Arquivo do mês: dezembro 2011

O vento soprou pra outra direção – informativo dezembro

“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. João 3:8

 

Devido a algumas mudanças na estratégia do trabalho no programa Herdeiros de Deus do Sudão eu tive que retornar para o Quênia (em breve a notícia oficial das mudanças). No início não entendi muito bem essas mudanças, mas agora a luz veio e Deus falou “o vento sopra onde quer”. O vento soprou, nós entendemos os motivos e a direção onde o vento está soprando.

Depois de um mês em oração e reuniões entendemos que a direção que o vento está soprando é para a Etiópia. Dia 3/01 estarei de mudança para esse país. O nosso plano é de plantar uma obra lá começando do zero e abrir portas para que outros missionários possam ir.

Preciso muito da sua oração, pois é um país dividido pela igreja ortodoxa e islamismo, as dificuldades variam entre restrições e perseguições religiosas.

Esse mês de dezembro foi bem especial que além dessa nova direção eu pude passar esse mês com meus “filhos” aqui no Quênia, compartilhando da Ceia do Senhor e também na realização de 12 batismos, no qual tive a honra de batizar uma de nossas adolescentes. Um sonho muito esperado.

Recebemos uma missionária brasileira que atua na Escócia já alguns anos e também o filho mais velho do pastor Marcelo. Juntos nos alegramos e também ministramos a Palavra aos nossos adolescentes num tipo de retiro interno.

Obrigado pelas orações e investimentos. Juntos no avanço do Reino. Desejo e oro para que este ano de 2012 as revelações de Deus sejam multiplicadas em sua vida e que a paixão e o amor por Ele também cresça de forma imensurável.


Sexo Cristão

por C. S. Lewis

A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: “Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total.” Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual, tal como é hoje em dia, se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou. (…)

Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo o dia se fala sobre o assunto, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi. Acho que é exatamente o contrário. Acredito que a raça humana só passou a tratar do tema com discrição porque ele já tinha se tornado um problema. Os modernos sempre dizem que “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”. Com isso, podem estar querendo dizer duas coisas.


Uma delas é que “não há nada de errado no fato de a raça humana se reproduzir de um determinado modo, nem no fato de esse modo gerar prazer”. Se é isso o que têm em mente, estão cobertos de razão. O cristianismo diz a mesma coisa. O problema não está nem na coisa em si, nem no prazer. Os velhos pregadores cristãos diziam que, se o homem não tivesse sofrido a queda, o prazer sexual não seria menor do que é hoje, mas maior. Bem sei que alguns cristãos de mente tacanha dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas intrinsecamente más. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo — que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia. O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente. Mas é claro que, quando as pessoas dizem “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”, elas podem estar querendo dizer que “o estado em que se encontra nosso instinto sexual não é algo de que devemos sentir vergonha”.

Se é isso que querem dizer, penso que estão erradas. Penso que temos todos os motivos do mundo para sentir vergonha. Não há nada de vergonhoso em apreciar o alimento, mas deveríamos nos cobrir de vergonha se metade das pessoas fizesse do alimento o maior interesse de sua vida e passasse os dias a espiar figuras de pratos, com água na boca e estalando os lábios. Não digo que você ou eu sejamos individualmente responsáveis pela situação atual. Nossos ancestrais nos legaram organismos que, sob este aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firme vontade de superá-las.

Fonte: Pérolas do Evangelho


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.