, em seu leito de morte, Sabe qual é a última coisa que morre em uma pessoa? É o seu amor-próprio.” Deus abomina o orgulho mais do que qualquer coisa, pois o orgulho dá ao homem o lugar que pertence a Deus que está acima de tudo. O orgulho interrompe a comunhão com Deus, e atrai Sua repreensão pois “Deus resiste aos soberbos” (I Pd. 5:5). Ele irá destruir o nome do soberbo, pois nos é dito que “a altivez do homem será humilhada, e a altivez dos varões se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia” (Is. 2:17). Como você mesmo irá sentir, meu caro amigo, estou certo de que não há maior mal que uma pessoa possa fazer a outra do que louvá-la e alimentar seu orgulho. “O homem que lisonjeia a seu próximo, arma uma rede aos seus passos” (Pv. 29:5) e “a boca lisonjeira obra a ruína” (Pv. 26:28). Você pode estar certo, além do mais, que nossa vista é muito curta para sermos capazes de julgar o grau de piedade de nosso irmão; não somos capazes de julgar corretamente sem a balança do santuário, e ela está nas mãos daqu*Éle que sonda o coração. Não julgue nada antes do tempo, até que o Senhor venha, e torne manifesto os conselhos do coração, e renda a cada um o devido louvor. Até então, não julguemos nossos irmãos, seja para bem seja para mal, senão com a moderação que convém, e lembremo-nos que o melhor e mais certo juízo é aquele que temos de nós mesmos quando consideramos aos outros melhores do que nós.
“Se eu fosse lhe perguntar como sabe que eu sou “um dos mais avançados na carreira cristã, e um eminente servo de Deus”, sem dúvida você iria ficar sem saber o que responder. Talvez você viesse a mencionar minhas obras publicadas; mas será que você não sabe, querido amigo e irmão — você que pode pregar um sermão edificante tanto quanto eu — que os olhos vêem mais do que os pés alcançam? E que, infelizmente, nem sempre somos o que são os nossos sermões? “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (II Co. 4:7). Não lhe direi a opinião que tenho de mim mesmo, pois se o fizer, é provável que enquanto o faça procure minha própria glória, e, enquanto estiver buscando minha própria glória, possa parecer humilde, o que não sou. Prefiro dizer-lhe o que o nosso Mestre pensa de mim — Ele que sonda o coração e fala a verdade, que é “o Amém e a fiel Testemunha”, e que tem falado frequentemente no mais íntimo do meu ser, pelo que agradeço a Ele. Creia-me, Ele nunca me disse que sou um “eminente Cristão e avançado nos caminhos da piedade.” Ao contrário, Ele me diz bem claramente que se eu procurasse o meu próprio lugar, iria encontrá-lo como sendo o do maior dos pecadores, pelo menos dentre os que são santificados. E devo dar mais crédito ao julgamento que Ele faz de mim, meu caro amigo, do que aquilo que você pensa a meu respeito.
“O mais eminente Cristão é um daqueles de quem nunca se ouviu falar, algum pobre trabalhador ou servo, para quem Cristo é tudo, e que faz tudo para ser visto por Ele, e somente por Ele. O primeiro deve ser o último. Fiquemos convencidos, meu caro amigo, de louvar somente o Senhor. Só Ele é digno de ser louvado, reverenciado, e adorado. A Sua bondade nunca é demasiadamente celebrada. O cântico dos abençoados (Apocalipse 5) não louva a ninguém senão `Aquele que os redimiu com o Seu sangue. Não há no cântico uma única palavra de louvor a qualquer dos redimidos — nenhuma palavra que diga que são eminentes, ou que não são eminentes — todas as distinções estão perdidas no título comum, “os redimidos”, que expressa a alegria e glória de todo o Corpo. Empenhemo-nos em trazer nossos corações em uníssono com aquele cântico, ao qual todos esperamos que nossas débeis vozes venham se unir. Esta será a razão da nossa alegria, mesmo enquanto estivermos aqui, e contribuirá para a glória de Deus, a qual é lesada pelo louvor que os Cristãos frequentemente prestam uns aos outros. Não podemos ter duas bocas — uma para louvar a Deus e outra para louvar o homem. Possamos, então, conhecer o que os serafins fazem (Isaías 6:2,3), quando com duas asas cobrem suas faces, como um sinal de sua confusão diante da sagrada presença do Senhor; com outras duas asas cobrem seus pés, como se tentassem esconder de si mesmos os seus próprios passos; e com as duas asas restantes voam para executar a vontade do Senhor, enquanto proclamam, “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos: toda a terra está cheia da Sua glória”.
“Perdoe-me por estas poucas linhas de exortação Cristã, as quais tenho certeza, irão, cedo ou tarde, se tornar úteis para você, passando a fazer parte da sua própria experiência. Lembre-se de mim em suas orações, enquanto rogo para que a bênção do Senhor possa pousar sobre você e seu trabalho. Se você porventura vier a imprimir uma outra edição — como espero que aconteça — por gentileza, exclua as duas frases para as quais chamei sua atenção; e me chame simplesmente “um irmão e ministro no Senhor.” Isto já é honra bastante, e não é preciso mais.” J. N. Darby

Um evangelho escandaloso

por Paul Washer

“Não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16
Paulo, na carne, tinha razões para se envergonhar do Evangelho que pregava, porque contradizia tudo o que se cria ser verdadeiro e sagrado entre os seus contemporâneos. Para os judeus, o Evangelho era a pior blasfêmia porque reivindicava que o Nazareno que morreu amaldiçoado no Calvário era o Messias. Para os gregos, era o pior absurdo porque reivindicava que este Messias Judeu era Deus feito carne. Assim, Paulo sabia que quando abrisse a boca para falar o Evangelho, seria completamente rejeitado e ridicularizado, desprezado, a menos que o Espírito Santo interviesse e se movesse nos corações e mentes dos seus ouvintes. Nos nossos dias, o Evangelho primitivo não é menos ultrajante, pois ainda contradiz os princípios, ou os “-ismos”, da cultura contemporânea: o relativismo, o pluralismo e o humanismo.

NÃO É TUDO RELATIVO
Vivemos na era do Relativismo – um sistema de crenças baseado na absoluta certeza de que não há absolutos. Hipocritamente aplaudimos homens que buscam a verdade, mas executamos em praça pública qualquer um que seja arrogante o suficiente para acreditar que a encontrou. Vivemos numa era de trevas auto-impostas, e a razão disso acontecer é clara. O homem natural é uma criatura decaída, é moralmente corrupto, obstinado na sua autonomia (i.e.,no seu auto-governo). Odeia a Deus porque Ele é Justo, e odeia as Suas leis porque censuram e restringem a sua maldade. Ele odeia a verdade porque revela o que ele realmente é. Ele quase acaba com o que ainda permanece na sua consciência. Portanto, o homem decaído busca empurrar a verdade – especialmente a verdade sobre Deus – para o mais longe possível. Ele vai até onde for preciso para suprimir a verdade, mesmo a ponto de fingir que tal coisa não existe ou que, se existe, não pode ser conhecida nem ter alguma coisa a ver com as nossas vidas. Não é Deus que se esconde, é o homem. O problema não é o intelecto, é a vontade. Como um homem que esconde a sua cabeça na areia para evitar o ataque de um rinoceronte, o homem moderno nega a verdade de um Deus justo e os Seus absolutos morais, na esperança de silenciar a sua consciência e de esquecer o julgamento que ele sabe ser inevitável. O Evangelho cristão é um escândalo para o homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais quer evitar – desperta-o do seu auto-imposto “sono” para a realidade da sua situação decaída, da sua rebelião; chama-o à rejeição da sua autonomia e à submissão a Deus, através do arrependimento e fé em Jesus Cristo.
NÃO ESTÃO TODOS CORRETOS
Vivemos numa era de Pluralismo – um sistema de crenças que põe fim à verdade, declaran do que tudo é verdade, especialmente no que diz respeito à religião. Pode ser difícil para o cristão contemporâneo entender, mas os cristãos que viveram nos primeiros séculos da fé foram marcados e perseguidos como se fossem ateus. A cultura que os envolvia estava imersa em teísmo. O mundo estava cheio de imagens de deuses, a religião era um negócio crescente. Os homens não só toleravam os deuses uns dos outros, como também os trocavam e partilhavam. O mundo religioso ia muito bem até chegarem os cristãos e declararem que “deuses feitos com as mãos não são deuses.” Eles negaram aos Césares as honras que eles exigiam, recusaram dobrar os joelhos aos outros ditos “deuses”, e confessaram Jesus apenas como Senhor de tudo. O mundo inteiro assistiu boquiaberto a tal arrogância e reagiu com fúria contra a intolerável intolerância dos cristãos à tolerância.
Este mesmo cenário abunda no nosso mundo hoje em dia. Contra toda a lógica, dizem-nos que todas as posições em relação à religião e moralidade são verdadeiras, não importa quão radicalmente diferente se contraditórias possam ser. O aspecto mais espantoso de tudo isto é que, através dos incansáveis esforços da mídia e do mundo acadêmico, isto rapidamente se tornou a opinião da maioria. Contudo, o pluralismo não lida com o problema nem cura a maleita. Apenas anestesia o paciente para que já não sinta nem pense mais. O Evangelho é um escândalo porque despertao homem do seu sono e recusa-se a deixá-lo descansar numa base tão ilógica. Força-o a chegar a alguma conclusão – “Até quando vão coxear entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas se é Baal, sigam-no.”
O verdadeiro Evangelho é radicalmente exclusivo. Jesus não é “um” caminho, mas “o” caminho. E todos os outros caminhos não são o caminho. Se o cristianismo desse mais um pequeno passo que fosse no sentido de um ecumenicalismo mais tolerante, e trocasse o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um”, o escândalo desapareceria; o mundo e o cristianismo podiam ser amigos. Contudo, quando isto acontecer, o cristianismo deixou de ser cristianismo. Cristo é negado e o mundo fica sem Salvador.
O HOMEM NÃO É A MEDIDA
Vivemos numa era de Humanismo. Nas últimas décadas, o homem tem lutado para expurgar Deus da sua consciência e da sua cultura. Derrubou todos os altares visíveis ao “Único Deus Vivo” e ergueu monumentos para si mesmo, com o zelo de um religioso fanático.Fez de si próprio o centro, a medida e o fim de todas as coisas. Louva o seu mérito inato, exige honra à sua auto-estima e promove a sua auto-satisfação e auto-realização como o maior bem. Justifica a sua consciência culpada com os resquícios de uma antiquada religião de culpa. Procura livrar-se de qualquer responsabilidade pelo caos moral que o envolve, culpando a sociedade, ou pelo menos a parte da sociedade que ainda não atingiu o seu nível de entendimento. A mínima sugestão de que a sua consciência pudesse estar certa no seu testemunho contra ele, ou que ele pudesse ser responsável pelas quase infinitas doenças que há no mundo, é impensável. Por este motivo, o Evangelho é um escândalo para o homem decaído, pois expõe a sua ilusão acerca de si mesmo e convence-o da sua situação decaída e da sua culpa. Esta é, essencialmente, a “primeira ação” do Evangelho; é por isso que o mundo detesta tanto a pregação do verdadeiro Evangelho. Arruína a sua festa – estraga prazeres – destrói a sua fantasia e expõe que “o rei vai nu”.
As Escrituras reconhecem que o Evangelho de Jesus Cristo é uma “pedra de tropeço” e “loucura” para os homens, em todas as gerações e culturas. Contudo, tentar remover o escândalo da mensagem é invalidar a cruz de Cristo e o seu poder salvador. Temos que entender que o Evangelho não apenas é escandaloso, mas que é suposto que o seja!Através da loucura do Evangelho, Deus destruiu a sabedoria dos sábios, frustrou a inteligência das grandes mentes e abateu o orgulho de todos os homens, para que no fim nenhuma carne se possa gloriar na Sua presença, mas como está escrito: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”

O Evangelho de Paulo não só contradizia a religião, a filosofia e a cultura dos seus dias, mas declarava-lhes guerra. Recusava tréguas ou tratados com o mundo e satisfazia-se com nada menos do que absoluta rendição da cultura ao senhorio de Jesus Cristo. Fazemos bem em seguir o exemplo de Paulo. Temos que ser cuidadosos para evitar qualquer tentação de conformarmos o nosso Evangelho às modas de hoje ou aos desejos de homens carnais. Não temos o direito de deturpar, de suavizar a sua ofensa nem de civilizar as suas exigências radicais, para o tornarmos mais atraente a um mundo caído ou a carnais membros de igrejas. As nossas igrejas estão cheias de estratégias para serem mais “agradáveis”, pondo o Evangelho noutra embalagem, removendo a pedra de tropeço e amaciando o gume da espada, para ser mais aceitável aos homens carnais. Devemos ser sensível ao que busca, mas devemos perceber que: há só Um que busca e este é Deus. Se nos esforçamos para fazer nossas igrejas e mensagens confortáveis, façamos confortáveis para Ele. Se queremos erguer uma igreja ou ministério, vamos fazê-lo com uma paixão por glorificar a Deus e com um desejo de não ofender a Sua glória. Não importa o que o mundo vai pensar de nós! Não buscamos honras na terra, mas a honra do céu deve ser o nosso desejo


O nome Jesus, nossa esperança!

Em nossa igreja aqui em Ikotos algumas crianças apresentaram um drama contando o dia-a-dia do ímpio (bêbados, malandros, feiticeiros e assassinos, e outros) e dos cristãos, todos riam muito inclusive os pequenos atores. Enquanto eu assistia meu coração queimava e não consegui me alegrar com a peça, nem por um momento. Foi quando me levantei (após o término da peça) e derramei meu coração. Tentarei escrever o que foi falado e, claro, mais coisas que me vier ao coração:

Esse drama que nos faz tanto rir é a drama da vida real, é a realidade de muitos que estão perecendo e hoje mesmo podem ir para o inferno. Esse drama mostra a realidade daqueles que estão lá fora, mas que alguns de vocês podem estar entre eles. Enquanto você ri do bêbado cambaleando pela rua esquece-se do lugar para onde ele está indo: o inferno. E o que torna menos engraçado é que você que aponta o dedo e ri pode estar indo para o mesmo lugar.

Um dia pedi para Deus me mostrar o Seu sentimento em relação aquele povo que passa o dia inteiro bebendo e jogando na rua do mercado e também pelos feiticeiros. Depois dessa oração apenas chorei copiosamente. Enquanto você ri da desgraça do ímpio, Deus chora por eles. Tenho certeza que se você pedir para Deus compartilhar os Seus sentimentos você também irá chorar.

Talvez essa distinção aconteça por se achar bom e aqueles lá maus. Que engano, não há diferença entre você e o bêbado e nem entre você e o feiticeiro, ambos são maus e merecem o inferno. O que não nos deixa ir imediatamente para lá é a misericórdia de Deus. A diferença que precisa ter é “eu sou mau, mas em arrependimento”, pois se não se arrepender da sua iniqüidade todos irão para o mesmo lugar.

Somos todos maus (Rm 3.23), digo “somos” porque eu estou incluso na lista, gostamos dos melhores lugares e quando fazemos uma boa ação logo tocamos a trombeta para que todos saibam. Gostamos de aplausos, de elogios. Quando alguém vem nos agradecer ou dizer o quanto somos bons ficamos sem graça e dizemos “que isso, não foi nada”, mas no coração “é, eu sou bom mesmo”. Hipócrita, isso que nós somos. Vamos para Jesus:

“Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas. E recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem” Mt 12:15,16

Como sempre, as atitudes de Jesus são sempre opostas, enquanto muitos querem a fama, Jesus quer o anonimato. Jesus tinha todo direito de ser coroado com honrarias e muita pompa, mas preferiu uma coroa de espinho e um manto de sangue. Somos todos indesculpáveis, preferimos carregar a cruz em nosso pescoço como ornamento ou estampada em camisetas do que carregar a cruz nas costas e tomar rumo para o Monte da Caveira para ali morrer.

O texto de Mateus 12 não acaba ali, ele continua dizendo:

“Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz; não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega; até que faça triunfar o juízo; e no seu nome os gentios esperarão”. Mt 12:17-21

Jesus não era um homem qualquer, pois foi Deus quem o escolheu e nele colocou o Seu espírito. Jesus, o amado de Seu Pai, se mostrou como servo de todos, enquanto nós desejamos ser servidos. E eis o juízo que Jesus veio anunciar:

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus” Jo 3.18

Não importa se você é bom, ou se você não faz parte daqueles que estão do lado de fora. Importa se você crê no nome de Jesus. É por causa do nome de Jesus que nós estamos aqui, essa profecia se cumpriu em nós. Eu, lá de longe, do outro continente ouvi sobre Jesus e coloquei minha esperança nesse nome. Pois o nome de Jesus é poder, é salvação, é sustento, é libertação, nesse nome não há engano e nem falha. Nele nós esperamos. Jesus é a esperança para aquele bêbado cambaleante e também para aquela frenética feiticeira.

“… no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” Jo 16.33b

“E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja” Jo 17.26


Não seja insensato, Jesus é Tudo!

“Porque n’Ele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Cl 1:16,17

Se você possui algo, ou se contempla alguma coisa, toda beleza, toda afeição, toda autoridade, todo tipo de meios ou caminhos, seja montanhas, vales e as mais altas e distantes estrelas foram tudo criados por Jesus e para Ele. Por mais que a medicina, ciências e a astronomia avançam pelas descobertas no mundo e universo, jamais encontrarão um fim, pois tudo reflete Seu criador.

Tudo que você é e precisa está em Jesus. Não há nada de bom fora d’Ele. Ele é tudo.  A questão é por que você busca tantas coisas fora de Jesus? É em Jesus que encontrará respostas, é n’Ele que terá toda provisão. Jesus é a solução para o perdido, é o descanso do aflito. É Jesus que sacia todo tipo de sede e fome que possa existir. Ele é o fogo que falta na sua igreja, é a vitória contra seus inimigos. Toda criatividade, arte e desempenho é em Jesus o início e inspiração. Não há nada fora de Jesus que nós precisamos, mas por que busca tantas coisas fora d’Ele?

Nestas coisas em que você busca, muito delas pertencem a Jesus, como glória, fama, elogios, reconhecimento, engrandecimento e coisas do tipo que fazem seu ego inchar. Mas olha isso: “Porque d’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas, glórias, pois, a Ele eternamente, amém!” (Rm 11:36)

É em Jesus que seus afetos, seus desejos e realizações devem estar. Todo sonho, todo plano todo esforço deve estar em Jesus. É n’Ele sua procura e é n’Ele que vai achar. Tudo é para a glória d’Ele. Jesus ama tanta Sua glória que não compartilha com ninguém, pois é d’Ele e d’Ele somente.

Você na sua pequenez e insensatez pensa que pode alguma coisa e que consegue fazer algo. Quando Deus, por Sua infinita misericórdia e amor, te dá alguma coisa você credita a si mesmo, loucura! É loucura achar que tem o direito de tomar a glória de um Deus tão Supremo e creditar a si mesmo, ridículo verme que tem dificuldade em “diferenciar a mão direita da esquerda”.

É isso, LOUCURA! Um surto de loucura tomou a sua mente que pensa que é poderoso vivendo em competição até na disputa de um vil pedaço de carne. Mais loucura ainda é intitular-se filho de Deus sem ao menos conhecê-Lo. Bastardo! É isso que você é, bastardo, pois o filho conhece o Pai e aceita a Sua disciplina. Loucura te tomou de tal maneira que ofende a Jesus – o Ser em que aprouve a Deus habitar toda plenitude (Cl 1:19) – com os seus pecados e achar que está tudo bem. Loucura esquecer que Deus é Justo Juiz e que Ele, Jesus, não voltará como um Cordeiro manso e mudo, mas sim como um Rei que reinará com justiça e cetro de ferro. Loucura você pensar que na sua iniqüidade e pecados escapará do Seu trono de Julgamento e de Sua ira vindoura. Loucura para você que insiste em seu orgulho e egoísmo escapar do fogo eterno. É o inferno reservado para você louco que não aceita a Palavra de Deus.

Mais quantos tipos de loucura poderia enumerar? Faltariam as linhas. Entretanto, mais uma loucura que não poderia deixar de dizer é para você que diz ministro e servo de Deus, mas que trabalha com a força do próprio braço e que não busca a Deus e nem se relaciona com Sua Palavra, é loucura esquecer que naquele dia Ele dirá a você “apartai de mim, Eu não te conheço, você que pratica a iniqüidade”

Como foi dito, em Jesus você encontra tudo. Jesus é o seu advogado, seu intercessor. Em Jesus encontrará o perdão e é n’Ele que será purificado de seus pecados. Para aquele que se achega em Jesus encontrará misericórdia, mas para aqueles que ainda insistem em seus erros, sem arrependimento, encontrará um lugar reservado onde o fogo não se apaga e a dor nunca finda.

Você foi comprado por Ele. Jesus morreu por você para que possa viver por e para Ele. Afinal, tudo subsiste por Ele. Não tem como escapar disso, então por que não renda-se completamente a esse Deus Sublime e Glorioso? Por que não lança sua vida n’Ele? Por que não deixa o Oleiro te quebrar e te fazer da maneira que Ele quiser e para o propósito que Ele quiser?

“N’ELE tudo tem a supremacia” (Cl 1:18b)


Você que dorme, desperte!

por Neide Rodrigues

Fazemos parte de uma de geração que não avança para o céu, se recusa a respirar o ar celeste, aspirar pelas coisas que são do alto. Em conseqüência disso, não ilumina nem salga, não reluz na escuridão, ao contrário aderiu-se ao mundo. A Igreja torna-se insípida ao se encorpar apenas externamente multiplicando suas folhas visando apoderar-se da força vã e poder temporal.

Se trazemos pessoas para o interior da Igreja oferecendo uma mensagem que promova a felicidade do homem e colocamos de lado a mensagem da cruz, o que está sendo edificado nada mais é que uma habitação para o espírito do mundo e a mensagem se perderá.


Se não optarmos decididamente por obedecer ao evangelho que nos foi entregue, haverá uma grande religião cristã evangélica sim, porém estaremos reunidos em torno de todo tipo de mistura alheia ao novo testamento e perderíamos nossa identidade Cristã. As trevas querem nos cegar, usurpar nosso direito de co-herdeiros em Cristo, é contra todas essas coisas que devemos estar combatendo e não uns contra os outros.

Jesus veio desfazer as obras do maligno, salvar-nos das garras do mundo e testemunhar sua justiça através de nós. Veio transportar-nos das trevas para sua maravilhosa luz mas é rejeitado pelos edificadores desse tempo. Enquanto isso novas castas de potestades e tremendas forças espirituais avançam contra a Igreja a fim de roubar nosso testemunho.

Não há comunhão do Espírito de Deus com o espírito das trevas. O senhorio de Cristo deverá ser exclusivo. Não podemos serví-lo e ao mesmo tempo servir ao mundo, aos homens e às riquezas.

É hora de acordar e isso é o mais urgente no momento.

Um novo cristianismo terá que ser mostrado ao mundo, uma Igreja nova terá que se levantar, sem as rugas do passado, sem influências pagãs, sem amarras com coisas terrenas e deverá surgir sob o comando do Espírito para que o mundo creia que salvação em Cristo é essencialmente necessária.

É chegada a hora em que os filhos de Deus devem escolher em que acreditar, a quem seguir e se posicionar do lado certo, sendo fiéis a unção que receberam. Não há um modo de estarmos em Cristo e agradarmos o mundo. Embora na maioria das vezes, não estamos aptos para uma percepção real desse fato do modo como nos é revelado na palavra de Deus, sempre que alguém se levantar em favor da verdade haverá rejeição e guerra.

Na verdade essa guerra que muitos tentam evitar existe por causa do Espírito de Deus que não é deste mundo. E isso é algo que o mundo rejeita e sempre rejeitará. Ele foi rejeitado em seus dias de carne por muitos que se beneficiaram de suas curas e milagres e também pelos religiosos cegos que se sentiam aviltados por se sentirem dignos e honrados e que amaram tanto sua religião e a defenderam com tanta veemência a ponto de matá-lo. Não podemos agradar a Deus e aos homens. No momento em que pensarmos em agradar ao mundo deixaremos de ser escravos de Cristo.

Devemos lutar para impedir que o mundo invada a Igreja, ou daremos carta branca às feras do campo, e iremos comungar com aqueles que nos destroem. O que vem do mundo é gerado de Adão, do homem fadado à morte. Não queremos chorar o corpo morto do Senhor em nossos dias. Queremos a vida de Cristo jorrando no coração do corpo como é a vontade do Pai.

Se o joio sente-se á vontade dentro da igreja sem qualquer restrição à sua mente mundana, o trigo será perseguido, e as verdadeiras ovelhas serão dispersas. Quem conhece a voz do pastor sabe que onde está o mundo está todo tipo de servidão.

Fonte: Missão Pedra Viva


Evangelismo Bíblico x Evangelismo Humanista

Este vídeo mostra com muita clareza o quanto o nosso discurso está distante do que a Bíblia diz quanto a maneira que devemos apresentar o evangelho de Jesus.

Descubra a diferença entre o evangelismo humanista e o evangelismo bíblico


Vida com ou sem Deus?

Vida sem Deus…
Cena 1

Cena 2

Cena 3

Cena 4

Cena 5

Cena 6

Cena 7

Cena 8

Cena 9

Cena 10

Cena 11

Cena 12

Cena 13

Cena 14

Cena 15

Cena 16

Cena 17
A Vida com Deus…

Cena 20

Cena 21

Arrependei-vos

por Martyn Lloy-Jones
E o que João Batista pregava? Pregava “o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados” (Lucas 3:3), Essa era a sua grande mensagem. Ele chamava o povo ao arre­pendimento. Ele estava preparando o caminho para o grande Libertador, dizia ele, para o grande Messias que estava para vir. E advertia o povo de que este era o mais momentoso evento que já acontecera na história humana. Ele dizia: “Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo” (Lucas 3:9). Ele dizia que não adiantava os seus ouvintes dizerem que eram filhos de Abraão, isso não os ajudaria em nada. E dizia: “Destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão” (Lucas 3.8). A mensagem de João era um grande chamado ao arrependimento, em preparo para o Messias que vinha.
E depois nos é dito que, subitamente, o nosso Senhor apareceu, e começou a pregar. O que Ele pregava? Bem, eis o que leio no início do Evangelho de Marcos: “E depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: o tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1:14,15). Aí está, da Sua própria boca. E continuou a pregar, constantemente, esta mensagem.
Vejam aquela extraordinária parábola sobre o arrependimento em Mateus, capítulo 21, que o nosso Senhor pregou aos fariseus e escribas. Todo o seu objetivo é a necessidade de arrependimento. Praticamente Ele disse: “Vocês não se arrependeram. Os publicanos e os pecadores se arrependeram e entraram no Reino, mas vocês, tendo ouvido a mensagem, não se arrependeram”. É isso que os mantém fora do Reino. A porta de entrada ao reino de Deus, o meio de se tornar cristão, é o arrependimento. E o primeiro passo.
Por essa razão o nosso Senhor continuou a dar ênfase a isto. Então, depois da Sua partida e ascensão, ocorreu o grande evento do dia de Pentecoste, quando, como tinha prometido, o nosso Senhor enviou o Espírito Santo sobre a Igreja e os discípulos foram cheios do Espírito. Então começaram a falar e se juntou uma multidão, e Pedro, cheio do Espírito, levantou-se e dirigiu-se à multidão. Que foi que ele lhes pregou? Mostrou-lhes que, em sua ignorância, tinham crucificado o Filho de Deus, e lemos o seguinte:
E ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2:37,38).
Foi a mesma mensagem: a mensagem de João o Batista, a mensagem do Senhor Jesus Cristo, e agora a mensagem do apóstolo Pedro, o primeiro porta-voz da Igreja Cristã. “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado…”; “Arrependei-vos, e crede no evangelho”.

E vocês têm a mesma mensagem percorrendo todo o Novo Testamento. O apóstolo Paulo, quando se despediu dos presbíteros da igreja de Éfeso, lembrou-lhes que dia e noite, em público e em privado, não cessara de lhes pregar – o quê? – “o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo’ (Atos 20:215 ARA). Ora, esta é, claramente, a grande mensagem da Igreja Cristã; o arrependimento é essencial, antes de alguém poder tornar-se cristão. Você pode ouvir o evangelho, mas ouvi-lo não faz de você um cristão. Você não pode ser cristão sem arrepender-se. E isso é sempre salientado em primeiríssimo lugar.


Lord Lord – Senhor Senhor


I’m here – Estou aqui


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