Arquivos do Autor:fabriciomarra

Uma Carta Sobre “Louvar a Homens” – John N. Darby

Carta escrita no século XIX por John Nelson Darby ao editor de um de seus livros
“Meu caro amigo e irmão em Jesus Cristo,
“Deu-me muita satisfação ver sua tradução de meu livro. Tive o grato prazer de lê-la, ou melhor dizendo, de ter alguém que a lesse para mim, naqueles momentos dos quais o Senhor nos diz, como disse aos apóstolos, “Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco” (Mc. 6:31). Mas não posso deixar de dizer-lhe, meu caro amigo, que o prazer que a aparência do seu trabalho me trouxe foi, em certa medida, abatido pela opinião demasiado favorável que você expressou a meu respeito no prefácio. Antes que tivesse lido uma palavra sequer de sua tradução, presenteei a um mui querido e sincero amigo com um exemplar, e ele mencionou o que você escreveu em seu prefácio louvando minha piedade. O texto produziu em meu amigo o mesmo efeito que viria a produzir em mim, mais tarde, quando o pude ler. Espero, entretanto, que você não leve a mal o que vou dizer a respeito do assunto, o que é fruto de uma experiência razoavelmente longa.

“O orgulho é o maior de todos os males que nos afligem, e de todos os nossos inimigos, não apenas é o mais difícil de morrer, como também o que tem a morte mais lenta; mesmo os filhos deste mundo são capazes de discernir isto. Madame De Stael disse, em seu leito de morte, Sabe qual é a última coisa que morre em uma pessoa? É o seu amor-próprio.” Deus abomina o orgulho mais do que qualquer coisa, pois o orgulho dá ao homem o lugar que pertence a Deus que está acima de tudo. O orgulho interrompe a comunhão com Deus, e atrai Sua repreensão pois “Deus resiste aos soberbos” (I Pd. 5:5). Ele irá destruir o nome do soberbo, pois nos é dito que “a altivez do homem será humilhada, e a altivez dos varões se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia” (Is. 2:17). Como você mesmo irá sentir, meu caro amigo, estou certo de que não há maior mal que uma pessoa possa fazer a outra do que louvá-la e alimentar seu orgulho. “O homem que lisonjeia a seu próximo, arma uma rede aos seus passos” (Pv. 29:5) e “a boca lisonjeira obra a ruína” (Pv. 26:28). Você pode estar certo, além do mais, que nossa vista é muito curta para sermos capazes de julgar o grau de piedade de nosso irmão; não somos capazes de julgar corretamente sem a balança do santuário, e ela está nas mãos daqu*Éle que sonda o coração. Não julgue nada antes do tempo, até que o Senhor venha, e torne manifesto os conselhos do coração, e renda a cada um o devido louvor. Até então, não julguemos nossos irmãos, seja para bem seja para mal, senão com a moderação que convém, e lembremo-nos que o melhor e mais certo juízo é aquele que temos de nós mesmos quando consideramos aos outros melhores do que nós.
“Se eu fosse lhe perguntar como sabe que eu sou “um dos mais avançados na carreira cristã, e um eminente servo de Deus”, sem dúvida você iria ficar sem saber o que responder. Talvez você viesse a mencionar minhas obras publicadas; mas será que você não sabe, querido amigo e irmão — você que pode pregar um sermão edificante tanto quanto eu — que os olhos vêem mais do que os pés alcançam? E que, infelizmente, nem sempre somos o que são os nossos sermões? “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (II Co. 4:7). Não lhe direi a opinião que tenho de mim mesmo, pois se o fizer, é provável que enquanto o faça procure minha própria glória, e, enquanto estiver buscando minha própria glória, possa parecer humilde, o que não sou. Prefiro dizer-lhe o que o nosso Mestre pensa de mim — Ele que sonda o coração e fala a verdade, que é “o Amém e a fiel Testemunha”, e que tem falado frequentemente no mais íntimo do meu ser, pelo que agradeço a Ele. Creia-me, Ele nunca me disse que sou um “eminente Cristão e avançado nos caminhos da piedade.” Ao contrário, Ele me diz bem claramente que se eu procurasse o meu próprio lugar, iria encontrá-lo como sendo o do maior dos pecadores, pelo menos dentre os que são santificados. E devo dar mais crédito ao julgamento que Ele faz de mim, meu caro amigo, do que aquilo que você pensa a meu respeito.
“O mais eminente Cristão é um daqueles de quem nunca se ouviu falar, algum pobre trabalhador ou servo, para quem Cristo é tudo, e que faz tudo para ser visto por Ele, e somente por Ele. O primeiro deve ser o último. Fiquemos convencidos, meu caro amigo, de louvar somente o Senhor. Só Ele é digno de ser louvado, reverenciado, e adorado. A Sua bondade nunca é demasiadamente celebrada. O cântico dos abençoados (Apocalipse 5) não louva a ninguém senão `Aquele que os redimiu com o Seu sangue. Não há no cântico uma única palavra de louvor a qualquer dos redimidos — nenhuma palavra que diga que são eminentes, ou que não são eminentes — todas as distinções estão perdidas no título comum, “os redimidos”, que expressa a alegria e glória de todo o Corpo. Empenhemo-nos em trazer nossos corações em uníssono com aquele cântico, ao qual todos esperamos que nossas débeis vozes venham se unir. Esta será a razão da nossa alegria, mesmo enquanto estivermos aqui, e contribuirá para a glória de Deus, a qual é lesada pelo louvor que os Cristãos frequentemente prestam uns aos outros. Não podemos ter duas bocas — uma para louvar a Deus e outra para louvar o homem. Possamos, então, conhecer o que os serafins fazem (Isaías 6:2,3), quando com duas asas cobrem suas faces, como um sinal de sua confusão diante da sagrada presença do Senhor; com outras duas asas cobrem seus pés, como se tentassem esconder de si mesmos os seus próprios passos; e com as duas asas restantes voam para executar a vontade do Senhor, enquanto proclamam, “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos: toda a terra está cheia da Sua glória”.
“Perdoe-me por estas poucas linhas de exortação Cristã, as quais tenho certeza, irão, cedo ou tarde, se tornar úteis para você, passando a fazer parte da sua própria experiência. Lembre-se de mim em suas orações, enquanto rogo para que a bênção do Senhor possa pousar sobre você e seu trabalho. Se você porventura vier a imprimir uma outra edição — como espero que aconteça — por gentileza, exclua as duas frases para as quais chamei sua atenção; e me chame simplesmente “um irmão e ministro no Senhor.” Isto já é honra bastante, e não é preciso mais.” J. N. Darby

Boletim Informativo Abril 2012 – Quênia

Um novo tempo chegou!

Olá, com muita alegria escrevo mais um boletim. Mas antes de tudo queria relembrar algumas coisas.  O programa da MCM “Herdeiros de Deus” no Quênia e Sudão consiste no acolhimento de órfãos de guerra. Aqui no Quênia são 23 adolescentes sudaneses que acolhemos como família, dando um lar, roupas, estudos, comida e o principal de tudo a Palavra de Deus. Essa é minha segunda vez que venho auxiliar no trabalho na casa, o que posso dizer é que tem sido um novo tempo para todos nós.

A maior busca que o homem pode fazer é conhecer ao Senhor. Essa é a maior das aventuras em busca do maior dos tesouros: a presença viva e real de Deus, o verdadeiro conhecimento de Deus através de Seu filho Jesus. Nesse mês de Abril, os adolescentes, o aluno da MCM Francisco e eu embarcamos nessa aventura. Estamos com dois momentos de devocional com Deus por dia, num deles é apenas orações, e no outro mais orações, intercessões e ministrações da Palavra.

Nos nossos momentos de intercessões, intercedemos uns pelos outros, pelo Sudão e também por 30 alvos que estabelecemos. A Palavra todos nós ministramos, cada dia um de acordo com uma escala que fizemos. E aos sábados esse momento intensifica parecendo com um culto, mas tudo muito dinâmico, divertido e cheio da presença de Deus. Deus tem dado muita graça, pois mesmo com tudo isso eles ainda tem tempo para estudar, estudar, estudar mais um pouco, e fazer as outras atividades que tem que ser feita no dia a dia.

Quando oramos situações mudam!

Depois que começamos essa aventura, alguns dos nossos adolescentes vieram confessando pecados, pedindo orações pelas dificuldades que tem, contando sonhos de se tornarem missionários e evangelistas, mesmo os que querem seguir carreira acadêmica como médicos, engenheiros e advogados. Então mais uma vez afirmo, estamos vivendo um novo tempo aqui onde a graça de Deus tem superabundado.

As situações tem mudado, mas os desafios ainda continuam grandes, principalmente em relação a documentação dos nossos adolescentes e das finanças  da casa que é nada barato. Também tivemos notícias que alguns dos familiares de nossos adolescentes se alistaram no exército para lutarem nesse conflito entre o Sudão e Sudão do Sul, e o mais triste é que irmãos estão alistados em exércitos inimigos.

Assim como Deus já tem trabalhado, creio que Ele continuará a trabalhar em nosso favor, pois “aquele que começou a boa obra, a terminará”.

Sozinhos não podemos nada, então obrigado pelo seu apoio, seja em orações, ou suportes financeiro, ou simplesmente pelas palavras de encorajamento.

Motivos de Oração!

-Para que essa nova fase na vida dos Herdeiros de Deus não cesse de crescer e gerar transformação;

-Pelas finanças do programa Herdeiros de Deus;

-Pela renovação dos passaportes de todos nossos adolescentes;

-Pela vinda dos novos sudanês para a casa do Quênia;

-Pela paz entre o Sudão e Sudão do Sul;

-Pelo meu retorno ao Brasil agora no dia 23/05 e meu casamento;

-Pelo pastor Marcelo Belitardo e família;

-Pelo meu pastor Carlos Luciano e sua família.

Mais uma vez, muito obrigado por tudo!

“Que o Cordeiro receba a recompensa pelos Seus sofrimentos”

Fabrício Marra da Silva


O método de estudo bíblico de A. W. Pink

“Nos meus primeiros anos eu assiduamente segui este triplo caminho:

  • Em primeiro lugar, eu lia toda a Bíblia três vezes por ano (oito capítulos do Antigo Testamento, e dois do Novo Testamento diariamente). Eu constantemente perseverei nisso durante dez anos, a fim de me familiarizar com o conteúdo, que só pode ser alcançado por meio de consecutivas leituras.
  • Em segundo lugar, eu estudei uma porção da Bíblia a cada semana, concentrando-me por dez minutos (ou mais) todo dia na mesma passagem, pensando na ordem dela, na ligação entre cada afirmação, buscando uma definição dos termos importantes, olhando todas as referências marginais, procurando seu significado típico.
  • Terceiro, eu meditei sobre um versículo a cada dia, escrevendo-o sobre um pedaço de papel na parte da manhã, memorizando-o, consultando-o em alguns momentos ao longo do dia; pensando separadamente em cada palavra, pedindo a Deus para revelar para mim o seu significado espiritual e para escrevê-la no meu coração. O versículo era o meu alimento para aquele dia. Meditação é para a leitura como a mastigação é para o comer.

Quanto mais alguém seguir o método acima mais deve ser capaz de dizer:

‘A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho’ Sl 119: 105’”

Fonte: perolas do evangelho


O Arquiteto do Universo (parte 3)

Por Myer Pearlman

A. J. Pace, cartunista do periódico evangélico Sunday School Times, fala de sua entrevista com o já falecido Wilson J. Bentley, perito em microfotografia (fotografias do que se vê pelo microscópio). Por mais de um terço de século, esse senhor fotografou cristais de neve. Depois de haver fotografado milhares desses cristais, ele observou três fatos determinantes: primeiro, que não havia dois flocos iguais; segundo: todos tinham um padrão harmonioso e belo; terceiro: todos, invariavelmente, eram hexagonais. Quando inquirido sobre como se explicava essa simetria hexagonal, ele respondeu:

“Decerto ninguém, a não ser Deus, sabe, mas minha teoria é a seguinte: como é do conhecimento de todos, os cristais de neve são formados de vapor de água a temperaturas abaixo de zero, e a água se compõe de três moléculas, duas de hidrogênio que se combinam com uma de oxigênio. Cada molécula é polarizar-se nos lados opostos. O algarismo três, portanto, figura desde o iníco”.

Como podemos explicar estes pontinhos tão interessantes, as voltas e as curvas graciosas e estas quinas chanfradas tão delicadamente cinzeladas, todas elas dispostas com perfeita simetria ao redor do ponto central?”, perguntou Pace.

Bentley encolheu os ombros e respondeu: “Somente o artista que os desenhou e os modelou conhece esse processo”.

Sua declaração acerca do “algarismo três que figura desde o início” fez-me meditar. Não seria o caso, portanto, de o Deus trino que modelou toda a formosura da criação ter rubricado a própria marca da Trindade nessas frágeis estrelas de cristal de gelo como quem assina o nome em sua obra-prima? Ao examinar os flocos de neve ao microscópio, vê-se instantaneamente que o princípio básico da estrutura do floco de neve é o hexágono ou a figura de seis lados, o único exemplo em todo o reino da geometria em que o raio do círculo circunscritivo é exatamente igual ao comprimento de cada um dos seis lados do hexágono. Portanto, resultam seis triângulos eqüiláteros reunidos em um núcleo central, em que todos os ângulos são de 60 graus, a terça parte de toda a área num lado de uma linha reta. Que símbolo sugestivo do Deus trino é o triângulo! Aqui temos unidade: um triângulo, formado de três linhas, em que cada parte é indispensável à integridade do conjunto.

A curiosidade impeliu-me agora a examinar as referências bíblicas sobre a palavra “neve”, e descobri, com grande prazer, esse mesmo “triângulo” inerente na Bíblia. Por exemplo, há 21 (3 x 7) referências que contêm o substantivo “neve” no AT, e três no NT, 24 ao todo. Depois achei três referências que falam da “lepra tão branca como a neve”. Três vezes compara-se a purificação do pecado à neve. Achei mais três que falam de roupas “tão brancas como a neve”. Três vezes compara-se a aparência do Filho de Deus à neve. Mas a maior surpresa foi quando descobri que a palavra hebraica para “neve” é composta totalmente de algarismo “3”! Embora isso não seja geralmente conhecido, o fato é que tanto os hebreus quanto os gregos, por não terem algarismo, usavam as letras do seu alfabeto como algarismos. Bastava um olhar casual de um hebreu à palavra sheleg (palavra hebraica para “neve” para ele perceber que ela poderia ser lida tanto como 333 quanto como “neve”. No hebraico, a primeira letra, que corresponde ao som “sh”, vale 300; a segunda consoante, o “l”, vale 30; e a consoante final, o nosso “g”, vale 3. Somando-as, temos 333, três algarismos “3”. Curioso, não é verdade? Mas por que não esperar exatidão matemática de um livro plenamente inspirado, tão maravilhoso quanto o mundo que Deus criou?

Muito se fala a respeito de Deus: “Ele [Deus] faz coisas grandiosas, acima do nosso entendimento. Ele diz à neve: ‘Caia sobre a terra’, e à chuva: ‘Seja um forte aguaceiro’” (Jó 37:5,6). Estou aqui, há dois dias inteiros, empenhando na tentativa de copiar à mão o desenho que Deus fez, a saber, os seis cristais de neve, e fiquei bastante fatigado. E como é fácil para ele fazê-lo! “Ele diz à neve” – e com uma palavra, pronto, está feito.

Imagine quantos milhões de cristais de neve caem sobre um hectare de terra durante uma hora; e imagine, se puder, o fato surpreendente de que cada cristal tem sua individualidade própria, um desenho e modelo sem duplicata, nessa ou em qualquer outra tempestade. “Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o possa atingir” (Sl 139.6). Como pode uma pessoa sensata, diante de tal evidência de desígnios, multiplicados por um sem-número de variedades, duvidar da existência e da obra do desenhista, cuja capacidade é imensurável? Um Deus capaz de criar tantas belezas é capaz de tudo, até mesmo de moldar nossa vida dando-lhe beleza e simetria.


O Arquiteto do Universo (parte 2)

Por Myer Pearlman

Tomemos como ilustração a vida dos insetos. Há uma espécie de escaravelho cujo macho tem chifres magníficos, duas vezes mais compridos que o seu corpo; a fêmea não tem chifres. No estágio larval, eles enterram-se a si mesmos na terra e, silenciosamente, esperam na escuridão por sua metamorfose. São sem dúvida meros insetos, sem nenhuma diferença aparente e, no entanto, um deles escava para si um buraco duas vezes mais profundo que o outro. Para quê? Para que haja espaço para os chifres do macho se desenvolverem com perfeição. Por que essas larvas, aparentemente iguais, diferem assim em seus hábitos? Quem ensinou o macho a cavar um buraco duas vezes mais profundo que a fêmea? É o resultado de um processo racional? Não, foi Deus, o Criador, quem pôs naquelas criaturas a percepção instintiva que lhes seria útil.

De onde esse inseto recebeu sua sabedoria? Alguém talvez pense que ele a herdou de seus pais. Mas um cão ensinado, por exemplo, transmite à sua descendência sua astúcia e agilidade? Não. Mesmo que admitamos que o instinto seja herdado, ainda deparamos com o fato de que alguém teria instruído o primeiro escaravelho chifrudo. A explicação do maravilhoso instinto dos animais acha-se nas palavras do primeiro capítulo de Gênesis: “Disse Deus”- isto é, a vontade de Deus. Quem observa o funcionamento de um relógio sabe que a inteligência não está no relógio, mas sim no relojoeiro. E quem observa o instinto maravilhoso das menores criaturas concluirá que a primeira inteligência não era a delas, mas sim de seu Criador, e, portanto, existe uma mente que controla os menores detalhes da vida.

O doutor Whitney, ex-presidente da Sociedade Americana e membro da Academia Americana de Artes e Ciências, disse certa vez que “um ímã atrai o outro pela vontade de Deus, e ninguém pode dar explicação melhor que essa”. O que o senhor quer dizer com a expressão ‘vontade de Deus’?”, alguém lhe perguntou. O doutor Whitney replicou: “Como o senhor define a luz? [...] Existe a teoria corpuscular, a teoria de ondas e, agora, a teoria do quantum; e nenhuma das teorias passa de uma conjectura dos estudiosos. Com explicações tão boas como essas, podemos dizer que a luz caminha pela vontade de Deus [...] A vontade de Deus, essa lei que descobrimos sem que a possamos explicar, é a única palavra final”.


O Arquiteto do Universo

Por Myer Pearlman

O grande relógio de Estrasburgo tem, além das funções normais de um relógio, uma combinação de luas e planetas que se movem ao longo dos dias e meses com a exatidão dos corpos celestes, com seus grupos de representações que aparecem e desaparecem com regularidade igual ao soar das horas no grande cronômetro.

Declarar não ter havido um engenheiro que construiu o relógio e que o objeto “surgiu por acaso” seria insultar a inteligência e a razão humanas. É insensatez presumir que o Universo “surgiu por acaso”, ou, em linguagem científica, que surgiu “da confluência fortuita dos átomos”.

Suponhamos que o livro O Peregrino fosse descrito da seguinte maneira: O autor tomou um vagão com tipos de imprensa e, com uma pá, os atirou no ar. Quando caíram no chão, naturalmente e gradualmente se ajuntaram, de maneira que formaram a famosa história de Bunyan. O homem mais incrédulo diria: que absurdo! E a mesma coisa dizemos nós a respeito das suposições do ateísmo em relação à criação do Universo.

O exame de um relógio revela que ele tem os sinais de desígnio, porque as diversas peças são reunidas com um propósito prévio. Elas são colocadas de tal modo que produzem movimentos, e esses movimentos são regulados de tal maneira que marcam as horas. Disso inferimos duas coisas: primeiramente, que o relógio teve alguém que o fez e, em segundo lugar, que o seu fabricante compreendeu sua construção e o projetou com o propósito de marcar as horas. Da mesma maneira, observamos o desígnio e a operação de um plano no mundo e, naturalmente, concluímos que houve alguém que o fez e que sabiamente o preparou para o propósito ao qual serve.

O fato de nunca termos observado a fabricação de um relógio não afetaria essas conclusões, mesmo que jamais conhecêssemos um relojoeiro ou que jamais tivéssemos idéia do processo desse trabalho. Igualmente, nossa convicção de que o Universo teve um arquiteto de forma nenhuma sofre alteração pelo fato de jamais termos observado sua construção ou de nunca termos visto o arquiteto.

Do mesmo modo, nossa conclusão não se alteraria se alguém nos informasse que “o relógio é resultado da operação das leis da mecânica e que é possível explicá-lo pelas propriedades da matéria”. Ainda sim, teremos de considerá-lo uma obra de um hábil relojoeiro que soube aproveitar essas leis da física e suas propriedades para fazer funcionar o relógio. Da mesma forma, quando alguém nos informa que o Universo é simplesmente o resultado da operação das leis da natureza, somos constrangidos a perguntas: “Quem projetou, estabeleceu e usou essas leis?”, pois uma lei implica um legislador.


A BÍBLIA NÃO TENTA PROVAR QUE DEUS EXISTE

Por Dr. A. B. Davidson

A Bíblia não tenta demonstrar a existência de Deus, porque em toda a Bíblia subentende-se sua existência. Parece não haver nenhuma passagem no Antigo Testamento que represente os homens procurando conhecer existência de Deus por meio da natureza ou pelos eventos da providência, embora haja algumas passagens que impliquem que as idéias falsas sobre a natureza de Deus podem ser corrigidas pelo estudo da natureza da vida [...]. O Antigo Testamento cogita tão pouco sobre a possibilidade de conhecer Deus quanto cogita de provar sua existência. Por que os homens argumentariam de que o conheciam, cônscios de estar em comunhão com ele, de que seus pensamentos estão cheios dele e são esclarecidos por ele, pois sabiam que seu Espírito se movia neles e os guiava em toda a sua história?

A idéia de que o homem chega ao conhecimento de Deus ou à comunhão com ele por meio de seus próprios esforços é totalmente estranha ao Antigo Testamento. Deus fala, ele aparece; o homem ouve e vê. Deus aproxima-se dos homens, estabelece uma aliança ou relação especial com eles e dá-lhes mandamentos. Os homens o recebem quando ele se aproxima: aceitam sua vontade e obedecem aos seus preceitos. Em parte alguma, Moisés e os profetas são representados como pensadores que refletem sobre o invisível, formam conclusões acerca dele ou alcançam conceitos elevados em relação à Divindade. O invisível manifesta-se a eles, e eles o conhecem.


Boletim Informativo Fevereiro 2012 – Etiópia

Boletim Informativo Fabrício Marra

Etiópia | Fevereiro 2012

 

“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos céus.”

Mateus 5:3

 

Paz! Tudo bem com você? Comigo está tudo bem graças a Deus, um mês a mais em solo etíope. Vou começar esse boletim contando sobre um jovem que conheci em uma viagem a cidade de Harar, a aproximadamente 1h30 de onde moro (Dire Dawa).

Esse jovem chama-se Abdi, mulçumano, 23 anos e ainda não completou o segundo grau e que por isso está desempregado apesar de ter um ótimo inglês e um pouco de espanhol (raro isso aqui). Quando falei que sou brasileiro ele me mostrou a fivela do sinto dele, era a bandeira do Brasil. Passamos pelo menos 2 horas conversando.

Quando perguntei sobre a família tudo mudou, a feição, o olhar e o jeito de falar. O mais velho entre quatro irmãs e 2 irmãos foi “obrigado” a sair de casa por falta de espaço e estrutura, morando hoje de favor em casa de amigos. Me contou isso com água nos olhos. Então foi quando perguntei pra ele o que é importante para o povo de Harar. Ainda com os olhos molhados me disse que é casa pra morar, comida e “tchati” (uma espécie de erva estimulante que eles mastigam, não sei como escreve o nome, mas o som é algo assim).

Essa conversa mexeu comigo, pois quem não tem amigo vai pra rua. Talvez seja um dos motivos de ter tantos moradores de ruas. Quando falo “tantos moradores” é porque realmente são muitos. Só na porta de uma igreja ortodoxa aqui de Dire Dawa contei mais de 30, são várias igrejas com outras dezenas de moradores de ruas dormindo em cada porta e por todo lado, toda rua que entra tem ali alguns, é algo impressionante. Conversei com um cristão ontem e perguntei se a igreja faz alguma coisa em relação a esses mendigos, ele disse que uma vez por ano e que nunca é o suficiente dão alguma coisa pra eles, e nem mesmo se preocupam em evangelizá-los.

Por conta dessa realidade estamos planejando (na verdade quem está planejando é a missionária Marise que esteve comigo no Sudão) a abertura de um restaurante onde forneceremos comida grátis para esses moradores de rua. Por enquanto estamos tramitando com o governo daqui. Com esse restaurante, além de dar comida a quem tem fome, teremos certa liberdade pra compartilhar de Jesus em ações e palavras.

Conviver com a pobreza tem tido um efeito forte em mim, tenho revisto valores, conceitos, diferenciar entre coisas realmente importante e trivial, e mais que isso entender o que Jesus quis dizer com “bem-aventurados os pobres…”. Veja a lista que a escritora Monika Hellwig faz das seguintes “vantagens” de ser pobre (retirado do livro “O Jesus que eu nunca conheci” do Phili Yancey):

  1. Os pobres sabem que têm premente necessidade de redenção.
  2. Os pobres reconhecem não apenas sua dependência de Deus e de gente poderosa como também sua interdepen­dência uns dos outros.
  3. Os pobres depositam a segurança não nas coisas, mas nas pessoas.
  4. Os pobres não têm um senso exagerado de sua própria importância e nenhuma necessidade exagerada de privaci­dade.
  5. Os pobres esperam pouco da competição e muito da coope­ração.
  6. Os pobres conseguem distinguir entre necessidade e luxo.
  7. Os pobres podem esperar, porque adquiriram uma espécie de paciência obstinada nascida de uma dependência reconhecida.
  8. Os temores dos pobres são mais realistas e menos exage­rados, porque já sabem que a pessoa pode sobreviver a grandes sofrimentos e necessidades.
  9. Quando os pobres ouvem a pregação do evangelho, ele soa como boas novas e não como uma ameaça ou repre­ensão.
  10. Os pobres podem reagir ao apelo do evangelho com certo abandono e com uma inteireza descomplicada porque têm tão pouco a perder e estão prontos para tudo.

Nesse mês de março tenho dois desafios. O primeiro é uma viagem ao extremo norte da Etiópia, fronteira com Eritréia e o norte do Sudão, uma região com bastante mulçumano e tribos animistas. A intenção da viagem é “espiar a terra”, ver as possibilidades de trabalho e também fazer contatos. O ideal para conhecer toda a região levaríamos uns 15 dias, mas como ficaria muito caro, vamos fazer a viagem em 5 dias conhecendo os principais locais.

O segundo desafio é a renovação do meu visto. Aqui de qualquer forma preciso sair do país e voltar para ter outro visto de 3 meses. As complicações são o dinheiro para sair e voltar para Etiópia e se eles vão me dar outro visto. Temos um desejo de nessa viagem para renovar ir para Djibuti, pois é uma oportunidade de conhecer um novo país e quem sabe um futuro campo de trabalho. Mas caso não dê certo irei para Nairobi ver minhas crianças e passar meu aniversário com eles.

Aqui um vídeo de apenas 10 minutos muito bom sobre o IDE, vale a pena assitir:

 Pedido de oração: Por favor,

-Ore para que o governo não dificulte a abertura do restaurante.

-Ore para que haja recursos necessários para essas duas viagens que preciso fazer.

-Ore para que não haja nenhum problema na renovação do meu visto.

-Ore para que Deus guarde minha família e pastores.

-por último, ore para que Deus não permita que eu perca o foco, mas sempre fortalecido e apaixonado por Ele.

Deus te abençoe e muito obrigado pelas orações, contribuições e palavras de ânimo que tenho recebido.


Boletim Informativo Janeiro 2012 | Etiópia

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5:8

 

Direto do ano 2004 do calendário etíope eu te desejo a Paz!!!

Aqui na Etiópia está tudo bem. Muito quente e seco, mas já me adaptei ao clima. Descobri em meio a tanta miséria descobri um povo muito amável, receptivo e apaixonante.

Em Dire Dawa, onde estou morando vê-se pessoas interessadas por religião em toda parte. De um lado os ortodoxos com seus rituais e misticismo, e de outro lado se vê os mulçumanos com suas rezas. Já participei de um feriado ortodoxo onde a cidade inteira parou para participar. Vi uma grande fome por Deus, percebi uma grande sinceridade na busca por Deus entre essas pessoas. Jesus morreu por eles quando ainda eram pecadores, agora eles precisam saber disso, que há um Deus que ama e que os deseja.

Não se vê católicos em lugar nenhum, e cristãos protestantes encontrei algumas igrejas espalhadas pela cidade, mas são considerados como seita e não são bem visto pela sociedade.

Fui enviado aqui para plantação de igrejas e também abrir uma frente de trabalho da MCM. Nesse mês foi um tempo de aprender a lei etíope, os costumes, fazer amizades e ver os caminhos em que podemos trabalhar nessa nação.

Peço que orem para que Deus mostre as pessoas certas a quem devo ir. Orem também para que Deus abre as portas para que a obra dEle seja estabelecida de fato aqui. Ore para que o evangelho seja pregado de forma sábia e precisa.

Existe um grande número de moradores e mendigos pela cidade, um número que nunca vi em nenhum outro lugar. Essas pessoas precisam conhecer Jesus, pois muito mais do que poder saciar a fome natural dessas pessoas, há um pão que desceu do céu e há uma fonte de água que não tem fim a ser apresentado para essas pessoas. Ore por eles, são crianças, mulheres e idosos, poucos jovens entre eles.

Obrigado por tudo que têm feito por mim através de suas orações, palavras de animo e contribuições.


O evangelho de Jesus Cristo (esboço em versículos)

  • O CARÁTER DE DEUS

A SANTIDADE DE DEUS

Tu que és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e que não podes contemplar a perversidade. Habacuque 1:13

Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça. Isaias 59:2

A JUSTIÇA DE DEUS

Porque o Senhor é justo; ele ama a justiça; os retos, pois, verão o seu rosto. Salmo 11:7

Mas o Senhor dos exércitos é exaltado pelo juízo, e Deus, o Santo, é santificado em justiça. Isaias 5:16

Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias. Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua espada; armado e teso está o seu arco. Salmo 7:11-12

  • A DEPRAVAÇÃO E CONDENAÇÃO DO HOMEM

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Romanos 3:23

Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia… Isaias 64:6

Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10

  • O GRANDE DILEMA

O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro. Provérbios 17:15

Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? Gênesis 18:25

  • GOD’S ACTION

Embora mantendo Sua santidade e justiça, a Bíblia também afirma que Deus é amor, e que em amor Ele respondeu a essa situação difícil do homem.

MOTIVADO PELO AMOR

Porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos.  Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 1 João 4:8-10

A CRUZ DE CRISTO

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus. Romanos 3:23-26

A RESSURREIÇÃO

O qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação. Romanos 4:25

  • RESPOSTA DO HOMEM

ARREPENDIMENTO com o reconhecimento e confissão que o que Deus falou sobre nós é verdade – nós pecamos.

Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos; de sorte que és justificado em falares, e inculpável em julgares. Salmo 51:3-4

O genuíno reconhecimento da nossa pecaminosidade e culpa irá também nos conduzir a um genuíno pesar, vergonha e também ódio pelo que nós fizemos.

Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. Romanos 7:15

Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Romanos 7:24

Sinceridade aparente de confissão apenas, nunca será a definitiva evidência do arrependimento genuíno. Isto deve ser acompanhado pelo abandono do pecado.

Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal. Isaías 1:16

… toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. Mateus 3:10

DEFINIÇÃO DE FÉ

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Hebreus 11:1

e estando certíssimo de que o que Deus tinha prometido, também era poderoso para o fazer. Romanos 4:21

FÉ BASEADA NAS PROMESSAS DE DEUS

Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu único Filho para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Creia no Senhor Jesus, e você será salvo. Atos 16:31

EXEMPLO DE UM CRENTE

… servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne. Filipenses 3:3

A BASE DE UMA CONFIANÇA GENUÍNA

Verdadeira conversão: O verdadeiro cristão é uma nova criatura e viverá a vida que reflete trabalho radical de Deus na re-criação na vida dele/dela.

Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17

Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Mateus 7:16

Confiança é baseado sobre auto-examinação à luz das escrituras.

Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. 2 Coríntios 13:5

Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna. 1 João 5:13

TESTE DA GARANTIA BÍBLICA

1 João 1:5-7 (andando na Luz), 1 João 1:8-10 (confissão de pecados), 1 João 2:3-4 (obediência), 1 João 2:9-11 (amor pelo irmão), 1 João 2:15-17 (ódio pelo mundo), 1 João 2:24-25 (perseverança na doutrina), 1 João 3:10 (justiça), 1 João 4:13 (testemunho do Espírito), Hebreus 12:5-8 (disciplina).

Fonte: HeartCry Missionary Society


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.